Nova edição de Época traz reportagem sobre os fatos políticos desencadeados após a denúncia apresentada pelo MPF contra agentes políticos do RS, esta semana.
REPORTAGEM ÉPOCA
Leitores de Época estabelecem acalorado debate sobre o assunto.
DEBATE DOS LEITORES
"Botei meus legumes na sopa também".
Postei meu comentário lá, às 15 horas, transcrito abaixo:
Banho de educação todos os dias
A melhor maneira de enfrentarmos o atual cenário de escândalos políticos, desenhados no RS é tomando um banho de educação e informação, todos os dias. Fui assistente militar no Governo Germano Rigotto (2003/2006). Tive muitas lições de cidadania, no exercício deste cargo de confiança. Destacarei duas.
Tomei um banho de educação ao ser designado para acompanhar o embaixador da Finlândia, Hannu Uussi Videnoja, em 2004. Em audiência com o presidente do Tribunal de Justiça do RS, o desembargador pergunta ao embaixador, em dado momento da conversa, qual o "segredo" que a Finlândia adotou para ser um dos países com menor corrupção no mundo. O embaixador, simpático e sorridente, responde: "- Faz 70 anos que a Finlândia dedica grande parte de seu orçamento para educação, independente do governo que está no poder".
Outra lição foi acompanhando o embaixador da Coréia do Sul, Kwang-Dong Kim, em 2006. A audiência era na FIERGS. Um empresário gaúcho perguntou ao embaixador qual o "segredo" do crescimento econômico "acelerado" da Coréia do Sul. O embaixador, simpático e sorridente, respondeu: " - Coréia do Sul tem investido maior orçamento em educação faz 30 anos, independente de governo".
Meus irmãos de todo o Brasil, só tem um jeito de não passarmos mais o que, lamentavelmente, estamos vivendo no RS: investir nosso maior orçamento em educação. Se deu certo para a Finlândia, Coréia do Sul e tantos outros países que adotaram esta fórmula, tem que dar certo aqui também.
Nossa base se fundamenta na educação. A força vem do caráter. Trabalhamos com independência e liberdade. Postamos aqui algumas de nossas idéias, pensamentos e ações, construindo um diário público para que as pessoas nos conheçam. Identifiquem nossos ideais e sintam-se a vontade para caminharmos juntos, na realização de nossos sonhos coletivos. Deus ilumine nosso caminho.
sábado, 8 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
O dia seguinte




Acordei cedo para comprar os jornais do dia seguinte ao novo "abalo sísmico" político ocorrido no RS.
Cheguei na banca de revistas da Estação Mathias Velho do Trensurb, em Canoas e pedi a Zero Hora. Eram 8 da manhã.
O dono da banca respondeu: - "A Zero Hora já acabou". Como já acabou? Perguntei. - "Acabou". Foi a resposta direta do proprietário da antiga banca. Puxa! O pessoal está mesmo interessado no escândalo político. Sentenciei. - "Não. Acabou por causa do futebol". Como? Por causa do futebol. Perguntei. Incrédulo, com a resposta. - "Quando o Grêmio ou o Inter se saem bem, nos campeonatos que disputam, o jornal acaba cedo".
Só não me belisquei porque tinha certeza de que estava bem acordado e tinha meus ouvidos bem limpos. Comprei o Correio do Povo e o Sul que ainda restavam. Saí pensativo.
Fui para a próxima banca. Na praça Pio X, duas quadras adiante de onde eu estava. Ainda restavam duas Zero Hora. Peguei logo, indelicado, antes mesmo de cumprimentar o Fúlvio, dono da banca que me estendia a mão. Enquanto o cumprimentava, meus olhos encontraram o Diário de Canoas. A manchete cravou em minha mente. Comprei também um exemplar.
Paguei o Fúlvio com uma nota de 5 reais, enquanto ele falava da "barbaridade" na política gaúcha. Outro leitor chega. Funcionário da OCV Ferragem que fica quase na frente da banca. - "E aí Medina. Tudo bem? O que tá achando disso tudo que tá aí no jornal"? Pergunta o rapaz já pedindo mais dois jornais ao Fúlvio. Respondo que provavelmente esteja sentindo o que ele está sentindo também com relação a tudo que estamos lendo nos jornais... Concluo dizendo que passo depois ali, na ferragem, para um dedo de proza com o Oriovaldo, dono do estabelecimento.
Atravesso a rua. Entro na ferragem quase vazia naquela hora, entre oito e nove horas e o Oriovaldo, hospitaleiro e sorridente, como de hábito, me estende a mão, já oferecendo um chimarrão. Aperto firme a sua mão e já me grudo a cuia. Uma delícia de mate, apesar da bomba não estar bem assentada. O gaúcho tem que sugar o amargo com mais força. Tempo nublado e frio. A água quente desce bem na garganta. Converso animado com o Oriovaldo, tranquilo, ainda tenho uns dias de férias, em gozo na BM. Como é bom estar de férias, principalmente nessas horas. Dá para se dedicar ao estudo da matéria.
De volta em casa, aciono o portão que se abre e a cachorrada já vem balançando o rabo. A Isis, filhote de dois meses, filha da Luna, vem bem faceirinha pulando em mim. Entro na cozinha. Meu cunhado, passa um café que perfuma o ar. Termina de sintonizar a Bandnews, no programa do Diego e do Felipe e, me estende a mão. - "Bom dia! Compadre". Bom dia! Miguel.
O Diego Casagrande está falando com o Felipe Vieira sobre os últimos "causos" de Brasília. Sarney, Renan Calheiros, Tasso Jereissati e companhia limitada. Depois dão uma palhinha sobre o RS. Defendem os âncoras da Band que o segredo de justiça na ação pública dos promotores do MPF contra os denunciados no processo em tela, deve ser quebrado. O Diego anuncia que vai consultar os torpedos. Em seguida, se surpreende (eu também, de novo) quando diz: - "Felipe. A maioria dos torpedos aqui é sobre futebol." Então vamos falar do futebol, Diego. Diz o Felipe descontraidamente.
Leio os jornais. Gosto do cheiro do papel. Palavras da Rosane de Oliveira, sob o título Assim é fácil assinar CPI (transcrevo da página 14 de ZH de hoje) me chamaram a atenção:
"Os deputados que subscreveram o requerimento de criação da CPI agora, depois de obtidas as 19 assinaturas necessárias à instalação, agiram mais por instinto de sobrevivência do que por convicção. Para efeito de discurso, querem a verdade. Na prática, pegaram carona, em um fato consumado".
Ao meio dia, ouço e vejo o Lasier Martins, no Jornal do Almoço defendendo, com veemência, a quebra do segredo de justiça no processo das 1.238 páginas pela juíza de Santa Maria, Simone Fortes. O Lasier questiona: - "Por que a ilustre juíza insiste em guardar segredo"? Teme o grande jornalista que o processo se arraste por anos, sem que a sociedade gaúcha conheça o teor das acusações que pesam sobre aqueles que foram denunciados.
Alinho-me com o Diego, o Felipe, o Lasier, o presidente da OAB, Claudio Lamachia e tantos outros gaúchos e gaúchas, para que a juiza Simone Fortes, da 3ª Vara da Justiça Federal, em Santa Maria, quebre o segredo de justiça nos autos do processo da Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa movida pelo MPF contra os agentes públicos do RS mencionados pelos promotores, embora tenha um pressentimento de que a doutora Simone, poderá não abrir mão do sigilo neste processo, a despeito de todo o clamor público para sua abertura. Espero estar enganado.
Clique aqui para notícia: OAB pede quebra de SIGILO
Apreciei ouvir o advogado Claudio Lamachia esclarecer, em entrevista na RBS TV, que o segredo de justiça se aplica para preservar a identidade das pessoas envolvidas em determinados casos e, para não prejudicar a coleta de provas, o que em tese não se aplica mais no caso em questão. Concordo!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Destaques no dia de hoje
RS qual é o teu negócio?





Dedicatória ao deputado Justo Veríssimo
B r a s i l
Composição: Cazuza, Nilo Roméro e George Israel.
Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha...
Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer "sim, sim"
Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair...
Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Confia em mim
Brasil!!
Consenso no Grupo:
Bendita imprensa!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Diploma de Reconhecimento


Lembrei de um artigo escrito pelo coronel Hélio Moro Mariante (1915 - 2005) sobre o Exército Brasileiro. O coronel Mariante foi um de nossos maiores historiadores no Estado do RS. Há consenso entre seus pares sobre sua grande produção histórica e literária. O artigo a que me refiro publicamos na Revista Hyloea do Colégio Militar de Porto Alegre, em 1995. A leitura do Exército feita por Mariante é de uma lucidez solar. Abrangente, original e objetiva. Na verdade, dispensa comentários. É também uma sublime lembrança de um amigo de saudosa memória.
Ainda em vida, o coronel Mariante foi homenageado pela Academia de História Militar Terrestre do Brasil, presidida pelo coronel Claudio Moreira Bento, seu fundador. A AHIMTB destinou uma de suas cadeiras especiais à Brigada Militar. Batizou-a com o nome do coronel Mariante. Por absoluta generosidade do coronel Bento, deu-me posse desse acento que ocupo ciente de que lhe devo mais assiduidade nas atividades da nobre Academia de História Militar.
Aos interessados em conhecer melhor as funções de nosso Exército, além de manter nossa soberania nacional e integridade de nosso valioso território, recomendo a leitura do artigo de Hélio Moro Mariante.
Um fraterno abraço a todos, Aroldo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Forças Armadas


De tempos em tempos, surgem questionamentos ou mesmo críticas ao papel das Forças Armadas Brasileiras. Nestas ocasiões, costumo lembrar da função de um seguro de vida. Começo perguntando se a pessoa tem seguro de vida. Normalmente, a pessoa responde que tem. Pergunto então se ela paga o seguro. A resposta é um claro que sim. Ora! Continuo o questionamento perguntando a pessoa, se ela quer usar o seguro. Costumo ouvir um claro que não. Aí pergunto, mas então porque a pessoa paga uma coisa que não quer usar. A resposta que mais ouço então é o silêncio. Completo a reflexão comparando o papel de nossas F.A., a um seguro de vida da nação brasileira. Finalizo lembrando de uma máxima que ouvi de um oficial do Exército: "99% das nações têm um exército próprio ou de outro país, guardando seu território e suas riquezas".
Na primeira foto, estou com o estimado amigo, coronel de cavalaria José Eurico de Andrade Neves Pinto, então comandante do Colégio Militar de Porto Alegre, ao lado do igualmente estimado irmão, major de engenharia Antonio Claudio Belém de Oliveira, relações públicas do CMPA, na ocasião. Era aniversário do Museu da Brigada Militar, 14 de outubro de 1996.
Na outra foto, recebo a insígnia de Colaborador Emérito do Exército, na sede do 18º BIMtz quando era ao lado da PUC-RS, em Porto Alegre, no dia 25 de agosto de 1994. O nobre general-de-exército Délio de Assis Monteiro me agraciou com a insígnia, em função de ter sido, ao lado do major Belém, um dos fundadores, como 1º tenente da BM, do atual Correio Militar do Sul, jornal de divulgação das atividades do CMS (Comando Militar do Sul).
Excelentes lembranças de fraternidade, com os irmãos de nossa digna Força Terrestre. Aroldo.
Senado Brasileiro em Tela 2009
É sempre curioso visitar uma Bienal. As obras expostas costumam mexer com nossas convenções e até mesmo convicções. A propaganda que se utiliza para divulgar a arte da inteligência humana, não foge a esta regra. O vídeo em pauta é exemplo dessa assertiva. Serve ao propósito de conscientização política. Serve de farol para pensar e escolhermos bem na hora de votar.
Assinar:
Postagens (Atom)
LEILÃO DE MEDALHA DE OURO
CMPA: 100 anos de história valem ouro. Somos um país rico. Porém, nossa riqueza é roubada todos os dias, por políticos muito corruptos, band...
-
Um familiar, reportou-me, hoje, no final da tarde, um incidente de trânsito que vivenciou ontem, dia 07 de maio de 2026, por volta do meio d...
-
O deputado Federal Kim Kataguiri (Missão), eleito pelo Estado de São Paulo, esteve em Porto Alegre, na sexta-feira Santa, dia 03 de abril. V...
-
Orelha no multiverso É possível imaginar o Orelha num multiverso onde ele tenha sido adotado por uma família. Nesta família, os pais ensinam...
