sábado, 28 de setembro de 2013

Hospital Independência de Porto Alegre. Aniversário.

Imagine um hospital 100% SUS no Brasil. A primeira imagem que surgiria em nossa cabeça, provavelmente, seria de um quadro caótico. Emergência lotada, macas pelos corredores, pessoas aguardando atendimento, familiares desesperados, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem sobrecarregados. Cena comum de ver nos noticiários de TV.

Este hospital existe e contraria todo o quadro acima descrito. E, pasmem, fica no RS, em Porto Alegre. Seu nome: Hospital Independência.

Depois de falir e fechar foi totalmente reformado, sem alarde, pela Prefeitura de Porto Alegre. As irmãs da Rede de Saúde Divina Providência atenderam a um chamado público e assumiram o hospital. Colocaram regras e sua filosofia de trabalho em prática que pode ser resumida em poucas palavras: amor ao próximo e respeito as pessoas, com 100% de honestidade na realização de todas as suas tarefas diárias.

O hospital comemorou hoje, discretamente, um ano de sua reabertura. As irmãs não são dadas a propaganda de sua obra. Preferem trabalhar. Reuniram uma equipe de saúde exemplar. Ali médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e funcionários do quadro geral formam um time focado em salvar vidas.

Quem entra no hospital fica impressionado com a limpeza de tudo e a tecnologia de equipamentos novos servindo a sociedade brasileira. Todos os quartos são equipados com camas eletrônicas, ar condicionado, TV digital e outros confortos para o paciente. Os banheiros são impecáveis. Além de muito limpos, sempre tem papel toalha e sabão líquido para lavar as mãos.

O Independência inovou no conceito de atendimento de emergência aberta. Não tem. Sua emergência é indireta. Atua como um hospital de retaguarda da rede SUS, em apoio aos outros hospitais, principalmente, prestando suporte ao HPS de Porto Alegre. 

Em outras palavras, a pessoa busca atendimento num hospital da rede SUS, onde baixa e, em função da gravidade do seu estado de saúde, o hospital pode solicitar sua transferência para o Hospital Independência que dispondo do leito, acolhe este paciente inscrito na central de leitos do SUS. Este modelo de atendimento é pioneiro no Brasil.

Quem não conhece, na prática, o seu funcionamento, poderia até tecer alguma crítica a inovação de não ter uma emergência aberta, mas esta crítica desaparece quando se observa a qualidade do atendimento médico prestado a população e as incontáveis vidas salvas neste sistema.

Penso até que este modelo pode ser multiplicado por todo o Brasil. Milhares de vidas serão salvas nestes hospitais 100% SUS, com padrão de atendimento particular dos melhores hospitais que conhecemos, sem dispensar um milímetro da filosofia de trabalho das irmãs da Sociedade Sulina Divina Providência e, não esquecer que os gestores públicos do município têm um papel determinante no sucesso deste modelo, provendo a estrutura do hospital.

Aroldo Medina
Major da Brigada Militar




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Aniversário do Google

Sinto-me feliz em expressar meus parabéns ao Google pelo seu aniversário de 15 anos. Estou 100% satisfeito com seus serviços e com a sua presença na minha vida. Desejo aos seus idealizadores e mantenedores vida longa, com muita saúde, paz e prosperidade com ética no relacionamento com os milhares de amigos e parceiros que conquistaram em tão pouco tempo.

Aroldo Medina

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Uniforme da Defesa Civil do Estado do RS.



10 anos do decreto que instituiu, oficialmente, o novo uniforme da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, considerada a primeira legislação do Brasil, regulamentando a matéria, publicado na edição nº 182 do Diário Oficial do Estado do RS, página 2, do dia 19 de setembro de 2003.

DECRETO Nº 42.446, DE 18 DE SETEMBRO DE 2003.

Institui o uniforme para uso da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, altera distintivo da Defesa Civil Estadual, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 82, inciso V, da Constituição do Estado, 

considerando que a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil - CEDEC -, trabalha na coordenação de órgãos governamentais e não-governamentais, buscando a participação organizada e solidária destes organismos nas emergências;

considerando que cabe a CEDEC atuar na fase preventiva, organizando, conscientizando, fiscalizando e alertando aos órgãos, entidades e à sociedade em geral, sobre os perigos que certos procedimentos humanos ou eventos naturais podem causar à vida humana;

considerando que a adoção de um uniforme pela Defesa Civil do Estado dará melhor visibilidade às atividades de prevenção, coordenação, fiscalização, socorro e realização de vistorias por parte dos integrantes da CEDEC-RS;

considerando que a CEDEC atua operacionalmente, em parceria com as Comissões Municipais de Defesa Civil e voluntários nas situações anormais que caracterizam Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública, cenário onde o agente de Defesa Civil empregado no terreno deve ser facilmente reconhecido pela população atingida pelo desastre;

considerando a necessidade de ser estabelecida uma identidade visual corporativa de Defesa Civil do Estado, visando uma pronta identificação dos agentes humanos engajados nas atividades de Defesa Civil;
considerando também que o aspecto da uniformidade, além de permitir o fácil reconhecimento da organização, fortalece sua unidade de grupo e permite maior capacidade de mobilização e manobra no terreno,

DECRETA:

Art. 1º - Fica instituído o uniforme da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul composto por:

I - calça modelo social, na cor amarelo-ouro;
II - camiseta, na cor amarelo-ouro;
III - camisa, na cor amarelo;
IV - gandola de uso sobreposto à calça, tipo parca, na cor amarelo-ouro;
V - casaco de nylon, tipo parca, na cor amarelo-ouro;
VI - gravata, na cor preta, para os integrantes da Defesa Civil Estadual, na cor azul-royal para os integrantes da Defesa Civil Municipal e na cor verde-bandeira para os integrantes voluntários dos núcleos comunitários de Defesa Civil.
VII - calçados:
a) sapato social, na cor preta;
b) coturno, na cor preta.
VIII - coberturas de uso:
a) boina, na cor amarelo-ouro;
b) gorro com pala, na cor amarelo-ouro;
c) capacete de segurança, na cor branca, para os integrantes da Defesa Civil Estadual, na cor azul para os integrantes da Defesa Civil Municipal, e na cor amarelo para os voluntários, integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil.
§ 1º - A calça será composta de lista longitudinal, paralela à perna, medindo 0,6 cm de largura, na cor preta para os integrantes da Defesa Civil Estadual, na cor azul-royal para os integrantes da Defesa Civil Municipal e na cor verde-bandeira para os voluntários, integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil.
§ 2º - A gandola será composta de:
I - platinas sobre os ombros, fixados por um botão metálico dourado;
II - lista longitudinal sobreposta no centro da platina, medindo 1,5 cm de largura, na cor preta para os integrantes da Defesa Civil Estadual, na cor azul-royal para os integrantes da Defesa Civil Municipal e na cor verde-bandeira para os voluntários integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil;
III - listel nas cores da bandeira do Estado do Rio Grande do Sul, com a inscrição DEFESA CIVIL em branco, afixada no ombro direito;
IV - bandeira do Estado do Rio Grande do Sul, afixada no ombro direito;
V - distintivo da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, afixado, de forma centralizada, 1 cm acima do bolso direito da gandola;
VI - distintivo de Braço de Identificação do nível de atuação da Defesa Civil, será afixado no braço esquerdo, podendo ser colocado acima deste distintivo, a bandeira do município a que pertence o membro da COMDEC (Comissão Municipal de Defesa Civil) ou da NUDEC (Núcleo Comunitário de Defesa Civil);
VII - tarjeta de Identificação pessoal e de nível de atuação em defesa civil, em metal, com fundo branco e letras na cor preta, a ser afixada logo acima da tampa do bolso da gandola, lado superior esquerdo.

Art. 2º - O uso do uniforme, de que trata este Decreto, é obrigatório para os integrantes da Defesa Civil Estadual, no exercício de suas atividades operacionais e a sua adoção é de caráter facultativo para os integrantes da Defesa Civil Municipal e para os voluntários, integrantes de núcleos comunitários de Defesa Civil.

Art. 3º - Fica estabelecido o boton metálico da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul para uso em trajes civis, constituído pelo distintivo da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, medindo 1,5 cm de diâmetro, com os mesmos elementos gráficos do distintivo, a família inscrita num triângulo equilátero violáceo, com borda dourada e aplicado sobre um circulo amarelo, circundado por outro círculo branco, orlado por um broquel dourado onde constará a legenda DEFESA CIVIL e, na mesma posição, na parte inferior, a legenda RIO GRANDE DO SUL, ambas legendas escritas na cor preta.

Art. 4º - As especificações técnicas do uniforme de defesa civil constarão na Descrição do Uniforme, como Anexo I do presente Decreto.

Art. 5º - Fica estabelecida a cor amarelo-ouro como padrão para identificar também os veículos da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 6º - Fica alterado o distintivo da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, criado pelo artigo 1º do DECRETO Nº 34.516, de 27 de outubro de 1992, conforme Anexo II, figuras 1 e 2, passando a constar como segue:
- o distintivo da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul medindo 7,5 cm de diâmetro, constituir-se-á de três figuras humanas, um homem à direita, uma criança ao centro e uma mulher à esquerda, representando a família, célula mater da sociedade, na cor branca, protegida por um triângulo equilátero violáceo, medindo cada lado 3,8 cm, com borda branca, aplicado sobre um círculo amarelo-ouro em dégradê, que representa o sol nascente, orlado por um broquel na cor cinza, com 0,9 cm de largura, em cujo interior na parte superior constará a legenda DEFESA CIVIL, e, na mesma posição, na parte inferior, a legenda RIO GRANDE DO SUL, ambas legendas em alto relevo na cor preta, medindo 0,5 cm de altura por 0,3 cm de largura, nos flancos destro e sinistro duas colunas violáceas estilizadas, medindo 1,7 cm de altura, representando a base de sustentação do portal superior, separando as legendas.

Art. 7º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 18 de setembro de 2003.

ANEXO I
DESCRIÇÃO DO UNIFORME

I - Uniforme - descrição:
a) calça modelo social em tecido cuja composição é de 67% algodão e 33% poliéster, na cor amarelo-ouro, firme e parelha (sem manchas), com cós e pestanas intertelados, bainha simples, com duas pregas em cada lado da frente, modelo masculino e sem pregas, modelo feminino; na bragueta fecho-ecler, com quatro bolsos embutidos, sendo dois laterais, um de cada lado da frente e dois bolsos traseiros, sem tampas, e, em cada linha da costura lateral externa será afixada uma lista longitudinal, medindo 0,6 cm de largura, na cor preta para os integrantes da Defesa Civil Estadual; na cor azul-royal para os integrantes da Defesa Civil Municipal e na cor verde-bandeira para os voluntários integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil;

b) camiseta meia-manga, na cor amarelo-ouro;

c) camisa social manga longa, na cor amarelo, em tom mais claro que o ouro;

d) gandola de uso sobreposto à calça, tipo parca, cuja composição é de 67% algodão e 33% poliéster, na cor amarelo-ouro, gola, platinas e tampa dos bolsos e punhos com intertela colante grossa; as platinas sobre os ombros, intertelados, em formato de flecha, medindo 6 cm de largura, embutida na costura da cava afunilando para 5,5 cm na parte abotoada com um botão metálico dourado, contendo lista longitudinal paralela ao ombro, sobreposta, no centro da platina, medindo 1,5 cm de largura, na cor preta para os integrantes da Defesa Civil Estadual; na cor azul-royal para os integrantes da Defesa Civil Municipal, e na cor verde-bandeira para os voluntários, integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil, a manga comprida com punho, fechado por um botão amarelo-ouro, tendo na sua parte superior, na altura do ombro direito, afixados um listel, nas cores da bandeira do Estado do Rio Grande do Sul, com a inscrição DEFESA CIVIL em branco e logo abaixo, uma bandeira do Estado do Rio Grande do Sul colorida; o Distintivo de Braço para Identificação do nível de atuação da Defesa Civil será afixado junto ao ombro da manga esquerda, podendo ser colocado acima deste distintivo, a bandeira do município a que pertence o membro da COMDEC (Comissão Municipal de Defesa Civil) ou da NUDEC (Núcleo Comunitário de Defesa Civil); a manga será do tipo removível, com fecho na altura do braço, possibilitando o uso como meia-manga; na parte da frente da gandola serão colocados quatro bolsos retangulares, com tampas, dois superiores e dois inferiores, sendo o formato da tampa no seu bordo superior reto e inferior constituído por dois cavados, com um bico ao centro; o acabamento dos bolsos terá ao centro um vivo e, em suas bases, as pontas rebatidas; os bolsos superiores medindo 12 cm de largura por 15 cm de altura e os inferiores 17 cm de largura por 18 cm de altura; o Distintivo da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, emborrachado, medindo 7,5 cm, afixado 1 cm acima do bolso superior direito e a tarjeta de Identificação pessoal e de nível de atuação em Defesa Civil, metálica, medindo 7 cm de largura por 2,5 cm de altura, com fundo na cor branca e letras impressas na cor preta, para afixação logo acima do bolso do lado superior esquerdo; nas costas haverá um fole de cada lado, com 5 cm de largura, partindo do ombro a 4 cm da manga até a cintura, com 40 cm de altura;

e) casaco de nylon, 100% poliamida, tipo parca, predominando a cor amarelo-ouro, cor firme e parelha (sem manchas) e, utilizando lista na cor preta para identificação dos integrantes da Defesa Civil Estadual, cor azul-royal para identificação dos integrantes da Defesa Civil Municipal e cor verde-bandeira para identificação dos voluntários, integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil, com camada de resina para evitar a infiltração de água; forro de nylon, 100% poliamida, sem resina e recheio de polipropileno, com dois bolsos laterais embutidos e dois bolsos superiores internos; o casaco poderá agregar faixa refletiva e inscrição nas costas, com os dizeres DEFESA CIVIL ESTADUAL, DEFESA CIVIL MUNICIPAL ou DEFESA CIVIL VOLUNTÁRIO, de acordo com o nível de atuação do agente;

f) gravata em tecido na cor preta para os integrantes da Defesa Civil Estadual; na cor azul-royal para os integrantes da Defesa Civil Municipal e na cor verde-bandeira para os integrantes voluntários dos núcleos comunitários de Defesa Civil;

g) calçados: constituído de sapato preto, em couro de gado vacum; coturnos na cor preta, em couro vaqueta cromada, de no mínimo 18 linhas de espessura, tingimento filão preto atravessado; as costuras deverão ser em nylon nº 60; cano com 24 cm de altura; solado de PU (poliuretano), contendo sistema de aeração, na cor preta, será afixado pelo processo injetado, diretamente no cabedal em PU bidensidade, deve ter ainda no solado, alma de aço e desenhos anti-derrapantes; palmilha de limpeza removível, em espuma revestida por tecido e com tratamento antifungos e antibactérias, com espessura mínima de 2,5 mm;

h) coberturas constituídas por boina de feltro de lã, na cor amarelo-ouro, tendo como distintivo metálico o brasão de armas do Estado do Rio Grande do Sul, fixado na direita; gorro com pala, na cor amarelo-ouro, tendo como distintivo o símbolo da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, emborrachado, medindo 7,5 cm de circunferência, centralizado na parte frontal do gorro e na parte traseira do gorro terá um sistema de regulagem; capacete de segurança em polietileno de alta densidade, sem porosidade, com estampa frontal do distintivo da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, com carneira regulável, revestida em tecido, engates plásticos e testeira absorvedora de suor, com fendas laterais para que sejam acoplados protetores faciais e auditivos, nas cores: branco para os integrantes da Defesa Civil Estadual; azul para os integrantes das Defesas Civis Municipais e amarelo para os voluntários, integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil.

II - Distintivo de Braço de Identificação do nível de atuação da Defesa Civil, constitui-se de um distintivo ovalar emborrachado, com 7,7 cm no eixo menor e 8,8 cm no eixo maior, contendo ao centro o brasão do Estado do Rio Grande do Sul, colorido e aplicado em fundo branco, campo circular externo em preto, com inscrições em preto, de acordo com o nível de atuação do agente de Defesa Civil, conforme designado abaixo:
a) Defesa Civil Estadual: na parte superior escrito GABINETE DO GOVERNADOR, fazendo a circunferência, e na parte inferior escrito CASA MILITAR - RS, inscrições impressas na cor preta e separadas por uma estrela de cinco pontas, uma em cada lado, designando os integrantes da Defesa Civil Estadual;
b) Defesa Civil Municipal: na parte superior escrito COMISSÃO MUNICIPAL fazendo a circunferência e, na parte inferior escrito DEFESA CIVIL - RS, inscrições impressas na cor preta e separadas por uma estrela de cinco pontas, uma em cada lado, designando os integrantes da Defesa Civil Municipal;
c) Voluntário de Defesa Civil: na parte superior escrito AGENTE VOLUNTÁRIO impresso em preto, fazendo a circunferência e, na parte inferior escrito DEFESA CIVIL - RS separada por uma estrela de cinco pontas, uma de cada lado, designando os voluntários, integrantes dos núcleos comunitários de Defesa Civil.








Quo vadis Brasil

A expressão latina "Quo vadis?" (Para onde vais?) tem sentido ciclópico no dia de hoje e, torna viva, mais uma vez, a letra do visionário Cazuza: "Brasil! Mostra tua cara. Quero ver quem paga. Pra gente ficar assim. Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim, confia em mim..."

O Brasil chega numa grande encruzilhada da sua história, neste momento em que a nação brasileira acompanha o voto, nos próximos minutos, do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. Na ponta dos seus dedos, o fio que segura a "espada de Dâmocles". Na pauta, o julgamento do mensalão que todos conhecem.

O gesto do ministro (na foto) pode ser um "Óh! para o Brasil" ou mesmo um "zero" para os mensaleiros, mantendo o julgamento que condena os réus e, finalmente, pode simbolizar que tudo voltará a "estaca zero", se aceitar os embargos que lembrarão Nero colocando fogo em Roma, mas quem incendiará, provavelmente, é o Brasil.

Se tudo degringolar no dia de hoje, depois do choro e do ranger de dentes da nação brasileira, nos restará as eleições do ano que vem, onde poderemos fazer nas urnas, a maior reforma política da história do Brasil, votando consciente, em uma nova classe política, identificando candidatos com valores semelhantes ao caráter do nobre brasileiro Joaquim Barbosa.

Deus nos ilumine hoje e, principalmente, ilumine a consciência do povo brasileiro, amanhã e, nos dias seguintes! "Alea jacta est!"

domingo, 15 de setembro de 2013

Irmãos Medina: provas e expiações.

Desabafo. Peço licença para os meus amigos e amigas deste nobre espaço, para produzir um texto mais longo hoje. Quero contar uma história. Calculo que deva gerar uma leitura de uns 15 minutos, no máximo.

Quatro dias antes da minha mãe baixar no HPS de Canoas, ela parou de comer. Isto ocorreu no início de abril deste ano. E, por mais que insistíssemos com sua alimentação, ela não comia. No quarto dia do seu jejum foi levada para o pronto socorro e de lá transferida para o exemplar Hospital Independência de Porto Alegre, onde baixou dia 04 de abril e esta lá até hoje. São seis meses de internação, em função do seu pulmão, com debilidade crônica que, não dispensa mais a ajuda regular de aparelhos para assegurar uma respiração razoável.

Esta viva, graças a Deus e ao extraordinário trabalho dos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital Independência de Porto Alegre, administrado pelas irmãs da Rede de Saúde Divina Providência, irmãs Círia e Cecília. Louvo a Jesus pela graça da minha mãe estar sendo cuidada por equipe de saúde do SUS, tão zelosa e profissional. Creio que este padrão de atendimento é único no Brasil.

A maior parte do tempo que minha mãe esta no hospital, ela viveu na UTI. Foi para o quarto quatro vezes quando eu e meus irmãos nos revezamos, como acompanhantes da mãe, sem dispensar, de vez em quando, a ajuda de outras pessoas que nos auxiliaram nesta tarefa de 24 horas. Os períodos em que ela esteve no quarto, situaram-se ao redor de uma semana. O quadro de saúde piorava e ela voltava para a UTI.

Tenho colhido, nestes dias difíceis o apoio de todos que tem acompanhado e ungido minha mãe com muitas orações que só trazem boas energias e nos unem as cortes celestiais que cuidam do povo cristão governado por nosso Senhor Jesus. E, por falar no Mestre, certamente, Ele convive em plena harmonia no plano superior, com outros grandes profetas de gigante expressão espiritual, em nosso Mundo.

Desde que a mãe foi para o quarto pela primeira vez e, fomos informados da possibilidade de sua alta e dos cuidados especiais que deveria ter em casa, no mesmo dia que recebi esta boa notícia, fui para casa, acessei a internet e fiz a compra de cama e colchão hospitalar, com os assessórios básicos de um quarto de hospital. Além desta providência, uma semana após a mãe sair de casa e ir para o hospital, iniciei uma série de reformas na casa dela, pensando no seu retorno.

Entre as entradas e saídas da mãe, na UTI do hospital, cada vez que ela ia para o quarto, a expectativa de levá-la para casa, acelerava os preparativos para recebê-la no aconchego do seu lar. Mas há providências que dependem de prazos do poder público, em função das inúmeras demandas populares que são acolhidas nas centrais de atendimento ao cidadão.

Minha mãe ficou dependente da cadeira de rodas que deve passar a utilizar; da mangueirinha de oxigênio que entra pela cânula em sua traqueia aberta; depende da ajuda de terceiros para sua higiene pessoal e, tão vital como o oxigênio, depende da dieta enteral (alimentação via sonda nasal).

Quando me falaram, já na primeira vez que a mãe ia para casa, fui pesquisar os custos de suas necessidades especiais. “Cacoete” de quem tem formação militar: planejar as coisas.

Minha mãe consome, em média, 2 litros diários de uma alimentação líquida. O hospital lhe dá o Nutrison. Pesquisando na internet, constatei que esta alimentação custa R$ 110,00 (cento e dez reais) o litro. Portanto, são R$ 6.600,00 (seis mil e seiscentos reais), por mês, só nesta dieta. Não vou contabilizar aqui, o custo de outros assessórios que o hospital utiliza no custeio de cada um de seus pacientes, como por exemplo, o “kit da bomba de infusão” (mangueirinha de plástico por onde vai a dieta), trocado a cada três dias, em média, pois, meus amigos e amigas aqui do face teriam taquicardia, com os valores destes assessórios. Já vão me entender porque escrevo todas estas circunstancias.

Dia 13 de agosto do corrente ano, abri três processos na prefeitura de Canoas, para pedir ajuda do poder público, na sustentação da vida de minha mãe. Pedi socorro ao Estado porque minha mãe é aposentada e recebe um salário mínimo e meio.

Em um processo solicito a dieta enteral; no outro, um equipamento de oxigenoterapia, com aparelho de aspiração e no 3º peço curativos para as escaras (ulceras de pressão) que a mãe desenvolveu em função de estar há seis meses deitada, com breves períodos onde o extraordinário pessoal do hospital consegue convencê-la a ficar sentada numa poltrona.

Na última sexta-feira, dia 13 de setembro, o setor competente da prefeitura fez contato comigo, para me dar retorno do andamento de dois processos, da alimentação e do aparelho. Digno assinalar que a Prefeitura de Canoas já disponibilizou para minha mãe, há mais de três anos, um acumulador de oxigênio que ela tem em casa, sob sua guarda. O processo aberto visa a troca deste equipamento por outro aparelho que tenha aspirador traqueal, para sugar a secreção dos seus pulmões. Ela faz isso a cada quatro horas em média, no hospital.

A Adriana me comunicou, neste final de semana, que o médico responsável pela mãe, disse para ela que pretende dar-lhe alta, na semana que começa amanhã. Naturalmente, perguntei a minha irmã como faríamos para receber a mãe em casa, ainda sem estarmos providos, no mínimo, com a dieta enteral e o aparelho de oxigênio, com aspirador de secreção, alertando-a que eu já havia comprometido todo meu salário líquido nos próximos 12 meses, com os investimentos feitos em função das demandas relacionadas ao caso que relato aqui.

Minha irmã ponderou que o médico ainda disse que o pulmão da mãe estava em “estado terminal” (para bom entendedor, meia palavra basta) e que ela tinha o direito de vir para casa, sentenciou a Adriana. Concordei, mas insisti que ainda assim precisávamos da garantia da dieta enteral e do aparelho de oxigênio, com aspirador, em casa. O diálogo logo virou em discussão. Desesperados, brigamos.

A Adriana foi para um lado e eu fui para o outro. O incidente ascendeu em minha cabeça, memórias recentes. Dia destes, eu fui ao hospitaleiro Lar dos Necessitados, em Novo Hamburgo (RS), para uma consulta de apometria. Ao ser chamado, na minha vez, entrei na sala onde estavam os médiuns que trabalham de graça. Sentei e ouvi dizerem que em outra encarnação eu havia sido um juiz justo e, continuava sendo um homem justo, nesta encarnação. Senti, instantaneamente, minha responsabilidade espiritual aumentar com esta revelação. Em seguida, sem eu dizer nada, uma médium falou que minha mãe não tinha descanso, em função de saber que nosso relacionamento em casa, entre eu, o Adroaldo e a Adriana estava em desarmonia.

Ainda hoje, recebi a visita de uma querida vizinha que veio saber como estava a mãe. No meio da conversa relatou que um familiar seu, muito próximo, havia ficado cego, de repente. Procurou médicos, fez cirurgias e até agora nada. Teve um descolamento de retina.

Busquei o boletim da Natália neste final de semana. Cinco notas abaixo da média.

Minha mãe, Nilva de Wallau Medina, 77 anos, deu à luz a três filhos, Aroldo, Adriana e Adroaldo. Creio que foi sua grande obra de vida. Todos bem sadios ao nascerem e, concentrou com meu pai, de saudosa memória, Ivo Medina (1928-1988), em nós, toda expectativa que um pai e uma mãe conscientes depositam em um filho. Em síntese, ser bom, honesto e útil ao mundo.

Os desafios são inerentes a condição humana, assim como nossos próprios defeitos e as vicissitudes que todos enfrentamos carregando fardos, uns mais pesados do que os outros. Tenho feito tudo o que esta ao meu alcance. Sempre agi para honrar meu pai e minha mãe. E mesmo assim, creio que não é suficiente. Lamento ser um homem limitado. Há situações que vão bem além do alcance de nossa boa vontade.

Deus esteja no coração de todos!

Aroldo Medina


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Hospitalidade na beira da BR 386.

A Tenda do Maninho, também conhecida como tenda do Vanderlei, fica na beira da estrada 386, quilômetro 273, em Fontoura Xavier (RS). É um lugar onde o viajante é sempre bem atendido. E, esta tradição já passou de pai para filho.

Voltando de Santo Ângelo (RS), dia 10 de setembro, por volta do meio dia, parei ali, para comprar um mel. Fui atendido pelo jovem Cris Rean Portella dos Santos, 11 anos, estudante da 6ª série, no Colégio Ernesto Ferreira Maia. Bem disposto, me ajudou a escolher o mel mais novo, entre vários potes a mostra. Perguntei como estava na escola. "- As notas estão bem". Respondeu o moço. Quis saber ainda do que gostava mais no colégio? Não titubeou em responder que era educação física. Sorri e indaguei que matéria intelectual lhe atraia mais. Pensou, pensou, pensou e elegeu a matemática como sua preferida, mas não dispensou uma calculadora eletrônica, na hora de somar o valor dos dois potes de mel, dois quilos de feijão e uma garrafa de cachaça de alambique colonial que comprei. Há! Seu Cris!

Quando falei que iria escrever sobre nosso encontro, empolgou-se e me deu um salame de presente, para "me recompensar pelo trabalho de redação", segundo explicou. Também lembrou de minha visita há mais de um ano na tenda do pai dele. Boa memória o moço. Brinquei com o Cris dizendo que na outra ocasião que parei ali, era prisioneiro da Brigada. Sem piscar, respondeu: "- O senhor tem mais cara de policial do que de bandido". Esse guri saiu bom. O tino para agradar o cliente tá no sangue! Puxou ao pai.

Aroldo Medina


A secretária doméstica Geni Goes Azevedo, 38 anos, prestigiava nossa conversa, enquanto cuidava do Rene.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Museu Militar Brasileiro

Retornando da Região das Missões, no Rio Grande do Sul,  pela BR 285, no município de Panambi, visitei o Museu Militar Brasileiro, inaugurado oficialmente há três anos, segundo me informou a recepcionista.

O lugar expõe antigas viaturas militares utilizadas pelo Exército Brasileiro, além de indumentárias de combate. Lá se encontra também um Boing 737 300, ano 1986, onde o idealizador do museu, Sefferson Steindorff, organizou uma biblioteca dentro do avião. Nesta biblioteca o visitante pode deixar gravado o seu testemunho sobre o lugar, em fichas disponíveis sobre mesas, dentro da aeronave.

A leitura destas fichas arquivadas em pastas que se encontram bem a mão, nas mesas, é bem interessante e mostram que os organizadores do lugar, acertaram em cheio em trazer para ali, um avião que iria virar sucata, pois, muitos jovens que visitam o aprazível memorial, com música ambiente, escrevem que foi a primeira vez que
entraram dentro de um avião.

Faço coro ao universo de visitantes do Museu Militar Brasileiro que de maneira muito prática, na beira de uma estrada, encantam-se com as atrações da engenhosidade militar, fazendo uma agradável viagem ao passado.

Aroldo Medina


















P.S. Vi, recentemente, pela TV, uma notícia onde aparecia um veículo com guindaste, destruindo aviões abandonados no pátio de alguns aeroportos brasileiros. A Infraero explicou que era para liberar espaço para estacionamento de aviões, ainda em uso, já pensando na Copa do Mundo de 2014. Já pensou alguns destes aviões virarem bibliotecas, por todo o Brasil? Que aventura para milhares de crianças que nunca chegaram perto de um avião?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O comandante da BM na região das Missões, no RS.

Claiton Rui da Costa Portilho, tenente-coronel da Brigada Militar, aspirante de 1988, comanda o CRPO (Comando Regional de Polícia Ostensiva), na região das Missões, no Rio Grande do Sul.

É um oficial de grande quilate moral. Sua carreira sempre foi pautada nos ensinamentos colhidos da convivência com o seu pai, o insigne coronel da BM, Anísio Severo Portilho, já na reserva da quase bi-centenária corporação policial militar do RS.

Desde que ingressei na BM, em 17 de fevereiro de 1986, quando conheci o Portilho, na Academia de Polícia Militar e nos tornamos colegas de turma, no Curso de Formação de Oficiais, me tornei seu incondicional amigo, por afinidade de pensamentos e empatia espiritual.

Aroldo Medina