sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ruas de Canoas tem asfalto renovado.

A rua onde moro há 40 anos em Canoas, passou por melhorias nos últimos três dias. A Prefeitura de Canoas contratou a RGS Engenharia para tirar o asfalto velho de ruas com maior fluxo de veículos e, trocar por um novo.
A empresa contratada fez um ótimo serviço. Parabenizo o prefeito Luiz Carlos Busato pela condução do processo de benfeitorias pela cidade.

Aroldo Medina
Eficiência: asfalto velho é removido pela RGS Engenharia, em um dia.
Eficácia: asfalto novo é colocado em menos de 24 horas.






quinta-feira, 30 de maio de 2019

Amigos dos animais devem processar matador de cão em Gravataí.


Creio que todos bons amigos dos animais não podem se calar diante da barbárie ocorrida ontem, dia 29 de maio, na rua Brasília, no Parque dos Anjos, em Gravataí (RS), quando o motorista do micro-ônibus escolar 49 passou por cima e esmagou, um pobre cão deitado no caminho.
Ironicamente, o bairro onde o cão foi morto, se chama Parque dos Anjos. Pois, ali ingressou um demônio dirigindo, justo, uma van escolar, onde no seu interior eram transportadas crianças inocentes. Como pai, se meu filho fosse um dos passageiros nesta van, não permitiria mais que viajasse sob os cuidados de uma pessoa tão diabólica.
Maldade é uma palavra pequena para definir a atitude desse motorista perverso. Vai alegar agora que não viu o cão. Mentiroso! Afirmando isso, deve ter sua licença de motorista de transporte escolar, cancelada. Quem transporta crianças deve ter cuidados na direção, muito maiores do que qualquer outro motorista. Basta ver o flagrante do atropelamento filmado, para desmascarar o matador do pobre animal.
O Ministério Público de Gravataí, independente do inquérito policial e das providenciais ações judiciais que tomarão respeitáveis entidades de proteção animal, deve assumir seu indefectível papel constitucional em denunciar a barbárie cometida pelo o criminoso que dirigia a van escolar.

Aroldo Medina
Tenente-coronel da reserva da Brigada Militar
31 anos de serviço público militar na ativa da FAB e BM.


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Zoológico de Sapucaia do Sul


Estou trabalhando na produção de um audiovisual sobre o Zoológico de Sapucaia do Sul. A pauta foi sugerida durante aula na disciplina de Produção Audiovisual, ministrada pelo professor James Zortéa, no Curso de Jornalismo da ULBRA Canoas.

O parque zoológico, historicamente subordinado a Fundação Zoobotânica, esta ligado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado do RS. Na próxima quarta-feira, dia 28 de maio, o governo do Estado do RS, pretende receber propostas de interessados em assumir a gestão privada do parque.

Aroldo Medina - Acadêmico do Curso de Jornalismo da ULBRA Canoas
Produtor e diretor do documentário zoológico, em gestação.


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Indefectíveis acidentes de trânsito.

Sou brigadiano com orgulho. Honrei a farda que vesti durante 30 anos, na ativa da Brigada Militar, defendendo a vida e o patrimônio do valoroso povo gaúcho e brasileiro.
Engana-se quem acha que nos aposentamos quando pedimos nossa reserva. Hoje, vivi um caso em que fui compulsado a intervir. Estava no centro de Viamão (RS), nove horas da manhã. Dirigia meu prisma pela rua Bento Gonçalves. Um ônibus ia na minha frente, devagar. Seu motorista ligou o pisca, indicando que faria conversão à direita, "abrindo" para o lado esquerdo, fazendo a manobra tradicional que veículos mais compridos realizam antes de converter a direita. Parei o carro e, naturalmente, os outros motoristas que vinham atrás de mim, pararam também. O ônibus, lentamente, iniciou sua manobra para entrar na garagem da Empresa de Transporte Coletivo de Viamão.
Veio um "apressadinho" aproveitando a pista livre no lado direito e, não deu outra, abalroou o ônibus, na minha frente. O motorista da pick up Fiat que bateu no coletivo, desceu pela janela da sua porta, trancada na colisão e passou a gritar com o motorista do ônibus, acompanhado por mais dois tripulantes do seu carro e, passaram juntos, a vociferar contra o motorista do ônibus. Enquanto isso, em pouquíssimos minutos, o congestionamento na rua crescia até a frente da Escola Setembrina.
Desci do meu carro e, me dirigi ao motorista alterado. Identifiquei-me como policial militar, solicitando que desobstruísse a via, considerando que não haviam lesões corporais, em nenhum dos tripulantes dos veículos envolvidos no acidente. Ignorou-me. Fiz nova solicitação de desobstrução da via, para liberar a rua, nesta hora já congestionada até a RS 118. Novamente fui ignorado. Pensando nos motoristas trancados pela imprudência e intempestividade do causador do acidente, entrei no seu carro para dar marcha à ré e estacioná-lo junto ao meio fio. O cidadão mais indignado ainda com minha atitude, sacou o seu celular e começou a me filmar, narrando sua visão distorcida dos fatos em andamento. Terminei de estacionar o veículo, desci e lhe entreguei a chave, solicitando sua documentação, depois de acalmá-lo, vendo que o trânsito voltava a fluir.
Naturalmente pedi socorro aos meus irmãos da ativa da BM, do 18 BPM, em Viamão, ligando para o 190. Uma guarnição chefiada pelo sargento Fraga chegou rápido no local. Relatei os fatos aqui descritos e passei as mãos seguras do atencioso graduado, a documentação de ambos os condutores dos veículos envolvidos no acidente. Mesmo na reserva não nos aposentamos.
Forte e fraterno abraço a todos amigos, neste nobre espaço.
Aroldo Medina

sábado, 30 de março de 2019

Nascimento

Meu aniversário, Pelotas (RS), 1966.
Madrugada de 31 de março de 1964, minha vó Natália, mãe de minha mãe, desce a escadaria do sobrado, onde meus pais moravam, em busca de socorro. A rua que separa Santana do Livramento, no Brasil, de Rivera, no Uruguai, estava deserta. Minha vó bate na porta dos vizinhos, ninguém responde. Medo pairava no ar, porém, não no coração de minha vó. Ela estava determinada. Sai pela rua. Ao longe, vê o vulto de um homem que caminha na rua, serenamente. Vai resoluta, na direção dele. O contorno do homem é desenhado por uma luz.

Minha vó alcança o homem. Seu coração acelerado descansa quando seus olhos reconhecem que se trata de um soldado da Brigada Militar. Ela fala com ele. Em poucos minutos, os passos de ambos, ganham velocidade. Sobem a escadaria do sobrado, juntos. Abrem a porta e encontram minha mãe se contorcendo de dor.

Um jipe ganha velocidade na saída de São Gabriel. O carona sua frio. O motorista está compenetrado na estrada. O motor do utilitário ronca alto. A escuridão é rompida pelo farol que varre o asfalto. O som da lona batida pelo vento não incomoda os tripulantes. O silêncio só é interrompido quando os pneus cantam numa freada brusca. Olhos esbugalhados perscrutam dos dois lados, dentro do jipe e fora dele, na barreira que tranca a estrada, na ponte, antes de Rosário.

O soldado e minha vó erguem minha mãe e descem com ela, amparada em braços fortes. O soldado da Brigada pede a minha mãe e avó que aguardem um instante. Vai para o meio da rua e aguarda um par de luzes que avançam rápido pelo paralelepípedo. Com a mão espalmada e braço erguido para o alto, apita forte e determina que o carro pare. O condutor assustado titubeia por um instante, antes de entender que seu carro estava sendo requisitado para prestar socorro a uma mulher em trabalho de parto.

Meu pai, parado na barreira do Exército que bloqueia a estrada, ouve incrédulo, o sargento explicar que ele deverá retornar a São Gabriel, para trocar de carro. Jipe não passa por ali. É carro de combate. Meu pai explica que minha mãe esta prestes a dar a luz. Ouve do sargento, um respeitoso pedido de desculpas, com a justificativa de que esta ele ali, cumprindo as ordens recebidas. Meu pai, um autentico homem da campanha, reconhece a autoridade do militar que esta a sua frente. Da meia volta, retornando a “Terra dos Marechais”, de onde é natural do distrito do Batovi.

A porta da Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento abre depressa. Minha mãe, minha vó e o soldado da Brigada Militar entram sem barreiras. A equipe é rápida no socorro. Não demora, um médico e sua valorosa equipe estão na volta de mamãe.


Meu pai de saudosa memória arruma carona numa Kombi e chega, finalmente, em Santana do Livramento (RS). O relógio marca 17 horas da tarde de 31 de março de 1964. Papai me encontra nos braços de minha mãe que sorri e, me entrega para ele, ouvindo, emocionado, a história do soldado da Brigada que escoltou minha chegada neste mundo, com segurança primordial.

Aroldo Medina

Papai e mamãe, Porto Alegre (RS), 1963.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Almanaque Gaúcho de ZH resgata história gaúcha.



Zero Hora, página 44, edição de hoje (28.12.2018), Almanaque Gaúcho do colunista Ricardo Chaves faz justa homenagem ao coronel Hélio Moro Mariante, de saudosa memória.
Conheci o coronel Mariante, em 1987. Eu era cadete da BM, segundo ano do CFO (Curso de Formação de Oficiais) e, fui incumbido de editar o jornal O Espadim, órgão informativo da SACFO (Sociedade Acadêmica) dos cadetes da Brigada Militar.
Descobri que o jovem Mariante foi diretor literário da SACFO, em 1942, comocadete da BM. Então o visitei, em seu apartamento na Jerônimo Coelho, 95, no Centro Histórico de Porto Alegre, onde residia, para ouvir as histórias da sua época e resgatar a memória das antigas publicações dos alunos oficiais da Brigada Militar. Bem recebido e, sempre convidado para retornar, passei a visitar, regularmente, o coronel Mariante, durante quase 20 anos.

Gostava de visitá-lo. A conversa fluía solta, enquanto sorvíamos o chá, degustando biscoitos servidos por sua esposa, dona Silésia, na biblioteca domiciliar do estimado mestre Mariante.
Com o falecimento da sua esposa, Hélio Moro Mariante foi residir no Residencial Pedra Redonda, diligentemente gerenciado por Henri Siegert Chazan. Continuei visitando mestre Mariante que sempre me recebia sorrindo, na sua nova residencia, semeando conhecimento, com simplicidade e simpatia. Gostava de levar minha pequena filha Natália Medina, junto comigo, nessas visitas, onde colhíamos sabedoria própria das antigas gerações.
Creio ter honrado meu amigo Hélio Moro Mariante, principalmente em vida. A Brigada Militar é grande, honrada e continua prestando relevantes serviços ao povo gaúcho, porque tem em sua base de formação, homens e mulheres da grandeza moral, espiritual e profissional de Hélio Moro Mariante.

Aroldo Medina - Tenente-Coronel da reserva da BM.

"Crônica da Brigada Militar" das mãos do autor. Porto Alegre, 2001.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Hélio Moro Mariante

Foto: Delvaux, Porto Alegre, 1995.
O coronel Mariante, historiador da Brigada Militar, faria 103 anos de idade hoje. Natural de Caxias do Sul (RS), nasceu no dia 21 de dezembro de 1915, filho do guarda livros e professor Teotônio Mariante Filho e da prenda do lar Cristina Moro Mariante. Em 1933, aos 17 anos de idade, o jovem Mariante ingressou na Brigada Militar. Formou-se soldado, fez o curso de cabo e, não demorou para fazer o curso de sargento. Em 1942 iniciou o Curso de Formação de Oficiais (CFO), no mesmo local onde hoje se encontra a Academia de Polícia Militar.

Como cadete da Brigada, Mariante fez parte da diretoria da SACFO (Sociedade Acadêmica do Curso de Formação de Oficiais) assumindo sua vocação em assuntos literários, semeando entre os alunos oficiais atividades de fomento cultural. Formado, exerceu funções inerentes a um oficial de carreira. Destaca-se em 1947, como tenente, ao propor ao coronel Walter Peracchi de Barcellos, então Comandante Geral, a criação do Museu da Brigada Militar. Em 1955, como capitão, Mariante inaugura o museu da corporação, no próprio QG da BM. Destacando-se por seu profissionalismo e desenvoltura intelectual foi convidado a fazer parte da Casa Militar nos governos Walter Peracchi de Barcellos e Ildo Menegueti, nas décadas de 60 e 70. Formou-se em História na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1972.

Retrato de um imortal. Autor: Ruben Ygua
Atuou, incansavelmente, ao lado dos próceres que fundaram o Movimento Tradicionalista Gaúcho, compondo sua diretoria. Sempre voluntário e participativo engajou-se entre os membros do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, sendo o seu primeiro presidente, eleito por seus pares historiadores e pesquisadores gaúchos. Pela sua vasta produção histórica e literária foi convidado a ingressar na Academia Riograndense de Letras e, se tornou secretário geral dos imortais gaúchos, ao longo de muitos anos. Igualmente assumiu a secretaria geral do Instituto Histórico e Geográfico do RS, sendo reconduzido ao cargo, diversas vezes. Tornou-se presidente do Circulo de Pesquisas Literárias do RS e ainda foi vice presidente do Instituto de História e tradição do RS e da Cruz Vermelha Brasileira.

Adesguiano de 1968, é autor de muitos livros publicados por diversas editoras brasileiras, obras entre as quais destaco: "Crônica da Brigada Militar", 1972; "Medicina Campeira e Povoeira", 1982; "Farrapos, Guerra a Gaúcha", 1985; "Chimangos e Pica Paus", 1987; "O Rio Grande em Aulinhas", 1993, entre tantas outras. No total são 25 livros de sua lavra e uma infinidade de artigos publicados em jornais e revistas do Rio Grande do Sul e do Brasil.

A vida e a obra de Hélio Moro Mariante faz honra a todos os gaúchos, a Brigada Militar e ao Brasil. E, é por tudo isso, que me perfilo diante da memória deste prócer brigadiano de alto quilate moral, intelectual e espiritual, amado por todos os seus amigos, com os quais conviveu até os 90 anos de idade, quando foi convocado em 2005, para a próxima dimensão de vida, com muita honra e orgulho de ter convivido com o coronel Mariante, frequentando sua casa desde a época em que também fui cadete da Brigada Militar (1986-1988), anuncio a criação de um memorial em sua homenagem, na Academia de Polícia Militar.

O MEMORIAL HÉLIO MORO MARIANTE.

Força e Honra integram a BM.
Procurei o comandante geral da BM, coronel Mario Yukio Ikeda, para propor a criação de um memorial, em nossa Academia de Polícia Militar, em homenagem ao seu patrono, coronel Hélio Moro Mariante. O coronel Ikeda, homem forjado com os melhores valores morais e profissionais de um oficial de carreira de Polícia Militar, prontamente aquiesceu aprovando a idéia de construção de um monumento em memória de um de nossos oficiais com maior brilho moral e intelectual que sempre serviu de forma abnegada a toda comunidade gaúcha.

Desta forma trabalho, voluntariamente, motivado pela vida e pela obra de Hélio Moro Mariante, com o incentivo do coronel Ikeda, no desenvolvimento do projeto para construirmos um memorial digno da obra de Mariante, para que possa continuar inspirando os atuais e futuros brigadianos que honram as melhores tradições da Brigada Militar, em defender, incondicionalmente, a vida e o patrimônio do valoroso povo gaúcho e brasileiro.

Aroldo Medina - Tenente-Coronel RR da Brigada Militar.
Obreiro da Ordem Tradicionalista de Hélio Moro Mariante.




Pedestal em concreto, revestido de granito, será construído na Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre (RS), para receber o busto em bronze, fabricado em tamanho natural pela FUNDIART, localizada na cidade de Piracicaba (SP).

O monumento também irá acolher a urna com as cinzas do corpo do coronel Mariante, atualmente sob a guarda do gabinete do Comando da APM.

LEILÃO DE MEDALHA DE OURO

CMPA: 100 anos de história valem ouro. Somos um país rico. Porém, nossa riqueza é roubada todos os dias, por políticos muito corruptos, band...