domingo, 3 de abril de 2011

Os bandidos são da Brigada - 2ª Parte.






QUADRILHA DE FARDA.

Os soldados que trocaram de lado.

Estes são o título e sub-título da nova reportagem de Zero Hora sobre o grupo de policiais militares que assaltou um banco em Júlio de Castilhos, interior do Estado do Rio Grande do Sul, dia 25 de março de 2011. A matéria do jornalista Humberto Trezzi é veiculada nas páginas 36 e 37 deste domingo, com chamada de capa.

Sou leitor assíduo do jornal Zero Hora há mais de 20 anos. Gosto deste veículo de comunicação do Grupo RBS. É na dupla condição de leitor colaborador do jornal e de oficial da ativa da BM que me sinto no dever moral e cívico de continuar analisando esta reportagem.

A reportagem é inquestionavelmente do interesse da sociedade e expressa uma realidade lamentável. O texto reproduz a trajetória de um grupo de jovens brasileiros que se uniram para praticar um crime baseado em relações que começaram na caserna. Porém, certamente, não foi a caserna que lhes proporcionou o ambiente favorável para se tornarem criminosos.

Um dos melhores tempos que vivi em minha vida e do qual sinto saudades foi o tempo em que prestei meu serviço militar obrigatório nas Forças Armadas Brasileiras. Servi na Aeronáutica, no QG do V COMAR, em Canoas, nos idos anos de 1984, onde também recebi diploma de honra ao mérito, motivo de orgulho familiar. A experiência me encorajou a seguir a carreira militar.

Meus primeiros passos na carreira ensinaram-me valores para toda vida, aliás este é o título de artigo publicado pela revista Hyloea do Colégio Militar de Porto Alegre, edição de 1995, página 10, de autoria do jornalista Marcelo Rech, ex-aluno do CMPA. Na caserna desenvolvemos amor à pátria, cultivamos respeito as leis e a ordem, aprendemos a ter disciplina, lealdade, camaradagem e solidariedade, o conceito de autoridade, entre tantos outros ensinamentos úteis a nação brasileira. Nos quartéis da BM os princípios são idênticos.

A atitude dos cidadãos presos na condição de PMs tem origem no processo educacional a que foram submetidos desde a constituição de sua índole na infância até os primeiros valores que foram internalizados em sua educação básica que começa em casa e continua na escola. A infame popular "Lei de Gerson", ainda vigente em nossa sociedade, combinada com uma sensação de poder e impunidade funcionam como componentes motivacionais sociais do grupo de jovens criminosos em pauta.

Nunca imaginando ser dono da verdade, continuo acreditando que o processo de seleção de novos policiais decaiu na sua qualidade ao longo dos anos. Penso que as universidades devem retornar ao processo de seleção como era no tempo que ingressei na BM, em 1986, depois de prestar exame vestitular na PUC-RS que além do exame intelectual também conduziu o exame psicotécnico.

Outros fatores determinantes e fundamentais de melhorias na qualidade do serviço policial gaúcho é a injeção urgente de recursos financeiros nas escolas de todos os órgãos de segurança pública do RS, a realização de cursos de formação não inferiores a um ano e, finalmente, investir mesmo nas corregedorias policiais.

Por fim, infelizmente, assinalo que o espaço noticioso ocupado por este tipo de notícia (a nova reportagem de ZH destina mais 2.072 centímetros quadrados ao caso) gera um efeito colateral: desconfiança da população na sua polícia.

Major Aroldo Medina

quinta-feira, 31 de março de 2011

Aniversário.


Obrigado a todos familiares e amigos que gentilmente me cumprimentaram ao longo do dia de hoje pela data do meu aniversário. Imantaram-me com ótimas energias esprirituais, votos de saúde e paz que compartilho com todos.

Peço licença aos amigos para reconhecer que a gentileza do Jornal O Sul em me listar entre os aniversariantes do dia e da Rádio Guaíba em tocar um parabéns a você, um pouco depois das sete horas da manhã, citando meu nome, multiplicaram meus votos de Feliz Aniversário! Fico muito grato pelo carinho de todos e também ao governador Germano Rigotto que brindou-me com seu tradicional cavalheirismo.

Que Deus nos abençoe, concedendo saúde e paz como o maior presente desta data.

Fraterno abraço,

Aroldo Medina

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Google e datas comemorativas.


É sempre uma grata satisfação como internauta, acessar o Google e encontrar "uma novidade" na sua logomarca associada a um evento ou data histórica.

Quando não é possível reconhecer imediatamente qual o motivo da homenagem, o caminho é recorrer ao próprio mecanismo de pesquisa do Google para saber o significado da figura criativa que ilustra a ilustre página. Este foi o meu caso hoje, ao acessar a página.

Ao usar olho cognitivo ciborgue para enxergar a palavra Google na figura química, além de buscar a compreensão do seu sentido, descobri este BLOG que registra os doodles comemorativos oficiais e não oficiais do Google.

Muito interessante esta fonte de pesquisa e informação. Parabéns ao seu metódico organizador e mais uma vez parabéns ao mantenedores do Google que merecem um Oscar permanente por sua criatividade.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os bandidos são da Brigada Militar...





O título desta postagem deve causar consternação na sociedade e indignação na BM.

Tirei ele do segundo parágrafo da reportagem do Diário Gaúcho deste final de semana que passou. A matéria publicada sábado, dia 26 de março, na página 24, com manchete de capa e, na página 60 de Zero Hora, rendeu 1.741 centímetros quadrados, só nestes dois jornais, além de outros diários.

A notícia trata da prisão de três policiais militares que roubaram um banco no município gaúcho de Júlio de Castilhos, no início da tarde de sexta-feira, dia 25 de março de 2011.

O roubo é de fato um absurdo, como classifica o lead da manchete do Diário Gaúcho porque são protagonistas soldados da ativa da BM. A reportagem de capa deste jornal que sai como pão quente todos os dias, lido por milhares de gaúchos, ainda é ilustrada com a reprodução das carteiras de identidade dos PMs.

Só não imagino a mesma reportagem com esse destaque, justificado, se os ladrões fossem, por exemplo, médicos, advogados, arquitetos, engenheiros, entre outros.

O fato lamentável exige da Corporação quase bi-centenária, a expulsão exemplar dos PMs presos em flagrante, à bem da disciplina. É pouco, considerando o estrago que este tipo de acontecimento causa a imagem e a credibilidade da instituição. Explico.

Tempos atrás fui pagar uma conta no banco. Estava bem fardado da cabeça aos pés. Não portava arma na ocasião, embora tenha prerrogativa legal para andar permanentemente, armado. Fui passar pela porta giratória e fui barrado. O vigilante solicitou minha carteira de identidade funcional. Apresentei a carteira e fui barrado novamente. Pedi explicações e recebi como resposta que deveria retirar todos os objetos metálicos que trazia comigo, entre estes objetos estavam, naturalmente meu cinto e minha carteira policial. Claro que protestei e ainda ouvi uma pérola do vigilante: "-Tu pode ser falso e essa tua carteira também". Mais surpreso fiquei porque esta tese do vigilante ganhou apoio de duas senhoras que estavam usando o caixa eletrônico da agência.

Humilhado e constrangido, por estar, simplesmente usando a farda da BM, o que para mim é motivo de honra e orgulho, dei um passo para trás, liberei a porta e liguei para o 190 da Brigada. "- Alô! Brigada Militar. - Sim, as suas ordens! - Tem um sujeito aqui no banco (forneci o nome do banco e endereço), usando a farda da BM e o vigilante e alguns clientes acham que ele é falso. Dá para mandar uma viatura aqui para se certificarem se o cara é ou não da Brigada? - Sim. Com certeza, a viatura já esta a caminho. - Obrigado!"

A viatura do 1º BPM chegou em 5 minutos. Entraram na agência ligeiro, prontos para prender o "falso policial". Deram comigo e, surpresos disseram: "- Cadê o cara major? O senhor chegou primeiro que nós? Cadê o sujeito que tá usando indevidamente nossa farda?" Calmamente, respondi: "- Sou eu, o cara!"

O desfecho do caso foi bem brasileiro. Meus colegas do 1º BPM passaram pela porta giratória do banco "armados até os dentes" e sem mostrar carteira de identidade. O vigilante não fez menção nenhuma de barrar sua entrada. As mulheres que apoiavam a atitude do vigia sairam de fininho. O gerente apareceu para contemporizar.

E, para fechar com chave de ouro, já dentro da agência, perguntei ao vigilante por que ele não havia adotado com meus colegas que entraram armados, o mesmo procedimento que adotara comigo. Respondeu com silêncio.

Sai da agência pensando nos sofismas: "Será que fui discriminado porque estava fardado, mas desarmado? Será que me confundiram com um bandido porque eu estava fardado ou porque tem bandido que usa farda?

O que um policial de verdade tem a ver com tudo isso? Episódios como o aqui relatados dão o direito a outras pessoas vilipendiarem a autoridade policial? A honra de um PM que exerce sua profissão honestamente ainda vale alguma coisa?

Major Aroldo Medina - Jornalista.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Compra de livros pela Internet.





Costumo comprar livros pela Internet com regularidade. É confortável acomodar-se na frente do computador, sentar na poltrona do escritório de casa, com segurança, sem pressa, numa hora de lazer, em silêncio ou escutando uma música e, navegar pelas livrarias virtuais, pesquisando as obras com tranquilidade. O preço dos livros na net costuma ser normalmente mais acessível, com descontos incríveis. As condições de pagamento também são boas.

As edições que mais me agradam são os livros impressos com letras um pouco maiores, encontradas em obras com formato a partir de 16 por 23 centímetros.

Visito habitualmente os sites seguros para comprar do Submarino, da Americanas, da Folha de São Paulo, FNAC, Saraiva, Siciliano e Cia dos Livros. A distinção entre eles se estabelece nas promoções, na cobrança ou não de frete, tempo de entrega e, principalmente, na hora de embalar os livros comprados.

Quando se compra um livro, o que se espera é recebê-lo "novinho em folha", sem danos, limpo, sem pó ou manchas de sujeira, sem dobras ou orelhas, folhas amassadas, capa e lombada sem marcas de terem sido batidas no transporte. De vez em quando devolvo uma obra comprada, quando recebo o livro, com um destes problemas.

O melhor vendedor de livros da Internet neste quesito embalagem para remessa dos exemplares adquiridos é disparado a paulistana Cia dos Livros. Os livros são sempre bem embalados em caixa de papelão grosso e ainda envoltos em plástico bolha. Os livros chegam ao destino, intactos.

Devem melhorar na embalagem para transporte dos produtos a Americanas e o Submarino que simplesmente ensaca os livros e despacha. O saco plástico não proteje as obras que chegam avariadas, não raras vezes. O aviso de "manusear com cuidado" é ignorado no transporte em sacos.

As transportadoras contratadas devem também demonstrar muito mais cuidado com a mercadoria entregue aos seus cuidados. A VIALOG, transportadora do Submarino, deixa a desejar.

Um serviço que tem demonstrado menor custo de frete e boa qualidade no transporte é o E-SEDEX. A Loja Tudo e o Magazine Luiza, embora não vendam livros, são muito exigentes com suas trasportadoras. Estão de parabéns!

Aroldo Medina

quinta-feira, 24 de março de 2011

Salvamento Internacional


Vendo o noticiário da TV veicular a mais recente consequência do desastre no Japão, a contaminação da água em Tóquio e de alguns vegetais pela radiação vazada de sua Usina Nuclear rachada pelo terremoto, ocorreu-me a idéia da criação de um organismo permanente de "Salvamento Internacional".

Desastre como da usina nuclear de Fukushima deve acender um grande sinal de alerta na comunidade internacional. Na verdade, creio que isso já ocorreu. O Mundo precisa estar unido e melhor preparado para uma pronta resposta a acidentes dessa magnitude.

Trabalhei 4 anos na Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul (2003/2006). No período constatei a vulnerabilidade de nosso sistema de resposta a desastres que precisa de uma melhora considerável em sua infra-estrutura, formação e treinamento de pessoal. Deixei como legado, a criação de um sistema de informações sobre desastres ocorridos no Estado do RS e o próprio trabalho desenvolvido pela Defesa Civil do Estado.

O organismo que imaginei vendo o noticiário, é uma espécie de Defesa Civil Internacional.

Da mesma forma que potências mundiais como os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha formam uma coalizão sob a chancela da ONU para defender o povo líbio do desastre de origem humana conhecido por Muammar Gaddafi, podiam se unir para liderar um movimento planetário e criar a International Civil Defence, ICD.

O órgão multinacional de natureza permanente, teria uma base em cada um dos continentes, com efetivos operacionais fixos de pronta resposta e capacidade de mobilizar cientistas, com autoridade técnica e equipamentos de alta tecnologia, para agir mediante solicitação do país afetado, em casos como da usina nuclear Fukushima no Japão, ou do recente caso dos mineiros soterrados no Chile e em tantos outros casos sililares acontecidos e que ainda vão acontecer.

A própria ONU pode gestar em seu corpo esta idéia, assim como a própria constituição de um fundo com seus países membros para custear a futura ICD.

A série de TV dos anos 60 Thunderbirds é precursora nesta concepção.

Major Aroldo Medina

Nota: ilustra a postagem um helicóptero Westland Sea King de busca e salvamento da Royal Air Force (RAF) do Reino Unido.
(Foto: UK MoD / Crown)
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sábado, 19 de março de 2011

Barack Obama visita Brasil.



Estou entre os brasileiros que sentem-se honrados com a visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ao Brasil, acompanhado da sua família.

Seja bem vindo, senhor Presidente! Boa estadia no Brasil. Que sua visita, ao lado de sua esposa e filhas tragam bons negócios para o povo norte-americano e o povo brasileiro.

Simpatizo muito com Barack Obama pela sua trajetória de vida, integridade, educação e postura de estadista. Seu semblante autêntico transpira simpatia nas horas descontraídas e incorpora austeridade quando o assunto requer firmeza.

Obama sabe que o Brasil tem vocação para ser uma potência mundial nos próximos 15 anos. Em resposta comedida a sugestão da presidente Dilma Rousseff, deu a entender hoje, já em solo brasileiro, que pode apoiar aspiração do Brasil em fazer parte do Conselho de Segurança da ONU. Entre tantas oportunidades de negócios que o líder dos USA traz em sua bagagem, o Brasil não deve perder esta oportunidade, em particular.

Mas para fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, o Governo Federal, maior protagonista interessado neste processo, deve rever com urgência sua simpatia manifesta com Mahmoud Ahmadinejad e outros sujeitos internacionais contraditórios, com o perfil do presidente do Irã, de Hugo Chavez e companhia limitada. Também não pode ficar em cima do muro ou se abster, em votações estratégicas na Organização das Nações Unidas, na área de segurança, como por exemplo, na questão na Líbia.

Ainda, para ter assento entre as poderosas nações que integram o Conselho de Segurança da ONU, o Brasil precisa destinar maior orçamento para reequipar o Exército Brasileiro, desatar o nó e bater o martelo na compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira, optando por uma compra com transferência de tecnologia e, finalmente, desatar as amarras para conclusão do projeto de construção do submarino nuclear da Marinha de Guerra do Brasil, ainda mais com o pré-sal saindo do papel.

Major Aroldo Medina

LEILÃO DE MEDALHA DE OURO

CMPA: 100 anos de história valem ouro. Somos um país rico. Porém, nossa riqueza é roubada todos os dias, por políticos muito corruptos, band...