sábado, 30 de março de 2019

Nascimento

Meu aniversário, Pelotas (RS), 1966.
Madrugada de 31 de março de 1964, minha vó Natália, mãe de minha mãe, desce a escadaria do sobrado, onde meus pais moravam, em busca de socorro. A rua que separa Santana do Livramento, no Brasil, de Rivera, no Uruguai, estava deserta. Minha vó bate na porta dos vizinhos, ninguém responde. Medo pairava no ar, porém, não no coração de minha vó. Ela estava determinada. Sai pela rua. Ao longe, vê o vulto de um homem que caminha na rua, serenamente. Vai resoluta, na direção dele. O contorno do homem é desenhado por uma luz.

Minha vó alcança o homem. Seu coração acelerado descansa quando seus olhos reconhecem que se trata de um soldado da Brigada Militar. Ela fala com ele. Em poucos minutos, os passos de ambos, ganham velocidade. Sobem a escadaria do sobrado, juntos. Abrem a porta e encontram minha mãe se contorcendo de dor.

Um jipe ganha velocidade na saída de São Gabriel. O carona sua frio. O motorista está compenetrado na estrada. O motor do utilitário ronca alto. A escuridão é rompida pelo farol que varre o asfalto. O som da lona batida pelo vento não incomoda os tripulantes. O silêncio só é interrompido quando os pneus cantam numa freada brusca. Olhos esbugalhados perscrutam dos dois lados, dentro do jipe e fora dele, na barreira que tranca a estrada, na ponte, antes de Rosário.

O soldado e minha vó erguem minha mãe e descem com ela, amparada em braços fortes. O soldado da Brigada pede a minha mãe e avó que aguardem um instante. Vai para o meio da rua e aguarda um par de luzes que avançam rápido pelo paralelepípedo. Com a mão espalmada e braço erguido para o alto, apita forte e determina que o carro pare. O condutor assustado titubeia por um instante, antes de entender que seu carro estava sendo requisitado para prestar socorro a uma mulher em trabalho de parto.

Meu pai, parado na barreira do Exército que bloqueia a estrada, ouve incrédulo, o sargento explicar que ele deverá retornar a São Gabriel, para trocar de carro. Jipe não passa por ali. É carro de combate. Meu pai explica que minha mãe esta prestes a dar a luz. Ouve do sargento, um respeitoso pedido de desculpas, com a justificativa de que esta ele ali, cumprindo as ordens recebidas. Meu pai, um autentico homem da campanha, reconhece a autoridade do militar que esta a sua frente. Da meia volta, retornando a “Terra dos Marechais”, de onde é natural do distrito do Batovi.

A porta da Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento abre depressa. Minha mãe, minha vó e o soldado da Brigada Militar entram sem barreiras. A equipe é rápida no socorro. Não demora, um médico e sua valorosa equipe estão na volta de mamãe.


Meu pai de saudosa memória arruma carona numa Kombi e chega, finalmente, em Santana do Livramento (RS). O relógio marca 17 horas da tarde de 31 de março de 1964. Papai me encontra nos braços de minha mãe que sorri e, me entrega para ele, ouvindo, emocionado, a história do soldado da Brigada que escoltou minha chegada neste mundo, com segurança primordial.

Aroldo Medina

Papai e mamãe, Porto Alegre (RS), 1963.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Almanaque Gaúcho de ZH resgata história gaúcha.



Zero Hora, página 44, edição de hoje (28.12.2018), Almanaque Gaúcho do colunista Ricardo Chaves faz justa homenagem ao coronel Hélio Moro Mariante, de saudosa memória.
Conheci o coronel Mariante, em 1987. Eu era cadete da BM, segundo ano do CFO (Curso de Formação de Oficiais) e, fui incumbido de editar o jornal O Espadim, órgão informativo da SACFO (Sociedade Acadêmica) dos cadetes da Brigada Militar.
Descobri que o jovem Mariante foi diretor literário da SACFO, em 1942, comocadete da BM. Então o visitei, em seu apartamento na Jerônimo Coelho, 95, no Centro Histórico de Porto Alegre, onde residia, para ouvir as histórias da sua época e resgatar a memória das antigas publicações dos alunos oficiais da Brigada Militar. Bem recebido e, sempre convidado para retornar, passei a visitar, regularmente, o coronel Mariante, durante quase 20 anos.

Gostava de visitá-lo. A conversa fluía solta, enquanto sorvíamos o chá, degustando biscoitos servidos por sua esposa, dona Silésia, na biblioteca domiciliar do estimado mestre Mariante.
Com o falecimento da sua esposa, Hélio Moro Mariante foi residir no Residencial Pedra Redonda, diligentemente gerenciado por Henri Siegert Chazan. Continuei visitando mestre Mariante que sempre me recebia sorrindo, na sua nova residencia, semeando conhecimento, com simplicidade e simpatia. Gostava de levar minha pequena filha Natália Medina, junto comigo, nessas visitas, onde colhíamos sabedoria própria das antigas gerações.
Creio ter honrado meu amigo Hélio Moro Mariante, principalmente em vida. A Brigada Militar é grande, honrada e continua prestando relevantes serviços ao povo gaúcho, porque tem em sua base de formação, homens e mulheres da grandeza moral, espiritual e profissional de Hélio Moro Mariante.

Aroldo Medina - Tenente-Coronel da reserva da BM.

"Crônica da Brigada Militar" das mãos do autor. Porto Alegre, 2001.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Hélio Moro Mariante

Foto: Delvaux, Porto Alegre, 1995.
O coronel Mariante, historiador da Brigada Militar, faria 103 anos de idade hoje. Natural de Caxias do Sul (RS), nasceu no dia 21 de dezembro de 1915, filho do guarda livros e professor Teotônio Mariante Filho e da prenda do lar Cristina Moro Mariante. Em 1933, aos 17 anos de idade, o jovem Mariante ingressou na Brigada Militar. Formou-se soldado, fez o curso de cabo e, não demorou para fazer o curso de sargento. Em 1942 iniciou o Curso de Formação de Oficiais (CFO), no mesmo local onde hoje se encontra a Academia de Polícia Militar.

Como cadete da Brigada, Mariante fez parte da diretoria da SACFO (Sociedade Acadêmica do Curso de Formação de Oficiais) assumindo sua vocação em assuntos literários, semeando entre os alunos oficiais atividades de fomento cultural. Formado, exerceu funções inerentes a um oficial de carreira. Destaca-se em 1947, como tenente, ao propor ao coronel Walter Peracchi de Barcellos, então Comandante Geral, a criação do Museu da Brigada Militar. Em 1955, como capitão, Mariante inaugura o museu da corporação, no próprio QG da BM. Destacando-se por seu profissionalismo e desenvoltura intelectual foi convidado a fazer parte da Casa Militar nos governos Walter Peracchi de Barcellos e Ildo Menegueti, nas décadas de 60 e 70. Formou-se em História na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1972.

Retrato de um imortal. Autor: Ruben Ygua
Atuou, incansavelmente, ao lado dos próceres que fundaram o Movimento Tradicionalista Gaúcho, compondo sua diretoria. Sempre voluntário e participativo engajou-se entre os membros do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, sendo o seu primeiro presidente, eleito por seus pares historiadores e pesquisadores gaúchos. Pela sua vasta produção histórica e literária foi convidado a ingressar na Academia Riograndense de Letras e, se tornou secretário geral dos imortais gaúchos, ao longo de muitos anos. Igualmente assumiu a secretaria geral do Instituto Histórico e Geográfico do RS, sendo reconduzido ao cargo, diversas vezes. Tornou-se presidente do Circulo de Pesquisas Literárias do RS e ainda foi vice presidente do Instituto de História e tradição do RS e da Cruz Vermelha Brasileira.

Adesguiano de 1968, é autor de muitos livros publicados por diversas editoras brasileiras, obras entre as quais destaco: "Crônica da Brigada Militar", 1972; "Medicina Campeira e Povoeira", 1982; "Farrapos, Guerra a Gaúcha", 1985; "Chimangos e Pica Paus", 1987; "O Rio Grande em Aulinhas", 1993, entre tantas outras. No total são 25 livros de sua lavra e uma infinidade de artigos publicados em jornais e revistas do Rio Grande do Sul e do Brasil.

A vida e a obra de Hélio Moro Mariante faz honra a todos os gaúchos, a Brigada Militar e ao Brasil. E, é por tudo isso, que me perfilo diante da memória deste prócer brigadiano de alto quilate moral, intelectual e espiritual, amado por todos os seus amigos, com os quais conviveu até os 90 anos de idade, quando foi convocado em 2005, para a próxima dimensão de vida, com muita honra e orgulho de ter convivido com o coronel Mariante, frequentando sua casa desde a época em que também fui cadete da Brigada Militar (1986-1988), anuncio a criação de um memorial em sua homenagem, na Academia de Polícia Militar.

O MEMORIAL HÉLIO MORO MARIANTE.

Força e Honra integram a BM.
Procurei o comandante geral da BM, coronel Mario Yukio Ikeda, para propor a criação de um memorial, em nossa Academia de Polícia Militar, em homenagem ao seu patrono, coronel Hélio Moro Mariante. O coronel Ikeda, homem forjado com os melhores valores morais e profissionais de um oficial de carreira de Polícia Militar, prontamente aquiesceu aprovando a idéia de construção de um monumento em memória de um de nossos oficiais com maior brilho moral e intelectual que sempre serviu de forma abnegada a toda comunidade gaúcha.

Desta forma trabalho, voluntariamente, motivado pela vida e pela obra de Hélio Moro Mariante, com o incentivo do coronel Ikeda, no desenvolvimento do projeto para construirmos um memorial digno da obra de Mariante, para que possa continuar inspirando os atuais e futuros brigadianos que honram as melhores tradições da Brigada Militar, em defender, incondicionalmente, a vida e o patrimônio do valoroso povo gaúcho e brasileiro.

Aroldo Medina - Tenente-Coronel RR da Brigada Militar.
Obreiro da Ordem Tradicionalista de Hélio Moro Mariante.




Pedestal em concreto, revestido de granito, será construído na Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre (RS), para receber o busto em bronze, fabricado em tamanho natural pela FUNDIART, localizada na cidade de Piracicaba (SP).

O monumento também irá acolher a urna com as cinzas do corpo do coronel Mariante, atualmente sob a guarda do gabinete do Comando da APM.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Aba Larga da Brigada Militar.


Na edição de hoje do jornal Zero Hora, pode-se ler na página 44, na coluna histórica do Almanaque Gaúcho do jornalista Ricardo Chaves, reportagem sobre o Regimento Aba Larga da Brigada Militar.
A reportagem é ilustrada com fotos de Alfonso Abraham, também conhecido como Espanhol que clicou-me vestindo o uniforme dos próceres Abas Larga da BM que desde os anos 50, até os dias de hoje, através dos regimentos de polícia montada da Brigada, defendem com honra, a vida e o patrimônio dos gaúchos. 

Os Abas Larga compõe um capitulo importante da história da Brigada Militar que completou esta semana, 181 anos de existência determinada a partir de sua criação imperial, em 18 de novembro de 1837, como então Corpo Policial da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Este Corpo Policial, tido como origem da atual BM, tem sua denominação alterada até consagrar o nome Brigada Militar, em 15 de outubro de 1892.



Aroldo Medina


Aba Larga: centauro do pampa gaúcho. Foto: Alfonso Abraham


Nota: na reportagem constou legenda grafando meu nome como Haroldo Medina. A forma correta é Aroldo Medina. Por ocasião do registro do meu nome, meu pai e minha mãe excluíram a letra "h". Esta iniciativa de grafar o nome com "A" foi de minha mãe, pois, ela desejava que o nome dos seus filhos fossem contemplados com a primeira letra do alfabeto. Tenho mais dois irmãos, Adriana e Adroaldo.

Questionada sobre esta decisão grafológica, minha mãe costuma dizer que sempre se sentiu incomodada em constar nas listas de organização alfabética, somente na letra "N", de Nilva.


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

E s p e r a n ç a.


Podemos imaginar nossa vida como uma viagem numa embarcação. Muitas considerações podem ser feitas a partir desta imagem e, creio que um de seus significados mais relevantes é imaginar a esperança como o vento que deve impulsionar nossa vida para frente.

Sem esperança, nossa vida se transforma num barco a vela, num mar sem vento.

Aroldo Medina


sábado, 22 de setembro de 2018

CONCURSO BRIGADA MILITAR 2018


O governo do RS vinha empurrando com a barriga, a chamada dos APROVADOS, no último concurso. Sartori desconversou várias vezes quando questionado a respeito. Publiquei um APEDIDO, em Zero Hora, no final de semana passado, edição do dia 15 e 16 de setembro, página 41, escrevendo que o governo precisava de pressão política, para chamar os jovens aprovados.

No referido APEDIDO, convidei os futuros policiais militares, seus familiares e amigos, a me elegerem deputado estadual. O simples anuncio levou o governo a correr, para chamar metade dos aprovados sexta-feira, dia 21/09 e, eu nem sou deputado, imagina se fosse...

Mas isto não esta nas minhas mãos, esta nas tuas mãos, refletir sobre essa história e acreditar que NOSSA ALIANÇA SERÁ FORTE com o teu voto e, levada muito a sério pelo governo e também pelos bandidos.

#CapitaoMedinadeputadoestadual43017

P.S. Os amigos do governo Sartori vão dizer que foi coincidência esta chamada, cinco dias depois do meu APEDIDO.  Também podem dizer que eu consultei a "Mãe Diná" para fazer adivinhação.

Gravei um vídeo sobre esta questão. Clique aqui e assista.





segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Aba Larga da Brigada Militar

O "Aba Larga" surgiu no Rio Grande do Sul, em 1955, no Comando Geral da Brigada Militar do coronel Ildefonso Pereira de Albuquerque, empossado no cargo pelo engenheiro governador Ildo Menegheti. O Comando da BM escolheu o Primeiro Regimento de Cavalaria da corporação policial militar gaúcha, para ser a sede do novo "Regimento de Polícia Rural Montada".

Em pouco tempo, o regimento dos "Abas Largas" ganhou notoriedade em todo Estado, conquistando a confiança e a admiração do povo gaúcho, pela postura dos seus policiais, imbuídos da missão de fazer o patrulhamento montado, em zonas rurais, combatendo o crime, principalmente, o abigeato. O garbo dos cavaleiros, suas atitudes de cortesia e coragem demonstradas no exercício do policiamento ostensivo, nos campos riograndenses, em 1962, transformaram os policiais em personagens de histórias em quadrinhos criadas por Getúlio Delphino.

As histórias desenhadas por Delphino elevaram ainda mais o moral da tropa do Primeiro Regimento de Cavalaria da Brigada Militar e, seus integrantes passaram a ser vistos como heróis dos gaúchos. Cavalgando pelos campos do Rio Grande do Sul, os "Abas Largas" eram acolhidos pelas famílias que moravam na planície isolada. Era difícil convencê-los a pernoitar na casa dos patrões da propriedade. Homens simples, de origem humilde, preferiam os galpões, o mate amargo, a panela de ferro sob o fogo de chão, cozinhando um carreteiro, em companhia um do outro e do seu cavalo, fiel companheiro de estrada.

Até mesmo um filme foi produzido no RS, em 1962, tendo como tema central, o trabalho desempenhado pelos "Abas Largas". Produzido por Paulo Amaral, cineasta carioca, o longa metragem da Lupa Filmes, dirigido por Sanin Cherques, rodado a partir de Santa Maria e Itaara, com lotações em Porto Alegre e outras cidades gaúchas, esta guardado na Cinemateca Brasileira de São Paulo.

A denominação "Aba Larga" é derivada da aba do chapéu adotado para diferenciar a tropa da unidade criada a partir de um regimento de cavalaria. Daí se evidencia a importância de um chapéu, compondo uma indumentária que cria um personagem na vida real, a partir da cobertura usada na cabeça. Não é difícil aduzir a importância do chapéu na composição do vestuário, pois, é concebido, justamente, para proteger a cabeça e o rosto humanos das intempéries: chuva e sol, vento e calor. O chapéu "Aba Larga" usado pela Brigada Militar é fabricado em feltro. O principal fabricante no Brasil é a Pralana, com sede em Limeira, Estado de São Paulo.

Os "Abas Largas" eram temidos pelos bandidos. Os ladrões de gado tinham pavor deles, pois, sabiam que se topassem com eles, era prisão na certa. Raramente, os bandidos atiravam nos mocinhos, pois, diferente das histórias em quadrinhos, onde os tiroteios pareciam mais comuns, na vida real, se uma horda de malfeitores tinha a ousadia de atirar num "Aba Larga", sabiam que sua sorte estava traçada, não seriam poupados.

Quando foram criados, os "Abas Largas" foram inspirados pela história da Polícia Real Montada do Canadá. Policiais de renome e fama internacional, a polícia montada canadense esta eternizada pelos seus feitos heroicos e de bravura registrada no seu cotidiano de defesa do povo a quem serve com profissionalismo e conduta exemplar. Ética e honra tornam os policiais canadenses, combinados com formação e treinamento constante, agentes da lei de credibilidade popular, similar aquela alcançada pelos Corpos de Bombeiros mais tradicionais.

Os "Abas Largas" ainda fazem parte de nosso cotidiano quando relembramos dos seus feitos, tão heroicos quanto dos seus pares canadenses. Salvando vidas, combatendo bandidos, socorrendo pessoas atacadas por feras, acometidas por doenças ou flageladas em desastres, a polícia montada, na sua constituição orgânica, combinando homem e cavalo, amalgamou um centauro ungido para servir e defender o povo de uma nação, contra ameaças que colocam em risco, a vida das pessoas.

A Brigada Militar possui hoje, sete regimentos de cavalaria no RS, nas cidades de Santa Maria (1 RPMon), Santana do Livramento (2 RPMon), Passo Fundo (3 RPMon), Porto Alegre (4 RPMon), Santiago (5 RPMon), Bagé (6 RPMon) e Santo Angelo (7 RPMon), todos eles são a vanguarda dos "Abas Largas", em nossos dias, embora o chapéu tradicional tenha sido substituído por capacetes de equitação, para dar mais segurança ao cavaleiro.

Para mim é uma honra, vestir o uniforme histórico dos "Abas Largas" relembrando seu significado nos dias de hoje, onde carecemos de mais polícia na rua e nos campos, defendendo a vida e o patrimônio de todos nós. Sua memória permanece preservada pelo Centro Histórico Coronel Pillar, com sede no atual, 1 RPMon (Primeiro Regimento Montado) da Brigada Militar, com sede em Santa Maria (RS).

Aroldo Medina


Fontes de pesquisa: vivência do autor, associadas a leitura de Crônica da Brigada Militar, edição de 1972, de autoria do prócer historiador coronel Hélio Moro Mariante, de saudosa memória e, consulta ao site www.osabaslargas.blogspot.com do coronel Jorge Bengochea, renomado escritor da Brigada Militar.


LEILÃO DE MEDALHA DE OURO

CMPA: 100 anos de história valem ouro. Somos um país rico. Porém, nossa riqueza é roubada todos os dias, por políticos muito corruptos, band...