sexta-feira, 8 de maio de 2026

Briga de trânsito


Um familiar, reportou-me, hoje, no final da tarde, um incidente de trânsito que vivenciou ontem, dia 07 de maio de 2026, por volta do meio dia, quando trafegava pela avenida Campos Velho, de onde saiu para ingressar na avenida Icaraí, no bairro Cristal, em Porto Alegre.

O familiar foi perseguido pelo condutor de outro veículo que emparelhou seu automóvel numa sinaleira, apontando uma pistola para o tripulante do outro carro, intimando-o a parar. Após movimentarem os carros para o acostamento da via, parados, ambos motoristas desceram.


O motorista de arma em punho, transtornado, à paisana e sem se identificar questionou o motorista abordado sobre quem era, o que estava fazendo ali, o que transportava, se tinha drogas ou armas etc. Na sequência passou a revistar o carro. Uma viatura da Brigada Militar que passava pelo local parou. Quatro PMs desceram, três homens e uma mulher, devidamente fardados. Não interviram. Ficaram observando, sem falar nada. Aduziu o familiar que se tratava de um PM, abordando ele, em traje civil.

Temendo um possível desfecho trágico, meu familiar, tenso, informou ao suposto PM exaltado que conhecia um colega dele e disse meu nome. Sua atitude mudou. Informou que ele era o soldado fulano de tal, dispensando o parente e a guarnição da BM que se encontrava no local.

Ao saber do ocorrido, convidei o relator do caso, irmos até uma Delegacia da Polícia Civil e fazer o devido registro. Fomos até a DPPA de Canoas, onde me identifiquei como policial militar. Foi relatado ao escrivão que nos atendeu, o histórico acima reportado. Reagiu dizendo que deveríamos ir até a Corregedoria da BM. Respondi ao atendente que gostaria de prosseguir com o registro ali, pois, confiava muito no Sistema de Registro de Ocorrências da Polícia Civil do Estado do RS. O escrivão passou a fazer o registro.

Após a conclusão do registro da ocorrência policial nº 8733/2026/100510, o atendente assinou o documento e entregou uma via para nós. Li o documento e perguntei ao atendente por que ele não havia colocado o nome do autor do fato no campo correto? "Desdobrou-me" numa explicação que se eu registra-se aqui, causaria polêmica. Também observei outros pontos discrepantes, no registro. Optei por não contestar o atendente. Respeito muito e valorizo a Polícia Civil do nosso Estado. Tratarei o caso com a Chefia da Instituição, na qual confio.

Aroldo Medina


Abuso de Autoridade - Lei  nº 13869/2019
Constrangimento Ilegal - Artigo 146 do Código Penal
Ameaça - Artigo 147 do Código Penal Brasileiro

Crimes Militares:
Prevaricação e Violência Arbitrária - Artigo 9º do Código Penal Militar

Aspectos Administrativos:
Dever de Identificação: todo policial, mesmo à paisana, ao intervir em uma ocorrência, deve identificar-se como tal, assim que possível para garantir a segurança da operação e do cidadão.

Risco da conduta: a abordagem à paisana, com arma em punho, sem identificação é considerada uma falha técnica grave, pois, o cidadão pode reagir por acreditar estar sendo vítima de um assalto (legítima defesa putativa), colocando em risco a vida de ambos.

Consequências práticas:
Se o PM estiver agindo fora de uma situação de flagrante e sem se identificar;
1. Ilicitude das provas: qualquer prova obtida nessa abordagem (como algo encontrado no carro) pode ser anulada judicialmente, por ser fruto de uma abordagem ilegal.
2. Processo Administrativo Disciplinar: o policial deve sofrer sansões que vão desde a advertência até a exclusão da corporação, dependendo da gravidade e do histórico.

Nota: a definição exata do crime depende do dolo (intenção) do agente. Se ele acreditava estar em uma situação de perigo real, a análise muda. Se agiu por capricho ou de forma temerária, o rigor da lei é maior.



terça-feira, 5 de maio de 2026

Currículo pessoal Aroldo Medina

 

Foto: Aline Rodrigues, 2026.
Prezados amigos,

Publico uma síntese do meu currículo pessoal, a fim de compartilhar os dados mais relevantes de formação intelectual e profissional.

Sou de origem humilde e cristão conservador. Meu pai, Ivo Medina (1928-1988) e minha mãe, Nilva de Wallau Medina (1935-2020), de saudosa memória, deixaram-me uma grande herança: educação, disciplina e honestidade de berço. Foram pais bem presentes e exemplares, na minha vida. Amorosos e super trabalhadores. 

Meu pai era representante comercial, reconhecido pelo seu profissionalismo, honestidade e coragem. Trabalhou 10 anos na Gessy Lever S.A., como vendedor e depois 15 anos na Anderson Clayton S.A. Minha mãe, grande incentivadora da minha carreira militar, era dona do lar, intelectual e politizada, muito presente, em casa. Tenho muito orgulho deles. Vivem em meu coração.

Meus pais, em 1963.

Nasci em Santana do Livramento (RS), em 31 de março de 1964. Meus pais se casaram em Porto Alegre, no dia 25 de março de 1963, na Igreja Sagrada Família, localizada rua José do patrocínio, nº 954. 

Fomos morar em Pelotas (RS), no ano de 1965. Lá nasceram meus dois irmãos, a Adriana, em1965 e o Adroaldo, em 1969. Viemos para Canoas (RS), em 1970. Em 1978, meu pai se livrou do aluguel e comprou uma casa, no bairro Mathias Velho, financiada pela Caixa Econômica Federal. Ficou 20 anos pagando o empréstimo. 




Nossa casa em Canoas, 1978.

Moramos na mesma casa, há 50 anos. Reformei o imóvel em 2019, com empréstimo no Banrisul que será liquidado em 2031. A inundação nos pegou, em 2024. Quase dois metros de água dentro do pátio, o que afetou bastante a vida de todos nós.

Tenho dois irmãos, a Adriana, 58 anos e, o Adroaldo, 56 anos. Uma filha, Natália, 29 anos e, dois sobrinhos, o Arthur e o Gabriel de quem nos orgulhamos muito, pois, contando com apenas 19 anos, já é Aspirante à Oficial do Exército Brasileiro, em breve, 2º tenente.


Segue meu currículo:

Formação:

- Primário: Colégio Espírito Santo – Canoas (1971);

- 1º Grau (Ensino Fundamental): Colégio Maria Auxiliadora – Canoas (1972/1979);

- 2º Grau (Ensino Médio): Colégio Maria Auxiliadora – Canoas (1980/1982) e Colégio Estadual Cândido Mariano da Silva Rondon (1983);

- Curso Técnico (Serviço Militar Obrigatório): QG do V COMAR – Canoas (1983/1984), Polícia da Aeronáutica, soldado. Dispensado com Diploma de Honra ao Mérito, à pedido;

- 3º Grau: Academia de Polícia Militar RS – Porto Alegre (1986/1988), CFO (Curso de Formação de Oficiais), bacharel em Ciências Militares;

- 3º Grau: Universidade Luterana do Brasil – Canoas (1991/1994/2018), Curso de Jornalismo;

- 3º Grau: Universidade Ritter dos Reis, campus Porto Alegre (2019/2020), Curso de Jornalismo.

Especializações:

- Curso Avançado de Administração PM, Academia de Polícia Militar RS, Porto Alegre (2001);

- Curso de Extensão em Política, Estratégia e Gestão - CEPEG, ADESG/PUC-RS, Porto Alegre (2001);

- Curso de Administração e Planejamento para Redução de Desastres, Porto Alegre (2004);

- Curso de Especialização em Políticas e Gestão em Segurança Pública - CEPGSP, Academia de Polícia Militar, (pré-requisito para promoção a coronel da BM), Porto Alegre (2015);

Principais funções exercidas, na carreira militar:

Todas inerentes a carreira de um oficial de Polícia Militar (1988/2015), em funções de Comando na área operacional e administrativa; magistério (instrutor de História da BM e de Comunicação Oral e Escrita); Corregedoria Policial e Justiça Militar; diretor do Museu da BM (1999/2000); Chefe e porta-voz da Defesa Civil do Estado do RS (2003/2006); bombeiro militar (2011/2012).

Principais funções civis exercidas:

Edição de jornais, livros e revistas, principalmente no segmento militar. Diretoria de Marketing da Associação dos Oficiais da BM (1998/2006); membro da AHIMTB (Academia de História Militar Terrestre do Brasil 1996/2026). Conselheiro e presidente da Fundação Walter Peracchi de Barcellos, 2023/2026. Jornalista, registro profissional MT nº 10.391.

Principais condecorações: Colaborador Emérito do Exército Brasileiro; medalhas de Serviço Policial Militar, categoria 10 e 20 anos; Defesa Civil RS (2004); medalha de reconhecimento do Tribunal de Justiça Militar do Estado do RS (2010); medalha Estrela de Reconhecimento da BM, por Ato de Bravura, categoria prata, decreto estadual 52.445 de 30 de junho de 2015; medalha do centenário da Justiça Militar do Estado do RS (2018).

Última função exercida na ativa da BM: chefe da assessoria parlamentar e chefe do Gabinete do Comandante Geral da Brigada Militar, no posto de tenente-coronel do Quadro de Oficiais de Estado Maior (2015).

Situação profissional atual: tenente-coronel da reserva da Brigada Militar. Presidente da Fundação Walter Peracchi de Barcellos. 1ª Gestão 2024/2025; 2ª Gestão (reeleito) 2026/2027. A FUNPERACCHI foi fundada por oficiais da BM, em 2001. 

Outras informações: fundador do jornal O Espadim, em 1987, publicação da Sociedade Acadêmica do Curso de Formação de Oficiais da Brigada Militar; fundador do jornal do Comando Militar do Sul, o Correio Militar do Sul, em 1994. Editor do Manual da Brigada Militar – Guia de Serviços do Comando de Policiamento da Capital, em 1997 e 1998. Edição de jornais e revistas na Brigada Militar, no Exército Brasileiro e Colégio Militar de Porto Alegre, em 1994. Editor da Revista Unidade, publicação de assuntos técnicos científicos de Polícia Militar, durante dez anos, na década de 90. Autor do livro Museus do RGS, Editora BH, ano 2.000 (ISBN 8586026018). Autor de inúmeros artigos de história militar e de polícia publicados em jornais e revistas.

Chefia na Defesa Civil Estadual, sendo também seu porta-voz, no período de 2003/2006. Um dos principais trabalhos realizados na DC foi o desenvolvimento de um programa de gestão de desastres, junto com técnicos da PROCERGS, totalmente informatizado e “on line” para consulta, reconhecido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em 2006, como o melhor banco de dados sobre desastres do Brasil. Responsável pela criação do decreto estadual número 42.446 de 18 de setembro de 2003 que instituiu o primeiro uniforme oficial de Defesa Civil, no Brasil.

Atuação em mais de 200 municípios do RS, em Situação de Emergência (2004/2005), vistoriando locais de desastre, coordenando resposta de Estado e socorro as comunidades atingidas. Um dos principais trabalhos realizados foi a coordenação de Força Tarefa mobilizada para investigação da causa de tremores de terra em Nova Prata (RS), no ano de 2004, com ajuda de professores da UFRGS (Departamento de Minas e de Geologia) e da Universidade de São Paulo - USP.

Candidato à Governador do Estado do RS, em 2002 (PL) e 2010 (PRP).

Porto Alegre, maio de 2026.

E-mail: aroldomedina@gmail.com

Instagram: @aroldomedina14 – facebook: Aroldo Medina – “X” (Twitter): @Aroldo_Medina

 

Memorial de fotos:

Minha mãe, 2015.



Minha filha, Natália, em 2009.


                                                                                           Minha família, em 2009. Foto: Dequi.







Dirigindo meu primeiro carro, Pelotas, 1967


                                                                                                                    1º ano, Aroldo, 1965.


Meu avô, Carlos Augusto Wallau
e minha mãe, 1965


Ivo Medina


Nilva de Wallau Medina



sexta-feira, 1 de maio de 2026

Pré-candidatura ao Senado


Fui anunciado pela Executiva Nacional e Estadual do Partido Missão (14), pré-candidato ao Senado, no Rio Grande do Sul. Sinto-me muito honrado com a deferência e a confiança dos milhares de jovens guerreiros do MBL (Movimento Brasil Livre) que compõe o time principal do Missão, em todo Brasil. 

Certamente, corresponderei nos valores e virtudes de moral elevada que espelhamos, especialmente na coragem de enfrentar o desafio de combater a corrupção endêmica que assola todo país e a criminalidade que prospera e jacta-se da sua impunidade.

Creio que o eleitor brasileiro pode se inspirar e confiar nestes jovens, pois, todos estamos saturados de tanta sacanagem na gestão política do Brasil.

O Missão também lançou Renan Santos, 42 anos, pré-candidato à Presidência do Brasil, em terceiro lugar, nas pesquisas eleitorais independentes. Tenho acompanhado seus pronunciamentos no Instagram. Coragem e idealismo, combinam com ele e seus seguidores, nas redes sociais. É impressionante sua desenvoltura na abordagem de problemas nacionais que tiram o sono dos brasileiros. É só ir lá nas redes, para conferir.

O partido também lançou pré-candidatos à deputado federal e estadual, em todo Brasil. Vale a pena digitar "Missão", nas buscas e, acompanhar estes destemidos guerreiros que não tem curva no discurso. Vão direto ao ponto, denunciando e "dando nome aos bois", responsáveis pelas barbaridades que a classe política brasileira protagoniza, o tempo todo, nos noticiários do país. Também não poupam, nem temem a bandidagem que atormenta nossa população.

O grupo de jovens do Missão é disparado, a melhor resposta eleitoral que podemos dar no dia 04 de outubro de 2026, contra a criminalidade e a corrupção que prosperam no Brasil.

Aroldo Medina


Foto divulgação: Aline Rodrigues.


sábado, 4 de abril de 2026

Missão no RS


O deputado Federal Kim Kataguiri (Missão), eleito pelo Estado de São Paulo, esteve em Porto Alegre, na sexta-feira Santa, dia 03 de abril. Veio participar de um encontro de jovens membros do novíssimo Partido Missão , oficializado pelo TSE, em 4 de novembro de 2025. Sua criação foi aprovada por unanimidade no Tribunal Superior Eleitoral.

Mais de cem jovens reunidos, voluntariamente, no feriado de Páscoa, surpreenderam o jovem deputado de apenas 29 anos de idade, eleito com 290 mil votos. Kim convidou a juventude gaúcha a se filiar ao Missão, número 14, fazendo um chamado especial a participação das mulheres, no processo eleitoral deste ano.

Evandro Augusto, policial rodoviário federal, de 44 anos de idade, natural de Santa Cruz do Sul (RS), pré-candidato à deputado federal pelo Missão, junto com a Coordenação do partido no RS, trouxeram o deputado à Porto Alegre, para incentivar os jovens gaúchos a se integrarem na construção de uma política mais limpa, especialmente com engajamento de combate a corrupção e ao crime organizado. A meta é arrojada, porém o deputado, assim como as outras lideranças presentes defendem que precisamos ter a coragem e o idealismo próprio da juventude, para resgatar o Brasil das facções, do Estado Paralelo imposto pelo crime organizado e da corrupção generalizada que tomou conta do país, roubando a paz das famílias e tirando o sono dos brasileiros.

Consenso: tolerância Zero com o Crime Organizado.

Os jovens presentes formaram uma longa fila, para fazer uma selfie com o carismático deputado, muito acessível a todos. Um dos momentos mais curtidos foi quando uma gaúcha lhe ofereceu uma cerveja Polar, como símbolo da hospitalidade gaúcha. Um brinde foi feito à saúde de todos e, principalmente, do sucesso da Missão. Muitos jovens presentes no ato, se filiaram durante a confraternização ocorrida no Bar i Bar, na  rua São Luis, 411, bairro Santana, em Porto Alegre, das 19:30 às 23:00 horas.


Eu e minha filha Natália Medina, 29 anos, também nos filiamos ao Missão que tem o jovem empresário e comunicador Renan Santos, 42 anos, natural de São Paulo, como pré-candidato à Presidência da República. Renan também é um dos fundadores do MBL - Movimento Brasil Livre que vem se notabilizando no cenário nacional por uma atuação independente dos velhos caciques da política brasileira, cobrando mais transparência, ética e moralidade na governança do país.

O candidato do Missão desponta e inquieta as velhas raposas da política brasileira, pois, tem crescido nas pesquisas eleitorais e já esta em terceiro lugar, na frente de Caiado e Zema, atrás apenas do atual presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.

Aroldo Medina

Juliana, Evandro, Esdras e Medina


A juventude no Centro do Comando




Aqui você pode se filiar à Família Missão 14

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Cairo Bueno de Camargo


Incansável. HBM-PA, 12 de dezembro de 2025.

O coronel Cairo era um homem resiliente. Encarava os problemas com disciplina e sabedoria. Não foi diferente quando seu intestino começou a judiar seu cotidiano. A diabete lhe turvou a visão e começou a descompensar outros órgãos, principalmente do seu Sistema Digestivo. Recentemente, descobriu que estava com um câncer intestinal. Porém, a despeito de sua dor, não media esforços para auxiliar todos que procuravam sua ajuda.

Natural de Bom Jesus (RS), nasceu em 12 de julho de 1944. Filho de Altino Borges de Camargo e de Nair Bueno de Camargo. Pertence a Turma de Aspirantes 1965 da Brigada Militar. Em sua carreira exerceu todas funções inerentes a um oficial de Polícia Militar.

Há 40 anos conheci o coronel Cairo Bueno de Camargo. Eu era 1º tenente da Brigada Militar. Não demorou para nos tornarmos amigos leais e sinceros. E, em quase meio século de convivência, principalmente profissional, nunca divergirmos. A prosa era sempre agradável e de grande valor cultural. O coronel Cairo vertia conhecimento. Magnetizava com sua luz interior e Comandava pelo exemplo. Foi reeleito várias vezes, presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar, com 80% dos votos da oficialidade.

Conversávamos, frequentemente, sobre tudo. Quando o doutor Jair Soares, governador do Estado do RS, de 1983 à 1987, incumbiu-me de presidir a Fundação Walter Peracchi de Barcellos, em 05 de setembro de 2023, depois de uma Assembléia Geral, não hesitei em convidar o coronel Cairo para ser presidente do nosso novo Conselho Deliberativo, recém eleito. Ele aceitou de pronto, sem hesitar.

Conselho Deliberativo se reúne no Museu da Brigada

O insigne Comandante deixa um legado de obras significativas no avanço da carreira de nível superior da Brigada Militar. É, igualmente, reconhecido em todo Brasil, por sua atuação decisiva junto ao Congresso Nacional e na FENEME (Federação Nacional de Entidades de Oficiais Miliares Estaduais), em Brasília (DF), na década de 90.

Na esteira das suas principais realizações está a idealização da Cooperativa de crédito da Brigada Militar, em 1998, inicialmente denominada SICREDIMIL (Sicredi Militar), hoje conhecida como Sicredi Tradição. Na época, o coronel Cairo reuniu 37 oficiais, para fundar a Cooperativa de Crédito dos Brigadianos. Ligou-me na ocasião e, participou-me sobre sua idéia, perguntando se eu podia colaborar com um soldo de tenente, a fim de integrar o capital necessário para fundar a cooperativa. Pedi o valor emprestado no Banrisul e entreguei nas mãos do coronel Cairo que fez o dinheiro frutificar com segurança.


Restam poucos Comandantes da estirpe do coronel Cairo. Estão se indo, um a um, os ícones brigadianos, convocados pelo querido mestre Jesus que, certamente, acolhe em seu Estado Maior, Cairo Bueno de Camargo, pai de cinco filhos de quem tinha muito orgulho e de sua esposa Paula. 

Minha solidariedade a toda sua família e amigos. Nossa sincera e garbosa continência, em sinal de respeito a vida e a obra do grande líder.


O coronel Cairo, 81 anos, será sepultado hoje, dia 24 de fevereiro de 2026, às 15 horas, no Cemitério São Miguel e Almas de Porto Alegre (RS), localizado na avenida Professor Oscar Pereira, nº 400, bairro Azenha. Será velado na capela "K", a partir das 11 horas.

Seu falecimento ocorreu ontem à tarde, em Xangri-lá (RS), no hospital LifePlus, onde estava internado, desde semana passada.

Aroldo Medina
Presidente da Fundação Walter Peracchi de Barcellos


Conselho Deliberativo e Diretoria Executiva da Funperacchi,
em Porto Alegre, 10 de dezembro de 2025.



Conselho reunido para eleição de nova Diretoria Executiva.

Fotos: Natália Medina.



Veteranos da BM preservam legado e história da Corporação.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Orelha

Orelha no multiverso

É possível imaginar o Orelha num multiverso onde ele tenha sido adotado por uma família. Nesta família, os pais ensinam os filhos a amarem os animais. Todos os dias, o Orelha acorda do lado das crianças e corre de um lado para o outro, abanando o rabo e latindo de alegria. As crianças levantam, abraçam e beijam o Orelha. É uma festa, todos os dias. 

O pai e a mãe são amorosos com seus filhos. Conversam com eles, sobre tudo. Educam e, impõe limites quando o menino ou a menina fazem alguma arte. Todos são felizes, de verdade. O amor esta presente na família onde o homem é pai e a mulher é mãe. E, no café da manhã, a oração também é servida na mesa e, no final dela, o Orelha late, na hora que todos dizem amém.

Em nosso universo, o Orelha não foi adotado por uma família. Vivia nas ruas da Praia Brava de Itajaí, em Santa Catarina. Era um cão comunitário. Era de todos, mas não era de ninguém. Sozinho, na beira da praia, na calada de uma noite, se aproximou faceiro, de um grupo de jovens que o agarraram, enquanto ele abanava o rabo. Orelha não percebeu, com a sua inocência e bondade, a maldade que caminhava na sua direção.


Orelha foi trucidado por uma gang de playboys desequilibrados que o torturaram de maneira cruel batendo insanamente no seu crânio, onde também enfiaram prego e depois o empalaram. Após saciarem sua sede, os sádicos abandonaram o pobre cão agonizando, na beira da Praia Brava que nunca foi tão brava, não fossem as mãos desses psicopatas.

Orelha foi encontrado e socorrido no dia 05 de janeiro de 2026. Levado a uma clínica veterinária foi eutanasiado, em função da gravidade dos ferimentos. Enquanto isso, seus algozes viajavam para Disney, nos EUA e outros países, por decisão dos pais homiziando os filhos responsáveis pela barbárie.

A morte cruel do cão ganhou repercussão internacional e grande comoção em todo Brasil. Os pais dos delinquentes juvenis tem Poder Econômico e estão fazendo de tudo para encobrir a atrocidade cometida pelos filhos diabólicos. 

Porém, a morte do pobre cão Orelha comoveu e mobilizou uma multidão em todo Brasil e fora do país que passaram a se manifestar nas redes sociais, expressando sua indignação com o requinte da crueldade desmedida praticada, covardemente, por um grupo de adolescentes guiados por violência extrema.

Os infratores, menores de idade, autores de um crime bárbaro, não pagarão proporcionalmente ao mal que fizeram ao Orelha e a outros animais. Serão sentenciados a três anos de internação, no máximo, pois é o que a lei brasileira prevê. Esta pena branda leva um exército de brasileiros a proporem a redução da maioridade penal no Brasil, de 18 para 16 anos, no mínimo. Seus pais, no entanto, podem pagar mais caro.

O Ministério Público Brasileiro pode requerer ao juiz do processo, a aplicação de multa aos responsáveis pelos menores, como a legislação prevê (Leis Federais 9.605/1998 e 14.064/2020). A multa deve ser pesada, pois, os pais agem para minimizar e encobrir a gravidade da atitude dos filhos, além de jactarem-se pela influência do Poder Econômico que exercem na sociedade. 

O valor da multa a ser aplicada na sentença de punição a crueldade da tortura praticada contra o animal indefeso, pode ser distribuída entre organizações de proteção e defesa dos animais. Há inúmeras protetoras que desenvolvem um trabalho muito sério de socorro a vida e ao bem estar de animais abandonados nas ruas do Brasil.

A aplicação de uma multa milionária também terá um efeito pedagógico para desencorajar outros que pensam em seguir pelo mesmo caminho, sejam filhos desajustados ou pais ausentes na educação ou imposição de limites nos desvios de conduta dos filhos.

Aroldo Medina - Jornalista

Presidente da Fundação Walter Peracchi de Barcellos


Orelha, em boa companhia.


Briga de trânsito

Um familiar, reportou-me, hoje, no final da tarde, um incidente de trânsito que vivenciou ontem, dia 07 de maio de 2026, por volta do meio d...