quinta-feira, 22 de março de 2012

A educação centenária do Colégio Militar.


A Presidente Dilma Rousseff participava da cerimônia de premiação dos campeões, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas onde concorreram quase 20 milhões de estudantes brasileiros, no ano passado. No curso deste evento, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), entre os 500 estudantes reunidos para receberem medalhas de ouro, chamou sua atenção a quantidade de estudantes dos colégios militares do Brasil que subiam ao podium. Quinze eram do Colégio Militar de Porto Alegre. A presidente, atenta, encomendou a um assessor, estudo sobre a façanha daqueles jovens estudantes dos colégios militares que serviam de modelo.

Visitei esta semana, o Colégio Militar de Porto Alegre, em seu centenário, em busca das respostas que devem ter sido dadas a presidente Dilma. Conversei com o atual comandante, coronel Francis de Oliveira Gonçalves e alguns de seus oficiais ligados ao seu corpo de alunos.

O aprendizado dos alunos está relacionado a um conjunto de fatores e elementos básicos que vão além de valorização do professor, indefectível organização, controle e limpeza no ambiente escolar. A variável com maior expoente para compreender o resultado desta “equação de ensino” é a disciplina. Logo que entra no colégio, o aluno além vestir o garboso uniforme que iguala todos, recebe uma cartilha de normas que deve obedecer. Quando o professor entra na sala de aula, os alunos levantam e o chefe de turma comanda sentido, apresentando os colegas prontos para aula. A chamada não leva um minuto, pois, os nomes dos alunos que estão faltando, já estão escritos no quadro. A aula segue com alunos concentrados nos estudos e o procedimento se repete a cada professor civil ou militar que entra na sala de aula. São 200 dias letivos com 900 horas aulas, divididas em 1.200 tempos de 45 minutos, tudo na “ponta do lápis”, sem greves.

Cada prova que mede o aprendizado do aluno nas matérias é “do colégio e não do professor”. Explico. O professor elabora a prova que é revisada num processo de cinco estágios, com participação de uma equipe de pedagogos, antes de ser aplicada. E, em raras exceções, se 60% da turma, em média, tira acima de 8 ou abaixo de 5, é aberta uma sindicância interna para avaliar o que houve de errado, podendo resultar na anulação da prova. Professor e aluno no Colégio Militar nunca estão sozinhos. O processo garante ao professor uma equipe de apoio técnico permanente lhe auxiliando ao mesmo tempo em que avalia o resultado da aprendizagem.

O aluno no colégio militar está sempre sendo supervisionado por todos. Além dos professores e militares encarregados da administração, há um monitor para cada duas turmas, que reforça a disciplina. Diariamente um aluno é responsável pela faxina na sala de aula. Não tem namoro dentro no colégio. É proibido. Namorar só fora do “Casarão da Várzea”. O lugar é de estudo e de atividades extras classe. Nada de celular ou outra engenhoca eletrônica durante uma aula!

O “Colégio dos Presidentes”, como também é conhecido, não tem um “grêmio”, mas vários grêmios e clubes onde o aluno pode explorar seu talento na matemática, física, química, esportes, radioamadores, astronomia, coral, escotismo, equitação, etc. Alunos que se destacam no estudo e comportamento formam a “Legião de Honra” e comandam o “Batalhão Escolar”, recebendo distinções entre seus pares, servindo de exemplo para todos. E tudo isso, com a presença indispensável da família dos estudantes. Os pais são sempre convidados e estimulados a participarem das atividades do colégio ao lado dos filhos.

Não é difícil compreender assim o porquê dos resultados alcançados por méritos dos próprios alunos e professores inseridos num sistema de educação pública eficiente e eficaz.


Ufana-se o colégio por completar 100 anos de existência formando cidadãos para o presente e o futuro do Brasil, vencendo com seus alunos na condição de civis, provas intelectuais de relevo, tão importantes no desenvolvimento da nação, assim como importantes para a sociedade são todos que por ali passaram e inscreveram seu nome na história.

Aroldo Medina

Nota: este artigo é minha homenagem ao Colégio Militar de Porto Alegre, na data de comemoração dos seus 100 anos de existência.

Não estarei presente, fisicamente, na formatura de hoje, alusiva ao centenário do Colégio Militar, pois, estou em tratamento de saúde fora do RS, no centro do Brasil.

Desejo muitas felicidades, saúde e paz aos integrantes do colégio, especialmente aos seus alunos, augurando ainda pleno êxito em seus estudos de 2012. Deus abençoe a todos!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Colégio Militar lança medalha dos 100 anos.


O Colégio Militar de Porto Alegre completará 100 anos de existência no próximo dia 22 de março.

Inserido no calendário de eventos alusivos ao centenário, ocorreu nesta sexta-feira, o lançamento da "Medalha dos 100 anos do Colégio", cunhada pela Casa da Moeda do Brasil. A cerimônia reuniu militares, alunos, pais e amigos do colégio, num ambiente de notável harmonia.


Presentes no Salão Brasil do CMPA estavam os alunos Carlo Zacher Guerra e Eduarda Müller Eyng, ambos do 8º ano do ensino fundamental.

O casal de alunos serviu de modelo para o desenho em alto relevo que se vê estampado na medalha dos 100 anos. Além de tirar uma foto "ao vivo e a cores", ao lado dos ilustres alunos eternizados em metal nobre, ganhei um autógrafo do aluno Guerra, por "sacada genial" do estudante Pedro Henrique Schultz.

Orgulho-me em posar ao lado dos alunos, dignos representantes da riquíssima juventude brasileira. Deus abençoe essa garbosa moçada!

Aroldo Medina


quinta-feira, 15 de março de 2012

Lembranças do Colégio Militar de Porto Alegre.


Tenho muitas lembranças do Colégio Militar de Porto Alegre onde já trabalhei em 1994, como tenente, na sua divisão de relações públicas. Lá também participei da fundação do jornal "Casarão da Várzea" e de mais de uma edição da revista Hyloea do Colégio Militar.


Um dos momentos mais importantes da minha história com o "Colégio dos Presidentes" foi ter a honra de ser empossado na Academia de História Militar Terrestre do Brasil, em 26 de maio de 1999, no salão Brasil, ao lado do general João Carlos Rota, de saudosa memória e do major Antônio Claudio Belém de Oliveira, grande oficial de comunicação do Exército Brasileiro.

A cadeira especial nº 10 que ocupo até hoje tem como patrono o insigne coronel da BM, Hélio Moro Mariante que tive o privilégio de conhecer em vida.

A Academia de História Militar tem como fundador, o idealista coronel Claudio Moreira Bento, abnegado oficial da força terrestre que irradia disposição em seus mais de 80 anos de vida. No RS é presidida pelo prócer coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis.

Aroldo Medina

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher.


Perfilo-me ao lado de todos que prestam homenagens merecidas que se fazem as mulheres, no dia de hoje. Deus foi generoso com o homem e o Universo quando as concebeu.

Merecem todas as flores e reverências masculinas por incontáveis motivos, talvez o mais sublime deles, porque receberam da Natureza, a dádiva para gerar e gestar a vida em seu ventre. E, se abdicam dessa função vital de ser mães presentes, toda sociedade padece pela falta de amor dos filhos que se perdem no mundo.


Homenageio todas as mulheres da Terra, abraçando e beijando minha mãe, Nilva de Wallau Medina, com 76 anos de idade, uma mulher abnegada que sempre deu o melhor de si na criação dos filhos e que foi um grande esteio nas realizações do meu pai, Ivo Medina, de saudosa memória.

Parabéns a todas! Muita saúde, paz, amor e felicidade, com o respeito e atenção dos homens, a todos os seus valores femininos.

Aroldo Medina

Na foto, minha mãe, natural de Santo Cristo (RS), em 1957, aos 22 anos de idade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Promoções de Oficiais da BM: mudança de critérios.


Tenho sido ético (continuarei sendo) e comedido na postura com o governador Tarso Genro, desde a campanha eleitoral de 2010.

Não foram poucas as pressões que suportei para ser mais contundente nas posições com o PT, como fui em 2002. Houve até quem me apontasse o dedo e dissesse que eu estava alinhado com o Partido dos Trabalhadores, partido que tem meu respeito e consideração. Não faltaram "posts" na Internet, uns até agressivos dizendo que eu e Tarso estávamos "jogando juntos", nos debates de TV.

A oposição que fiz a governadora Yeda Crusius foi motivada pelos incontáveis escândalos que vivenciamos no Governo dela. Não é preciso enumerá-los. É página virada. Creio ter sido uma variável na equação da sua derrota, como muitos disseram que fui no último debate de TV da RBS, beneficiando o candidato Tarso Genro, influenciando o voto dos indecisos.

Como qualquer cidadão consciente e participativo do processo de crescimento do Estado do RS, não meço esforços para dar minha modesta contribuição, visando melhorar a qualidade de vida dos gaúchos. Creio que minha maior contribuição, herança de pai, mãe e avós, é sempre trabalhar com honestidade.

Esta reflexão é motivada pela aprovação, ontem, na Assembléia Legislativa do Estado do RS, da nova lei que modifica os critérios de promoção dos oficiais de nível superior da Brigada Militar, onde critérios subjetivos passaram a ter muito maior peso do que critérios objetivos. O jornal Zero Hora de hoje, páginas 8 e 10, publica matérias bem fundamentadas sobre a questão.

O leitor deve estar se perguntando qual é a relação entre a abertura desta postagem e a aprovação da nova lei? Explico.

Dia destes, numa reunião estadual do PRP (Partido Republicano Progressista), no salão Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre, muitos líderes presentes, defenderam com veemência, minha candidatura ao governo do Estado, em 2014. Eu disse que era cedo para falar no assunto e que em 2014 preferia concorrer a deputado estadual ou mesmo federal. Agradeci a deferência e sugeri que concentrássemos esforços na campanha municipal de 2012.


Numa reunião seguinte do PRP definimos que o coronel Sérgio Sparta será nosso candidato à prefeito de Porto Alegre, nas eleições desse ano.

Igualmente, lideranças respeitáveis do PMDB, PP e PV gaúchos tem conversado comigo, propondo meu ingresso nas suas organizações políticas. Uma honra ser lembrado, com deferência, por próceres líderes desses partidos.

Uma candidatura a governador é uma excelente oportunidade de conversar com o povo gaúcho, principalmente nos debates de TV, questões de relevância para o desenvolvimento do Estado, apresentando soluções para os principais problemas. A mudança de critérios na promoção de oficiais da BM, nos moldes que foi feita é um tema relevante na área de segurança pública, para ser debatido com ética, sem comedimento e a urgência que foi aprovada na Assembléia.

Assim, antecipo, neste espaço, minha disposição de aceitar o convite para concorrer novamente a governador do Estado do RS, em 2014, pelo PRP que estará mais forte. Em 2010 o partido estava minimamente organizado em Porto Alegre. Hoje ele espraia-se por 15 municípios do RS e, nas últimas eleições elegeu dois deputados federais, fator que assegura nossa participação nos debates de TV, de forma independente.


Por fim, peço a generosa compreensão dos gaúchos, pela nossa pretensão em participar do pleito eleitoral em 2014, concorrendo pela terceira vez, a tão elevado cargo de honra e maior responsabilidade.

Enquanto assistimos, lamentavelmente, alguns brigadianos protestando queimando pneus e obstruindo ruas e estradas, em 2011, creio ser bem mais democrático e útil para a sociedade participarmos do processo democrático, concorrendo nas eleições majoritárias.

Aroldo Medina

terça-feira, 6 de março de 2012

Mudança de critérios na promoção de oficiais da BM.


Para fins de acompanhamento e registro:

PL (Projeto de Lei) nº 448/2011, do Poder Executivo, em votação hoje, na Assembléia Legislativa do Estado do RS, introduz modificações na Lei nº 12.577, de 19 de julho de 2006, que estabelece critérios, requisitos, princípios e condições para a ascensão na hierarquia militar, mediante a promoção dos Oficiais de Carreira de Nível Superior da Brigada Militar do Estado e introduz modificações na Lei nº 10.996, de 18 de agosto de 1997.

O jornal Zero Hora tem feito uma cobertura relevante e bem focada desta matéria.

Aroldo Medina

sexta-feira, 2 de março de 2012

Andrade Gutierrez e o financiamento da obra no BR.


Leitor diário da Página 10 de Zero Hora, vi hoje na Coluna da Rosane de Oliveira, um registro sobre o IPE (Instituto de Previdência do Estado do RS) "ter sido cogitado como um dos investidores no projeto do Beira Rio".

Levantei esta pauta com um gestor experiente na área de finanças, para entender melhor o "lance". Depois de uma boa conversa com o especialista financeiro, faço uma síntese da reflexão que fizemos juntos e das hipóteses que levantamos.

1) Por que a Andrade Gutierrez precisa do Banrisul para fazer o financiamento no BNDES? Por que a AG não pega o dinheiro direto no BNDES? O Banrisul serviria de avalista do negócio. O Banco do Estado do RS garantiria o pagamento do empréstimo, em dia, caso a AG atrasasse este pagamento ou mesmo ficasse inadimplente.

2) Por que a AG não procurou qualquer outro banco (Bradesco, Itaú, Caixa, etc) para buscar este financiamento? Por que procurou justamente o Banrisul? Por que qualquer outro banco pediria as garantias que o Banrisul pediu. Quem encaminhou o negócio com o Banrisul imaginou que poderia funcionar alguma espécie de tráfico de influência política, botando o Banco dos Gaúchos na parede, responsabilizando ele por travar o negócio, ao pedir as garantias que foram solicitadas. Este "tiro saiu pela culatra", com o posicionamento transparente e técnico da presidência do Banco.

3) E se o Banco tivesse aprovado o negócio, nos termos da AG? Provavelmente as ações do Banrisul na Bolsa de Valores cairiam, por conta do risco do empreendimento. E, neste particular, vai um alerta para os políticos que cogitaram colocar o IPE "nessa fria": o Fundo de Assistência a Saúde do IPE não pode ser "tapa buraco" dessa enrascada em que o Internacional se meteu, fazendo negócios com uma empresa que ainda não mostrou para que veio ao RS.

4) Será que a empresa que iniciou a obra inacabada no Beira Rio é mesmo a Andrade Gutierrez? Ou talvez seja uma nova empresa da AG, constituída com CNPJ próprio, exclusivamente, para "tocar" essa obra, sem colocar em risco o patrimônio da poderosa construtora, face as incertezas de contar com o "ovo dentro da galinha", como representam as expectativas de gasosas rendas futuras? Para essa última pergunta, as possíveis respostas permanecem em aberto.

Aroldo Medina

LEILÃO DE MEDALHA DE OURO

CMPA: 100 anos de história valem ouro. Somos um país rico. Porém, nossa riqueza é roubada todos os dias, por políticos muito corruptos, band...