quarta-feira, 7 de março de 2012

Promoções de Oficiais da BM: mudança de critérios.


Tenho sido ético (continuarei sendo) e comedido na postura com o governador Tarso Genro, desde a campanha eleitoral de 2010.

Não foram poucas as pressões que suportei para ser mais contundente nas posições com o PT, como fui em 2002. Houve até quem me apontasse o dedo e dissesse que eu estava alinhado com o Partido dos Trabalhadores, partido que tem meu respeito e consideração. Não faltaram "posts" na Internet, uns até agressivos dizendo que eu e Tarso estávamos "jogando juntos", nos debates de TV.

A oposição que fiz a governadora Yeda Crusius foi motivada pelos incontáveis escândalos que vivenciamos no Governo dela. Não é preciso enumerá-los. É página virada. Creio ter sido uma variável na equação da sua derrota, como muitos disseram que fui no último debate de TV da RBS, beneficiando o candidato Tarso Genro, influenciando o voto dos indecisos.

Como qualquer cidadão consciente e participativo do processo de crescimento do Estado do RS, não meço esforços para dar minha modesta contribuição, visando melhorar a qualidade de vida dos gaúchos. Creio que minha maior contribuição, herança de pai, mãe e avós, é sempre trabalhar com honestidade.

Esta reflexão é motivada pela aprovação, ontem, na Assembléia Legislativa do Estado do RS, da nova lei que modifica os critérios de promoção dos oficiais de nível superior da Brigada Militar, onde critérios subjetivos passaram a ter muito maior peso do que critérios objetivos. O jornal Zero Hora de hoje, páginas 8 e 10, publica matérias bem fundamentadas sobre a questão.

O leitor deve estar se perguntando qual é a relação entre a abertura desta postagem e a aprovação da nova lei? Explico.

Dia destes, numa reunião estadual do PRP (Partido Republicano Progressista), no salão Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre, muitos líderes presentes, defenderam com veemência, minha candidatura ao governo do Estado, em 2014. Eu disse que era cedo para falar no assunto e que em 2014 preferia concorrer a deputado estadual ou mesmo federal. Agradeci a deferência e sugeri que concentrássemos esforços na campanha municipal de 2012.


Numa reunião seguinte do PRP definimos que o coronel Sérgio Sparta será nosso candidato à prefeito de Porto Alegre, nas eleições desse ano.

Igualmente, lideranças respeitáveis do PMDB, PP e PV gaúchos tem conversado comigo, propondo meu ingresso nas suas organizações políticas. Uma honra ser lembrado, com deferência, por próceres líderes desses partidos.

Uma candidatura a governador é uma excelente oportunidade de conversar com o povo gaúcho, principalmente nos debates de TV, questões de relevância para o desenvolvimento do Estado, apresentando soluções para os principais problemas. A mudança de critérios na promoção de oficiais da BM, nos moldes que foi feita é um tema relevante na área de segurança pública, para ser debatido com ética, sem comedimento e a urgência que foi aprovada na Assembléia.

Assim, antecipo, neste espaço, minha disposição de aceitar o convite para concorrer novamente a governador do Estado do RS, em 2014, pelo PRP que estará mais forte. Em 2010 o partido estava minimamente organizado em Porto Alegre. Hoje ele espraia-se por 15 municípios do RS e, nas últimas eleições elegeu dois deputados federais, fator que assegura nossa participação nos debates de TV, de forma independente.


Por fim, peço a generosa compreensão dos gaúchos, pela nossa pretensão em participar do pleito eleitoral em 2014, concorrendo pela terceira vez, a tão elevado cargo de honra e maior responsabilidade.

Enquanto assistimos, lamentavelmente, alguns brigadianos protestando queimando pneus e obstruindo ruas e estradas, em 2011, creio ser bem mais democrático e útil para a sociedade participarmos do processo democrático, concorrendo nas eleições majoritárias.

Aroldo Medina

terça-feira, 6 de março de 2012

Mudança de critérios na promoção de oficiais da BM.


Para fins de acompanhamento e registro:

PL (Projeto de Lei) nº 448/2011, do Poder Executivo, em votação hoje, na Assembléia Legislativa do Estado do RS, introduz modificações na Lei nº 12.577, de 19 de julho de 2006, que estabelece critérios, requisitos, princípios e condições para a ascensão na hierarquia militar, mediante a promoção dos Oficiais de Carreira de Nível Superior da Brigada Militar do Estado e introduz modificações na Lei nº 10.996, de 18 de agosto de 1997.

O jornal Zero Hora tem feito uma cobertura relevante e bem focada desta matéria.

Aroldo Medina

sexta-feira, 2 de março de 2012

Andrade Gutierrez e o financiamento da obra no BR.


Leitor diário da Página 10 de Zero Hora, vi hoje na Coluna da Rosane de Oliveira, um registro sobre o IPE (Instituto de Previdência do Estado do RS) "ter sido cogitado como um dos investidores no projeto do Beira Rio".

Levantei esta pauta com um gestor experiente na área de finanças, para entender melhor o "lance". Depois de uma boa conversa com o especialista financeiro, faço uma síntese da reflexão que fizemos juntos e das hipóteses que levantamos.

1) Por que a Andrade Gutierrez precisa do Banrisul para fazer o financiamento no BNDES? Por que a AG não pega o dinheiro direto no BNDES? O Banrisul serviria de avalista do negócio. O Banco do Estado do RS garantiria o pagamento do empréstimo, em dia, caso a AG atrasasse este pagamento ou mesmo ficasse inadimplente.

2) Por que a AG não procurou qualquer outro banco (Bradesco, Itaú, Caixa, etc) para buscar este financiamento? Por que procurou justamente o Banrisul? Por que qualquer outro banco pediria as garantias que o Banrisul pediu. Quem encaminhou o negócio com o Banrisul imaginou que poderia funcionar alguma espécie de tráfico de influência política, botando o Banco dos Gaúchos na parede, responsabilizando ele por travar o negócio, ao pedir as garantias que foram solicitadas. Este "tiro saiu pela culatra", com o posicionamento transparente e técnico da presidência do Banco.

3) E se o Banco tivesse aprovado o negócio, nos termos da AG? Provavelmente as ações do Banrisul na Bolsa de Valores cairiam, por conta do risco do empreendimento. E, neste particular, vai um alerta para os políticos que cogitaram colocar o IPE "nessa fria": o Fundo de Assistência a Saúde do IPE não pode ser "tapa buraco" dessa enrascada em que o Internacional se meteu, fazendo negócios com uma empresa que ainda não mostrou para que veio ao RS.

4) Será que a empresa que iniciou a obra inacabada no Beira Rio é mesmo a Andrade Gutierrez? Ou talvez seja uma nova empresa da AG, constituída com CNPJ próprio, exclusivamente, para "tocar" essa obra, sem colocar em risco o patrimônio da poderosa construtora, face as incertezas de contar com o "ovo dentro da galinha", como representam as expectativas de gasosas rendas futuras? Para essa última pergunta, as possíveis respostas permanecem em aberto.

Aroldo Medina

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Banrisul versus AG.


Sai fortalecido o Banco do Estado do RS sob a presidência de Túlio Zanin, ao manter critérios técnicos e não políticos, para viabilizar empréstimo à construtora Andrade Gutierrez, responsável pela obra inacabada no estádio Beira Rio.

Rosane de Oliveira aborda o tema em sua coluna de hoje, na página 10 do jornal Zero Hora: "A decisão de não ceder às pressões da Andrade Gutierrez para liberar R$ 200 milhões sem as devidas garantias fortaleceu o Banrisul e reforçou a imagem de gestor do presidente Túlio Zanin".

E, nunca é demais lembrar que o Banrisul vive socorrendo os brigadianos na hora do aperto financeiro, com taxa de juros baixos, na categoria de empréstimos pessoais.

Estimo que 80% dos PMs no RS utilizam, permanentemente, essa modalidade de crédito, usando como garantia, o desconto direto na sua folha de pagamento.

Aroldo Medina

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

BM sofre impedimento no cais do Porto de POA.


Hoje pela manhã, desloquei do interior para capital. Ao chegar em Porto Alegre, optei pela via que segue junto ao cais do porto, paralela a avenida Castelo Branco. No trajeto existe uma guarita de controle de trânsito (Gate Norte), próxima da Estação São Pedro do TRENSURB.

Parei diante da cancela. Fui identificado como oficial da BM. Estava fardado. Informei que desejava passar. O vigilante disse que eu não poderia prosseguir por ali. Achei estranha a medida, pois, existe na área portuária, como existe dentro do aeroporto Internacional Salgado Filho, uma unidade da BM, instalada. O vigia chamou um guarda portuário para me dar explicações.

Edgar Porto Carvalho, guarda portuário, funcionário público do Estado do RS, educadamente, citou uma norma internacional para justificar o porquê de proibir minha passagem por ali. Em síntese, minha passagem não era permitida por norma de segurança.

Dei meia volta e segui para meu destino, o hospital da BM. Na volta, visitei o GBS (Grupo de Busca e Salvamento) do Corpo de Bombeiros da BM, instalado junto ao cais do Porto de Porto Alegre, a fim de buscar melhor entendimento sobre a questão.

O pessoal do GBS também é impedido de cruzar pela área portuária, em trânsito para o serviço. Viaturas de patrulhamento da BM também não passariam pelo local e, quando há uma ocorrência para ser atendida pelo GBS e os bombeiros tem que passar pelas aludidas guaritas, vão sestrosos, com receio de serem barrados. Esta problemática tem gerado grande desconforto entre o Comando local dos bombeiros e a direção da SPH.


Penso que os gestores do Sistema de Portos e Hidrovias, administradores daquele espaço de tutela do Estado do RS, possam rever sua política de impedir policiais e outros agentes de segurança pública, devidamente identificados, especialmente com viaturas ostensivas e até mesmo ambulâncias, de transitarem pelo local (cheio de câmeras).

Aroldo Medina
Major da BM.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ameaça Fantasma


Caminhava pelo Shopping Total ontem à noite quando meus olhos capturaram de relance, o que parecia ser um grupo de cavaleiros Jedi e, outros personagens saídos de Guerra nas Estrelas. Apressei o passo. Eram ágeis. Quando estava prestes a alcançá-los, viravam "uma esquina" do shopping e, desapareciam.

Acordei quando um dos seguranças do shopping deteve um dos cavaleiros Jedi, segurando-o pelo braço. Fiquei chocado. Como podia um segurança do shopping ser desrespeitoso daquele jeito, com um cavaleiro Jedi. E pior, advertiu o cavaleiro. Sua espada de luz havia batido, acidentalmente, numa das placas suspensas no teto do shopping. Aquelas placas que dizem o nome da "rua" onde você está.


O cavaleiro, na verdade, um jovem cavalheiro, foi cordial com o segurança, asseverando que teria mais cuidado com sua espada. Ainda bem que ela não estava ativada. Senão a placa teria se espatifado em mil pedaços. Sorte do segurança!

Continuei seguindo o grupo até a entrada do cinema onde vi que havia uma verdadeira convenção de cavaleiros Jedi e outros ilustres personagens de Star Wars. Estavam ali reunidos para assistir o "lançamento" em 3D, do episódio Ameaça Fantasma, da famosa série Star Wars, de George Lucas.

Viajei no tempo. Em 1977 quando estreou Guerra nas Estrelas, eu tinha 13 anos. Vi o filme três vezes. Meu primo, Marcelo de Wallau da Silva, assistiu cinco. Espero não ser criticado pelos fãs mais aficionados do que eu, pois, sei que assistir o filme três vezes apenas não é nada perto de outros "recordes". Mas asseguro que até hoje, 34 anos depois, só Guerra nas Estrelas me levou ao cinema, três vezes para assistir o mesmo filme.



Não perdi a oportunidade. Vi que havia um fotógrafo acompanhando o grupo, além é claro de muitos outros de celular na mão, clicando o "Povo das Estrelas".

Perguntei se podia tirar uma foto, junto com toda aquela juventude caracterizada. Gentilmente concordaram e ainda me deram uma lição.

Enquanto nos ajeitávamos para a foto de autoria de Alexsandro Penha, eu disse para o carismático grupo: "- Quando eu era jovem, também era um fã ardoroso do Guerra nas Estrelas". A resposta veio rápida como um facho de luz. Uma jovem bem ligada, sentenciou: "- Mas o senhor ainda é jovem". Meu coração se encheu de energia.


De fato, a Força, a luz e a bondade estavam com aquele grupo.

Aroldo Medina

BM vence ladrões de banco e salva reféns.


Ação da Brigada Militar é foco de Editorial do jornal Zero Hora de hoje, na página 14.

Um roubo em agência do banco Bradesco, na avenida Azenha, em Porto Alegre, na tarde de quinta-feira, dia 09 de fevereiro, onde três criminosos fizeram 35 reféns, após serem surpreendidos por uma ação rápida da BM que culminou na libertação de todos reféns ilesos e na prisão dos ladrões, foi motivo do reconhecimento dos editores de ZH.

Na mesma edição do jornal é destacado o papel determinante do major Francisco Vieira, comandante da 3ª Companhia do Batalhão de Operações Especiais da BM, na negociação exitosa com o grupo que atacou o banco e libertou os reféns.

Aroldo Medina

LEILÃO DE MEDALHA DE OURO

CMPA: 100 anos de história valem ouro. Somos um país rico. Porém, nossa riqueza é roubada todos os dias, por políticos muito corruptos, band...