sábado, 5 de setembro de 2020

Paredão nos ladrões de carro

Matagal próximo do CTG Lomba Grande

24 horas após ter o veículo furtado por ladrões em Canoas fui informado que o meu carro estava abandonado em Novo Hamburgo, quinta-feira dia 03 de setembro de 2020. Minha belina Ford Del Rey Ghia 1990, placa IEP1I47, cor cinza, impecável dia 02 de setembro, estava agora "depenada", num mato, próximo do CTG Lomba Grande.

Os ladrões levaram suas rodas originais de fábrica, aros e pneus, bateria Moura nova e rádio, reviraram todo interior do veículo, danificaram a ignição e o painel interno, rasgaram o forro do teto, arrancaram o couro em volta do câmbio de marchas, possivelmente a procura de dispositivo corta corrente e rastreador. Ainda danificaram a tampa e a fechadura do porta malas. Veio o guincho e puxou o carro sem rodas. O para-lamas dianteiro direito abriu e ficou com um "pegão" na lataria, o capô dianteiro desalinhou. O óleo do motor desapareceu.

Em manutenção, na Central das Surdinas, em Canoas. Julho de 2020.
Em manutenção na Central de Surdinas. Canoas, julho 2020.

A "ex-B linda" (na foto acima), nas minhas mãos, agora "B feia" depois de passar pelas mãos dos ladrões, foi localizada neste matagal de Novo Hamburgo, a partir dos compartilhamentos de uma postagem que fiz no facebook, reportando o furto. A postagem foi parar no whats de um grupo de proprietários de carros antigos do Vale do Rio dos Sinos. Um dos membros deste grupo compartilhou a postagem com seu irmão que é caminhoneiro e que resolveu dar uma volta nas bandas onde a belina foi encontrada, por ser um local de "desova". A Brigada Militar foi avisada e compareceu no local, providenciando o recolhimento do veículo.

Um amigo do face, Marcelo Fauro, de quem eu comprei a belina, mandou uma mensagem me cumprimentando pela recuperação do automóvel. Respondi que não sabia de nada. O Marcelo então me passou o telefone do Volnei, participante daquele grupo de proprietários de carros antigos, responsável pela localização da belina.

Brasão da BM


Meu carro tinha dois adesivos com o brasão da BM, um no para-brisa dianteiro e outro no traseiro. Esta marca não intimidou os ladrões e, nem tão pouco fez os brigadianos que compareceram no local em que foi abandonada, suspeitar que o carro pertencia a alguém ligado a Corporação. A belina foi recolhida por volta do meio dia e só fui saber da sua recuperação as quatro da tarde, através do Volnei que tentava me localizar desde as onze horas da manhã. 

Sabendo que o carro tinha sido localizado fui para Novo Hamburgo, chegando por volta de seis horas da tarde. O depósito de veículos para onde foi recolhida já estava fechado. Aproveitei para fazer contato com um dileto amigo, Pedro Lione Joras, mestre de obras e, pedir emprestado as quatro rodas da sua belina, para guinchar a minha, no dia seguinte, sem arrastar sua barriga no chão.

Sexta-feira, dia 04 de setembro, nove horas da manhã cheguei na 2 Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, junto com meu irmão Pedro, a fim de pegar a liberação do veículo. Saímos da DP e fomos para o depósito. O Pedro e o Douglas, seu ajudante, equipados com três macacos, colocaram as rodas.

Repondo rodas emprestadas para guinchar sem arrastar.

 Enquanto esperava o guincho, creio que fui intuído a fazer uma busca na OLX, a fim de comprar 4 rodas e devolver as emprestadas. No primeiro anúncio visualizado, encontrei as rodas furtadas de minha belina, avaliadas em R$ 4.000,00 (quatro mil reais), anunciadas por R$ 1.000,00 (hum mil reais). Não tive a menor dúvida de que eram as minhas rodas, pois, examinando as fotos do anúncio, encontrei um dos aros arranhado. Certa ocasião, ao estacionar a belina, raspei a roda no meio fio da calçada. 

O coração disparou. Mostrei o anúncio para meu irmão Pedro Lione, também conhecido como Dione que ficou estupefato. Saímos do depósito, imediatamente, rumando para a borracharia que anunciava as rodas, localizada na avenida Sete de Setembro, 369, em Novo Hamburgo.

Borracharia PK Pneukar: receptadores de peças furtadas.

No caminho, liguei para o investigador Lopes, agente da 2 DP de NH, pedindo o seu apoio. Prontamente, o policial civil aquiesceu com anuência da sua chefia, delegado Ivair Matos Santos, deslocar com outros agentes, em minha diligência. Aguardei próximo da borracharia, a chegada da Polícia Civil. Associados, eu, o Dione e os policiais civis combinamos a estratégia de chegada, no receptador das rodas furtadas.

Eu e o Dione fomos na frente, para confirmar a disponibilidade das rodas anunciadas por André. Em conversa com o anunciante fui informado que as rodas já tinham sido vendidas. Convenci ele a ligar para o comprador, pedindo que retornasse, informando que as rodas tinham sido vendidas equivocadamente, porque pertenciam a outra pessoa. O comprador relutou em voltar. Orientei o André a dizer que pagaria o dobro pelas rodas, o que motivou o retorno do comprador.

Neste contexto dei o sinal convencionado aos investigadores da Polícia Civil. Chegaram com tudo, como a gente costuma ver nos filmes de ação. Abordagem padrão, com reconhecida autoridade. A casa caiu para os receptadores, principais motores do comércio de peças furtadas. 



Prisão em flagrante para Matheus Schroeder, filho do dono da borracharia, o receptador, responsável pela compra das rodas furtadas, adquiridas de um "amigo", por R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta reais), envolvido com quadrilha organizada no roubo e furto de veículos, baseada no Vale do Rio dos Sinos.

No momento da prisão feita pela Polícia Civil Gaúcha, honrada pelos investigadores Lopes, Cunha, Alexandre e Azul, membros do efetivo da 2 DP de Novo Hamburgo, fiquei emocionado e feliz, sentindo orgulho da atuação dos policiais civis. Homens de nível superior e linha de frente, seguros de si, em sua ação legal embasada em todos elementos necessários para efetuar uma prisão em flagrante. 

Menos um criminoso na rua. E, através do receptador preso, nossa valiosa Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, há de desbaratar mais uma quadrilha que ataca o povo gaúcho, roubando e furtando veículos de trabalhadores cansados de ver o crime compensar.


Avante Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul. Perfilo-me diante de vossos agentes e lhes presto minha mais garbosa e sincera continência, em sinal de respeito e elevada consideração. E, ainda, oro, de todo coração para que o mestre Jesus, ao lado de Deus, sempre interceda em vossa proteção, ao lado dos melhores brigadianos que, igualmente, concito a se unirem neste reconhecimento, pelo bem maior de juntos, darmos sempre o melhor de nós, na proteção do grande povo gaúcho e brasileiro.

Aroldo Medina - Oficial Superior da reserva da Brigada Militar. 

Aspirante de 1988 na Academia de Polícia Militar - RS.


Nota: para os investigadores da Polícia Civil, policiais experientes no combate ao crime, a impunidade, combinada com a receptação funcionam como os principais motores de impulso do comércio de objetos roubados ou furtados, em qualquer parte do Brasil.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Ladrões de carros antigos atacam em Canoas

 



Fui atacado por ladrões de carro, em Canoas, nesta terça-feira, dia 02/09/2020, em plena luz do dia. Levaram minha relíquia, uma Ford Del Rey Belina Ghia, ano 1990, de cor cinza, placa IEP1I47 (Chassi 9BFZZZ55ZLB048348).

Saí de casa, três horas da tarde para comprar cimento. Fui numa loja da Quero Quero próxima de minha residência. Estacionei o veículo na frente da loja, na rua Araguaia, número 140, bairro Igara, em Canoas. Entrei, encomendei o cimento e 15 minutos depois, ao sair, constatei o furto. Foi o segundo furto de veículo no local, em menos de 24 horas.

O primeiro sentimento é de incredulidade, seguida de impotência e raiva dos bandidos. Liguei 190 para Brigada. Em seguida fui numa Delegacia da Polícia Civil e registrei o furto do veículo. Na sequência procurei a DPPA de Canoas, visitando os policiais civis da DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas). Depois fui para rua procurar em vão, os bandidos.

Nas andanças de hoje, constatei: a polícia civil e militar gaúchas, junto com as guardas municipais faz tudo ao seu alcance para combater os bandidos que nos atormentam e lesam, diariamente, em todo país. E, mesmo sendo vítima observei que Canoas se destaca pelo aparato policial disponibilizado pelo Estado do RS, combinado com expressivos investimentos que a Prefeitura Municipal de Canoas tem feito na área de Segurança Pública.

Chamou muito minha atenção, as novas instalações da Primeira Delegacia de Policia Civil de Canoas que saiu de um prédio velho, caindo aos pedaços, para ser reinstalada, num prédio todo reformado onde funcionou, por muitos anos, o SESI Canoas (rua Regente Feijó, 175, bairro Centro). Razão pela qual parabenizo, com total independência política, a gestão do atual prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, responsável pela reforma total do referido imóvel.

Essa infraestrutura física, combinada com um efetivo policial valorizado e bem treinado é nossa melhor defesa e resposta contra essa bandidagem que a polícia deve combater rigorosamente, com total apoio governamental e toda Sociedade Gaúcha.

Oxalá eu possa em breve, noticiar a recuperação de minha velha belina que não escapou a sina dos bandidos.

Aroldo Medina

Minha belina esta com insufilme nos vidros e tem um adesivo da BM, no vidro trazeiro e dianteiro.


 

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Black Mirror: ficção ou realidade.


Estou frequentando o Curso de Jornalismo da UniRitter, em Porto Alegre. As aulas estão sendo realizadas através de video conferência. A universidade tem excelentes professores e uma infraestrutura muito boa. Estou satisfeito.

Um dos meus professores, Cid Martins, repórter da Rádio Gaúcha e do Jornal Zero Hora, grande mestre que nos ministra a cadeira de Práticas em Jornalismo: Revista; orienta a turma, na produção de uma revista que terá uma versão digital e outra impressa, onde cada aluno foi encarregado de elaborar uma reportagem com pauta livre ligada a redes sociais. O alvo de minha análise foi um episódio da série Black Mirror, veiculada pela Netflix.

Compartilho com os leitores que tiverem a disponibilidade de cinco minutos, a primeira versão do texto produzido, antes da publicação final da revista.

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ou não é?!

Grande abraço a todos.

 
Vidrada pelas notas. Ilustração: Butcher Billy.
Viver a espera de likes em cada postagem nas redes sociais, sai das telas do cinema e, entra no cotidiano de milhares de pessoas, transformando ficção científica em realidade líquida presente.

O smartphone tornou-se uma extensão do corpo humano no século XXI. Estar conectado na Internet tem equivalência a uma necessidade primária dos seres humanos nascidos nesse século, incluindo gerações do século XX. Séries de Ficção Científica tem antecipado comportamentos humanos que a psicologia contemporânea já identifica como reais, em nosso cotidiano.
É tão imprescindível viver conectado no século XXI que isso passa a ser uma rotina das pessoas tão comum como comer e dormir. E, a principal tecnologia digital utilizada para conexão com a Internet é o smartphone. Esse comportamento estimula produtores de filmes a anteciparem possíveis cenários futuros, onde os seres humanos tornam-se inseparáveis do seu aparelho de telefone celular e vivem conectados na Internet.


Charlie Brooker

Exemplo dessa conjuntura colhemos em Nosedive (Queda Livre), primeiro episódio da terceira temporada da série de ficção científica Black Mirror, produzida em 2011 pela televisão britânica, criada por Charlie Brooker e veiculada na Netflix, em 2016. Neste episódio, Lacie Pound (Bryce Dallas Howard) vive num mundo onde as pessoas tem o costume de se avaliar o tempo todo, através de um aplicativo no telefone celular, dando uma nota de uma a cinco estrelas, gerando uma pontuação individual. O sistema de avaliação mostrado no filme é semelhante ao que utilizamos hoje, depois de uma viagem de Uber.
Lacie é obcecada por ser bem recebida. Inicia o episódio com nota 4.2. O contrato de locação do imóvel onde mora está terminando e Lacie está ansiosa em mudar-se para um condomínio luxuoso. Porém, só poderá fazer sua mudança de endereço se pagar uma quantia exorbitante que ela não tem ou ganhar um desconto, caso possua avaliação de 4.5 ou acima.

O próprio Brooker diz que embora seja uma série de ficção científica, muitos temas nela inseridos representam um presente alternativo ou um futuro próximo e, em certos casos, retratam a forma como já estamos vivendo agora.
Pensamento análogo ao criador da série tem a psicanalista e escritora paulistana Sílvia Marques, doutora em Comunicação e Semiótica: “- Muitas pessoas acham que Black Mirror é uma série de ficção científica, uma série futurista. Não é. É sobre o nosso mais banal presente. E, esse episódio Nosedive (onde uma jovem se torna impopular na mídia social) retrata muito bem a nossa época. Vaidade, ostentação, narcisismo. E, a ostentação fica mais intensa com as novas tecnologias combinadas com a Internet. Tudo fica potencializado e mais intenso nas redes sociais. Passamos a viver na sociedade do espetáculo”, complementa Silvia Marques citando o escritor francês Guy Debord, autor do livro e do filme A Sociedade do Espetáculo, lançados, respectivamente, em 1967 e 1973.
Guy Debord
O professor universitário Leandro Vieira, do Canal ProEnem da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), concorda com a doutora Sílvia: “- Você se identifica com a série, em muitos momentos e, pensa: puxa eu faço isso”. E, também cita Guy Debord: “- Vivemos sentindo necessidade de aparentar coisas não tão reais, apresentadas como um espetáculo. Por exemplo: você posta uma foto no facebook querendo que as pessoas gostem também, vivendo um espetáculo constante em suas relações”.
De Nosedine, extraímos uma cena que corrobora visão técnica, onde a personagem central Lacie vive obcecada em ser bem avaliada através de um aplicativo em seu smartphone. Ela vai tomar um café. Antes de beber o café, tira uma foto da xícara e, posta na rede social dela. Quando prova o café, não gosta do seu sabor e faz cara feia. Ao afastar a xícara percebe que as pessoas estão curtindo a foto postada e, passa então a curtir o momento virtual, esquecendo da realidade do café ruim.


Zygmunt Bauman

Sílvia Marques e Leandro Vieira na sua avaliação do lugar onde os personagens vivem por likes cinco estrelas, ainda mencionam conceito de vida líquida, ou seja, vida de caráter efêmero, proposto pelo filósofo polonês Zygmunt Bauman (1925 -2017), publicados no livro de sua autoria, Modernidade Líquida. Thais Lima que mantém um canal no You Tuber, com 24 mil inscritos, também cita Bauman e explica que modernidade líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante, com uma sucessão de reinícios.
O professor Leandro Vieira fala da vida líquida de Lacie em Black Mirror, dizendo que a personagem vive despreocupada com relacionamentos verdadeiros. Seu interesse é ligado a relacionamentos virtuais que podem gerar uma boa avaliação. Por isso ela vai ao casamento de uma “amiga”, somente em busca de boa nota e, não porque realmente gosta da pessoa com quem vai se encontrar.
A psicanalista Silvia Marques chama atenção na sua análise de Nosedive que Black Mirror é sobre o pior do ser humano, falando das crueldades que podemos cometer por meio da tecnologia associada as redes sociais. Sílvia lembra que a vida de Lacie é obter likes, alertando que a personagem não se importa de verdade com o que as pessoas pensam sobre ela e, traça um paralelo com comportamentos humanos artificiais, presenciados por todos nós, diariamente, em redes como o facebook, onde você posta uma foto só para ganhar curtidas, como destaca Leandro Vieira.
Gabriel Galão, 13 anos, estudante da oitava série do ensino fundamental na Escola Municipal Castelo Branco, em Canoas, depois de assistir Nosedive, afirmou: “- A Internet domina a maioria das pessoas hoje, principalmente os jovens. Tudo o que fazemos no mundo virtual é avaliado por alguém no mundo real. E, as pessoas são julgadas pelas notas que possuem, deixando de ser elas mesmas, em razão do que os outros vão achar delas. Nossa vida hoje é muito Brack Mirror, mesmo”.

Já o professor James Zortea, do Curso de Jornalismo da Unissinos em São Leopoldo (RS), observa que também podemos ver na série Black Mirror um espelho da sociedade que valoriza a velocidade e a técnica. “- As tecnologias costumam avançar rapidamente. Então é imperativo criar regras, pensando em estruturas capazes de lidar com as consequências dos avanços tecnológicos, dando conta dos acidentes gerados”. Zortea ilustra sua visão, citando o filósofo Paul Virilio, pesquisador e autor de vários livros sobre as tecnologias da comunicação, induzindo uma reflexão sobre o quanto vivemos buscando aparelhos e respostas cada vez mais velozes, criando um mundo acelerado, especialmente no plano virtual.


Paul Virilio


Aroldo Medina

terça-feira, 31 de março de 2020

Melhor presente: amor.

Não é novidade, para meus amigos: sou fã da minha mãe, Nilva de Wallau Medina, 84 anos. No dia em que completo 56 anos, compartilho a felicidade de ter ela ao meu lado, firme. Agradeço a Deus por esta benção.
Sem festa de aniversário. Precisamos levar a sério a pandemia do coronavírus. evitar aglomerações, seguir todas as orientações das autoridades médicas, lavar muito as mãos e, ficar em casa, mesmo.
Rogo ao mestre Jesus que abençoe a todos, concedendo lucidez e serenidade, neste momento tão desafiador da natureza humana. Que os espíritos de luz estejam ao nosso lado, erguendo proteções magnéticas, ao redor do nosso corpo físico.
Força e honra, meus irmãos, com fraterno abraço.
Aroldo

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Germano, o amigo dos cães de rua.


Zoreia: o orelhudo fiel.

Ao entrar e sair do interior da agência do Banrisul, na rua 15 de Janeiro, 221, no Centro de Canoas, hoje a tarde, conheci o Germano. Germano Plates de Castro Júnior, 31 anos, natural de Porto Alegre (RS), garçom desempregado, morador de rua há cinco anos.

O Germano, desempregado, adotou cinco cães de rua: o "Piloto", o "Toby", o "Boy", o "Zoreia" e a "Lady". Conta com a ajuda de outro morador de rua, para cuidar dos mascotes. Germano garante que dorme mais tranquilo na rua, na companhia dos caninos.

Perguntei ao Germano, como ele foi parar na rua. Triste respondeu que a mulher de sua vida o traiu, levando-o a uma depressão profunda. Abandonou o emprego de caseiro, numa chácara, onde cuidava de 47 cães, citando o proprietário do imóvel, como uma pessoa muito amiga dos animais.

Resignado, afirma que a rua lhe ensinou muito, especialmente ser solidário com aqueles que mais precisam, os abandonados. Sobrevive vendendo balas de goma e, com a caridade de pessoas que ainda enxergam o Germano como ser humano, digno de todo nosso respeito e consideração.

Aroldo Medina

Germano apresenta seus amigos.



quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Coronel Ikeda deixa o Comando da Brigada Militar.

A notícia da reserva requerida pelo coronel Mario Yukio Ikeda, Comandante Geral da BM, publicada hoje no jornal Zero Hora, deixa um vazio no coração dos brigadianos que tiveram o privilégio de conviver e trabalhar com ele, ao longo de sua profícua carreira.
Profissional do mais elevado quilate moral, justo e 100% dedicado a defesa da comunidade gaúcha, em 34 anos de serviço policial militar. Conheci o Comandante Ikeda, como aluno no Curso de Formação de Oficiais da BM, em 1986. Fomos cadetes juntos.
Minha sincera continência a este oficial que merece toda nossa consideração e respeito. Sentiremos sua falta, na ativa da Brigada Militar. Certamente deixa o cargo com a certeza do bem realizado e do dever cumprido. Força e Honra!

Aroldo Medina

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ruas de Canoas tem asfalto renovado.

A rua onde moro há 40 anos em Canoas, passou por melhorias nos últimos três dias. A Prefeitura de Canoas contratou a RGS Engenharia para tirar o asfalto velho de ruas com maior fluxo de veículos e, trocar por um novo.
A empresa contratada fez um ótimo serviço. Parabenizo o prefeito Luiz Carlos Busato pela condução do processo de benfeitorias pela cidade.

Aroldo Medina
Eficiência: asfalto velho é removido pela RGS Engenharia, em um dia.
Eficácia: asfalto novo é colocado em menos de 24 horas.






LEILÃO DE MEDALHA DE OURO

CMPA: 100 anos de história valem ouro. Somos um país rico. Porém, nossa riqueza é roubada todos os dias, por políticos muito corruptos, band...