quinta-feira, 31 de março de 2011

Aniversário.


Obrigado a todos familiares e amigos que gentilmente me cumprimentaram ao longo do dia de hoje pela data do meu aniversário. Imantaram-me com ótimas energias esprirituais, votos de saúde e paz que compartilho com todos.

Peço licença aos amigos para reconhecer que a gentileza do Jornal O Sul em me listar entre os aniversariantes do dia e da Rádio Guaíba em tocar um parabéns a você, um pouco depois das sete horas da manhã, citando meu nome, multiplicaram meus votos de Feliz Aniversário! Fico muito grato pelo carinho de todos e também ao governador Germano Rigotto que brindou-me com seu tradicional cavalheirismo.

Que Deus nos abençoe, concedendo saúde e paz como o maior presente desta data.

Fraterno abraço,

Aroldo Medina

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Google e datas comemorativas.


É sempre uma grata satisfação como internauta, acessar o Google e encontrar "uma novidade" na sua logomarca associada a um evento ou data histórica.

Quando não é possível reconhecer imediatamente qual o motivo da homenagem, o caminho é recorrer ao próprio mecanismo de pesquisa do Google para saber o significado da figura criativa que ilustra a ilustre página. Este foi o meu caso hoje, ao acessar a página.

Ao usar olho cognitivo ciborgue para enxergar a palavra Google na figura química, além de buscar a compreensão do seu sentido, descobri este BLOG que registra os doodles comemorativos oficiais e não oficiais do Google.

Muito interessante esta fonte de pesquisa e informação. Parabéns ao seu metódico organizador e mais uma vez parabéns ao mantenedores do Google que merecem um Oscar permanente por sua criatividade.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os bandidos são da Brigada Militar...





O título desta postagem deve causar consternação na sociedade e indignação na BM.

Tirei ele do segundo parágrafo da reportagem do Diário Gaúcho deste final de semana que passou. A matéria publicada sábado, dia 26 de março, na página 24, com manchete de capa e, na página 60 de Zero Hora, rendeu 1.741 centímetros quadrados, só nestes dois jornais, além de outros diários.

A notícia trata da prisão de três policiais militares que roubaram um banco no município gaúcho de Júlio de Castilhos, no início da tarde de sexta-feira, dia 25 de março de 2011.

O roubo é de fato um absurdo, como classifica o lead da manchete do Diário Gaúcho porque são protagonistas soldados da ativa da BM. A reportagem de capa deste jornal que sai como pão quente todos os dias, lido por milhares de gaúchos, ainda é ilustrada com a reprodução das carteiras de identidade dos PMs.

Só não imagino a mesma reportagem com esse destaque, justificado, se os ladrões fossem, por exemplo, médicos, advogados, arquitetos, engenheiros, entre outros.

O fato lamentável exige da Corporação quase bi-centenária, a expulsão exemplar dos PMs presos em flagrante, à bem da disciplina. É pouco, considerando o estrago que este tipo de acontecimento causa a imagem e a credibilidade da instituição. Explico.

Tempos atrás fui pagar uma conta no banco. Estava bem fardado da cabeça aos pés. Não portava arma na ocasião, embora tenha prerrogativa legal para andar permanentemente, armado. Fui passar pela porta giratória e fui barrado. O vigilante solicitou minha carteira de identidade funcional. Apresentei a carteira e fui barrado novamente. Pedi explicações e recebi como resposta que deveria retirar todos os objetos metálicos que trazia comigo, entre estes objetos estavam, naturalmente meu cinto e minha carteira policial. Claro que protestei e ainda ouvi uma pérola do vigilante: "-Tu pode ser falso e essa tua carteira também". Mais surpreso fiquei porque esta tese do vigilante ganhou apoio de duas senhoras que estavam usando o caixa eletrônico da agência.

Humilhado e constrangido, por estar, simplesmente usando a farda da BM, o que para mim é motivo de honra e orgulho, dei um passo para trás, liberei a porta e liguei para o 190 da Brigada. "- Alô! Brigada Militar. - Sim, as suas ordens! - Tem um sujeito aqui no banco (forneci o nome do banco e endereço), usando a farda da BM e o vigilante e alguns clientes acham que ele é falso. Dá para mandar uma viatura aqui para se certificarem se o cara é ou não da Brigada? - Sim. Com certeza, a viatura já esta a caminho. - Obrigado!"

A viatura do 1º BPM chegou em 5 minutos. Entraram na agência ligeiro, prontos para prender o "falso policial". Deram comigo e, surpresos disseram: "- Cadê o cara major? O senhor chegou primeiro que nós? Cadê o sujeito que tá usando indevidamente nossa farda?" Calmamente, respondi: "- Sou eu, o cara!"

O desfecho do caso foi bem brasileiro. Meus colegas do 1º BPM passaram pela porta giratória do banco "armados até os dentes" e sem mostrar carteira de identidade. O vigilante não fez menção nenhuma de barrar sua entrada. As mulheres que apoiavam a atitude do vigia sairam de fininho. O gerente apareceu para contemporizar.

E, para fechar com chave de ouro, já dentro da agência, perguntei ao vigilante por que ele não havia adotado com meus colegas que entraram armados, o mesmo procedimento que adotara comigo. Respondeu com silêncio.

Sai da agência pensando nos sofismas: "Será que fui discriminado porque estava fardado, mas desarmado? Será que me confundiram com um bandido porque eu estava fardado ou porque tem bandido que usa farda?

O que um policial de verdade tem a ver com tudo isso? Episódios como o aqui relatados dão o direito a outras pessoas vilipendiarem a autoridade policial? A honra de um PM que exerce sua profissão honestamente ainda vale alguma coisa?

Major Aroldo Medina - Jornalista.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Compra de livros pela Internet.





Costumo comprar livros pela Internet com regularidade. É confortável acomodar-se na frente do computador, sentar na poltrona do escritório de casa, com segurança, sem pressa, numa hora de lazer, em silêncio ou escutando uma música e, navegar pelas livrarias virtuais, pesquisando as obras com tranquilidade. O preço dos livros na net costuma ser normalmente mais acessível, com descontos incríveis. As condições de pagamento também são boas.

As edições que mais me agradam são os livros impressos com letras um pouco maiores, encontradas em obras com formato a partir de 16 por 23 centímetros.

Visito habitualmente os sites seguros para comprar do Submarino, da Americanas, da Folha de São Paulo, FNAC, Saraiva, Siciliano e Cia dos Livros. A distinção entre eles se estabelece nas promoções, na cobrança ou não de frete, tempo de entrega e, principalmente, na hora de embalar os livros comprados.

Quando se compra um livro, o que se espera é recebê-lo "novinho em folha", sem danos, limpo, sem pó ou manchas de sujeira, sem dobras ou orelhas, folhas amassadas, capa e lombada sem marcas de terem sido batidas no transporte. De vez em quando devolvo uma obra comprada, quando recebo o livro, com um destes problemas.

O melhor vendedor de livros da Internet neste quesito embalagem para remessa dos exemplares adquiridos é disparado a paulistana Cia dos Livros. Os livros são sempre bem embalados em caixa de papelão grosso e ainda envoltos em plástico bolha. Os livros chegam ao destino, intactos.

Devem melhorar na embalagem para transporte dos produtos a Americanas e o Submarino que simplesmente ensaca os livros e despacha. O saco plástico não proteje as obras que chegam avariadas, não raras vezes. O aviso de "manusear com cuidado" é ignorado no transporte em sacos.

As transportadoras contratadas devem também demonstrar muito mais cuidado com a mercadoria entregue aos seus cuidados. A VIALOG, transportadora do Submarino, deixa a desejar.

Um serviço que tem demonstrado menor custo de frete e boa qualidade no transporte é o E-SEDEX. A Loja Tudo e o Magazine Luiza, embora não vendam livros, são muito exigentes com suas trasportadoras. Estão de parabéns!

Aroldo Medina

quinta-feira, 24 de março de 2011

Salvamento Internacional


Vendo o noticiário da TV veicular a mais recente consequência do desastre no Japão, a contaminação da água em Tóquio e de alguns vegetais pela radiação vazada de sua Usina Nuclear rachada pelo terremoto, ocorreu-me a idéia da criação de um organismo permanente de "Salvamento Internacional".

Desastre como da usina nuclear de Fukushima deve acender um grande sinal de alerta na comunidade internacional. Na verdade, creio que isso já ocorreu. O Mundo precisa estar unido e melhor preparado para uma pronta resposta a acidentes dessa magnitude.

Trabalhei 4 anos na Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul (2003/2006). No período constatei a vulnerabilidade de nosso sistema de resposta a desastres que precisa de uma melhora considerável em sua infra-estrutura, formação e treinamento de pessoal. Deixei como legado, a criação de um sistema de informações sobre desastres ocorridos no Estado do RS e o próprio trabalho desenvolvido pela Defesa Civil do Estado.

O organismo que imaginei vendo o noticiário, é uma espécie de Defesa Civil Internacional.

Da mesma forma que potências mundiais como os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha formam uma coalizão sob a chancela da ONU para defender o povo líbio do desastre de origem humana conhecido por Muammar Gaddafi, podiam se unir para liderar um movimento planetário e criar a International Civil Defence, ICD.

O órgão multinacional de natureza permanente, teria uma base em cada um dos continentes, com efetivos operacionais fixos de pronta resposta e capacidade de mobilizar cientistas, com autoridade técnica e equipamentos de alta tecnologia, para agir mediante solicitação do país afetado, em casos como da usina nuclear Fukushima no Japão, ou do recente caso dos mineiros soterrados no Chile e em tantos outros casos sililares acontecidos e que ainda vão acontecer.

A própria ONU pode gestar em seu corpo esta idéia, assim como a própria constituição de um fundo com seus países membros para custear a futura ICD.

A série de TV dos anos 60 Thunderbirds é precursora nesta concepção.

Major Aroldo Medina

Nota: ilustra a postagem um helicóptero Westland Sea King de busca e salvamento da Royal Air Force (RAF) do Reino Unido.
(Foto: UK MoD / Crown)
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sábado, 19 de março de 2011

Barack Obama visita Brasil.



Estou entre os brasileiros que sentem-se honrados com a visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ao Brasil, acompanhado da sua família.

Seja bem vindo, senhor Presidente! Boa estadia no Brasil. Que sua visita, ao lado de sua esposa e filhas tragam bons negócios para o povo norte-americano e o povo brasileiro.

Simpatizo muito com Barack Obama pela sua trajetória de vida, integridade, educação e postura de estadista. Seu semblante autêntico transpira simpatia nas horas descontraídas e incorpora austeridade quando o assunto requer firmeza.

Obama sabe que o Brasil tem vocação para ser uma potência mundial nos próximos 15 anos. Em resposta comedida a sugestão da presidente Dilma Rousseff, deu a entender hoje, já em solo brasileiro, que pode apoiar aspiração do Brasil em fazer parte do Conselho de Segurança da ONU. Entre tantas oportunidades de negócios que o líder dos USA traz em sua bagagem, o Brasil não deve perder esta oportunidade, em particular.

Mas para fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, o Governo Federal, maior protagonista interessado neste processo, deve rever com urgência sua simpatia manifesta com Mahmoud Ahmadinejad e outros sujeitos internacionais contraditórios, com o perfil do presidente do Irã, de Hugo Chavez e companhia limitada. Também não pode ficar em cima do muro ou se abster, em votações estratégicas na Organização das Nações Unidas, na área de segurança, como por exemplo, na questão na Líbia.

Ainda, para ter assento entre as poderosas nações que integram o Conselho de Segurança da ONU, o Brasil precisa destinar maior orçamento para reequipar o Exército Brasileiro, desatar o nó e bater o martelo na compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira, optando por uma compra com transferência de tecnologia e, finalmente, desatar as amarras para conclusão do projeto de construção do submarino nuclear da Marinha de Guerra do Brasil, ainda mais com o pré-sal saindo do papel.

Major Aroldo Medina

quarta-feira, 16 de março de 2011

A resposta do representante da SANTOANJO


Recebi resposta da SANTOANJO a reclamação que fiz junto a empresa. "Copiei e recortei" a mensagem recebida no meu e-mail e, "colei" abaixo, referente ao episódio postado recentemente neste blog, em duas partes.

Escrevi ao funcionário, considerando suas palavras educadas e convenientes para sua empresa que, ao meu ver, respondeu esquivando-se do foco central da questão e não justificou o fato do seu ônibus sair com lugares vagos e deixar na Estação, passageiro com passagem na mão, querendo fazer a viagem.

O transporte aéreo tem regras melhor definidas para atraso de passageiro e mais respeito com o cliente que cumpre horário. Passageiro que chega atrasado perde o embarque, mesmo com passagem comprada e o avião na pista.

A missiva recebida:

Bom dia Major Aroldo Medina,

Acusamos e agradecemos pelo presente o recebimento de sua correspondência depositada em nossa urna de Elogios, Críticas e Sugestões da nossa Sala Vip de Florianópolis, alvo de toda a nossa atenção.

Informamos que a atitude em não "vender" uma das poltronas que seguiram vagas, embora em nossos registros as mesmas constassem como vendidas está correta. Como não houve a desistência oficial do "proprietário" daquele local, a mesma pertence ao mesmo.

Não raro acontecer logo após a saída de nossos horários das rodoviárias, alguns ônibus serem seguidos por carros, os quais fazem sinais de luz solicitando a parada do ônibus ou em outros casos são parados em Posto de Polícia Rodoviária para o embarque de passageiros que não conseguiram chegar a tempo do embarque na rodoviária.

Nosso sistema de venda de passagens não permite a venda de mais de um bilhete para a mesma poltrona, visto isto gerar um duble, passível de altas multas pela fiscalização federal da ANTT.

Adotamos a disposição legal de identificação de todos os funcionários que tem contato com o público, bem como não temos duplicidade de nomes em nossa empresa. Adotamos este critério justamente para facilitar "Elogios, Críticas e Sugestões" sobre o desempenho de nossos funcionários.

Pedimos desculpas caso nosso funcionário não ter passado corretamente este tipo de informação ao senhor.

Continuando a sua disposição,

Cordialmente

Ademir Buerger
Ger. Comercial - Passageiros

segunda-feira, 14 de março de 2011

Frustração no embarque - 2ª Parte.



Nota: para melhor compreensão desta matéria, leia postagem anterior intitulada Cidadania de araque.

Acabo de chegar de em casa. Um pouco antes de embarcar na Estação Rodoviária de Florianópolis, fiz uma ligação telefônica para a sala de rádio do 9º BPM, em Porto Alegre. Fui gentilmente atendido pela soldado Sheila, minha aluna em 2009.

Pedi a soldado Sheila solicitar ao fiscal de serviço externo do batalhão, sargento Hamilcar, comparecer na Estação Rodoviária Central de Porto Alegre, por volta da meia noite e, verificar na chegada do ônibus da empresa Santoanjo, carro 15400 que partira de Florianópolis (SC) às 16:30 horas, se haviam dois lugares vagos.

O sargento conversou com o motorista do ônibus Luis Carlos Souza que confirmou sua viagem toda, com dois lugares vazios. O sargento, zeloso, confeccionou o BA (Boletim de Atendimento) nº 9381793.

Embarquei em Florianópolis, às 23:01 horas, no carro 11176 da empresa Santoanjo, placa MBP 7279. Ao chegar em Porto Alegre e desembarcar na Estação Central, às 05:30 horas, conversei com o motorista do ônibus, A. Mendes, 27 anos de profissão como motorista da Santoanjo.

Apresentei-me ao motorista, como major da Brigada Militar. Disse ao educado motorista que conduziu seu veículo de maneira exemplar durante a viagem que gostaria de lhe fazer um questionamento. Prontamente se dispos a esclarecer qualquer dúvida minha. Perguntei quais eram suas orientações com relação a realização de paradas durante o trajeto, considerando que sua linha era direta. A seguir, sua resposta ipsis litteris:

"- Em caso de manifesto de embarque expedido pela empresa; prestação de socorro para qualquer outra empresa de ônibus parado na estrada; pane mecãnica no ônibus; abordagem policial ou acidente". Em seguida acrescentou: "- Pode ainda ocorrer que o passageiro embarcado, manifeste desejo de descer em pontos costumeiros de desembarque". E arrematou: "- Direto é direto".

Depois de suas respostas espontâneas, lhe expliquei o motivo de minha pergunta.

Aroldo Medina

domingo, 13 de março de 2011

Obrigado por apertar a minha mão!




Há uma hora atrás resolvi dar uma volta fora da Estação Rodoviária Central de Florianónolis, onde desembarquei hoje, às 16:23 horas, vindo de Itajaí pelo Expresso Catarinense. Logo ao sair, a noite despertou-me receio de ser assaltado em meu passeio na região próxima do terminal.

Havia andado alguns metros quando vi um sujeito caminhando em minha direção. Pensei evitá-lo, mas como notei sua presença já proximo de mim, resolvi parar, cruzar os braços e, encará-lo. Veio ao meu encontro, cumprimentou-me e passou a conversar comigo.

Permaneci em silêncio, olhando ele direto nos olhos, enquanto escutava sua conversa. Após alguns minutos parou de falar e perguntou se eu falava português. Fiz um gesto com a cabeça sinalizando um sim. Ele continuou a falar. Desculpou-se pela abordagem. Disse saber que era proibido pela segurança do terminal rodoviário importunar os passageiros pedindo ajuda, mas mesmo assim, como estava com fome e, tinha apenas R$ 1,80 em moedas que me mostrou na palma da sua mão, resolvera arriscar a sorte para arrumar o suficiente para "comer um bom cachorro quente, com duas salsichas" que custava R$ 3,00.

Sentindo a franqueza do homem, descruzei os braços e lhe estendi a mão, apresentando-me: "Aroldo". "- Juarez. Juarez Braz!" Respondeu sorrindo, retribuindo o gesto e acrescentando com transparente honestidade: "- Obrigado por apertar a minha mão".

Estimulei o homem a falar da sua vida. Embora desconfiado da entrevista, passou a responder minhas perguntas. Descobri tratar-se do jovem Juarez Braz Bueno da Silva Júnior, 31 anos, natural de Dourados (MS), nascido em 12 de janeiro de 1980. Filho do policial militar já falecido da PM-MS, o gaúcho de Palmeira das Missões, Juarez Braz Bueno da Silva e da prenda do lar paulistana, Maria de Fátima da Silva.

Muito honesto e espontâneo, disse que não gostava de trabalhar e estudar. Porém admitiu que sua mãe sempre esteve certa ao fazê-lo estudar. Completou o 2º Grau. Veio de sua terra de origem para Florianópolis porque a cidade sempre lhe despertou encanto e simpatia desde pequeno, quando vinha a capital catarinense acompanhando os pais.

No meio da conversa me achou com cara de artista para em seguida se auto corrigir e dizer que minha cara era mais de detetive. Tive que rir quando ele falou isso, ocasião em que tirei umas fotos do entrevistado.

O Braz disse gostar de fazer as pessoas felizes. Queria ter tido mais sorte na vida. Ter uma familia. Receber mais carinho. Afirmou que se ganhasse na Mega Sena, sonhava em construir um canil, para tirar todos os cachorros que vivem na rua, a fim de lhes dar um lar digno.

Emocionei-me com o sonho do morador de rua Juarez Braz que faz da Estação Rodoviária de Florianópolis, a sua casa mais freqüente, ressalvando que "tem que se cuidar dos seguranças do Terminal; dormir com um olho fechado e o outro aberto, para não ser colocado na rua". Andando pela estação flagrei outro cidadão com a vida do Braz, dormindo numa escadaria interna da rodoviária.

Ao dizer que gostava de ler e que o livro que mais havia gostado era O Segredo, quiz lhe comprar um livro na Estação. Ele, educadamente, recusou dizendo que preferia o dinheiro do livro para comprar um sabonete e um desodorante, porque amanhã tinha uma entrevista num possível emprego como auxilirar de cozinha. Meti a mão no bolso e dei ao Braz R$ 21,00 trocados que tinha na bermuda. Ficou radiante! Saiu feliz dizendo que era mais do que precisava para comprar seu cachorro quente com duas salsichas, uma coca cola, o sabonete e o desodorante.

Apertou minha mão e se despediu, caminhando. Parou mais adiante, olhou para traz e gritou. "Ei! Amigo. Amigo! Muito obrigado"! E, desapareceu na noite.

Aroldo Medina

Cidadania de araque.



Vim ao Estado de Santa Catarina, neste final de semana, a fim de participar de uma reunião de trabalho. Comprei passagem de ônibus para retorno hoje, às 23:01 horas.

Liberado antes do previsto, cheguei na rodoviária de Florianópolis, às 16:25 horas e, me dirigi ao balcão da empresa SANTOANJO, a fim de ver se conseguia embarcar no carro das 16:30 horas, com destino a Porto Alegre (RS).

Embora todas as passagens estivessem vendidas, dois passageiros faltaram, deixando dois lugares vagos no ônibus. Não houve argumento que convencesse o funcionário MAGNO, encarregado do balcao da SANTOANJO, a autorizar meu embarque.

Por derradeiro, me identifiquei como policial militar. Não acho que ser policial militar me dê algum privilégio nesta circunstância. Meu protesto é como cidadão. Podia ser qualquer pessoa, até mesmo com alguma emergência. Porém, acho uma enorme falta de bom senso e sensibilidade, a atitude do funcionário que alegou receber ordens superiores para agir assim e, "resguardar o direito dos passageiros faltantes de irem atrás do ônibus que perderam e tentar pegar ele no caminho". Esse argumento, em especial, merece um "quiquito" de "melhor ilusionismo". Se tivesse um nariz de palhaço na bagagem, eu tinha colocado ele nessa hora.

Barrado na rodoviária pela intransigência do pessoal da SANTOANJO, tive bastante tempo para pensar antes do embarque. Salvo melhor juízo, acredito que meu direito de ir e vir naquele momento foi desrespeitado por argumentação fútil. Senti minha cidadania brasileira ignorada por uma postura ininteligente e arbitrária.

Por fim, também me senti um policial de araque porque na hipótese de uma emergência, mesmo havendo dois lugares vagos no ônibus e, identificando-me como PM, teria de ter usado Poder de Polícia para embarcar e, certamente, poderia causar transtorno ao direito de ir e vir dos outros passageiros, de partirem da rodoviária no horário marcado, simplesmente pela falta de bom senso do funcionário MAGNO, para quem entreguei uma reclamação por escrito. Só quero ver a criatividade e o tempo da resposta oficial da empresa.

E, desculpem, mas fico inaginando a mesma situação, sujeitos e ciscunstâncias aqui relatadas, ocorrendo num país que destina maior orçamento para educação nacional.

Fraterno abraço,

Aroldo Medina

sábado, 12 de março de 2011

Ovasco Resende


Participei de um encontro com o presidente nacional do PRP, o engenheiro Ovasco Resende, neste sábado, no Hotel Marambaia, na praia de Cabeçudas, em Itajaí (SC).

Numa conversa solta e agradável, conversamos sobre o cenário político nacional e a colaboração do partido no Governo Dilma Rousseff, através da bancada peerrepista no Congresso Nacional. Outro assunto tratado foi a expectativa de desenvolver e consolidar o PRP em cada um dos Estados, apresentando a sociedade bons candidatos que possam disputar as próximas eleições municipais.

Saí do encontro com ótima impressão do presidente Ovasco Resende, um homem culto, ponderado e integro, focado com muita objetividade ns construção do PRP, em todo Brasil.

Aroldo Medina

Azul



Fiquei muito satisfeito em viajar com a empresa aérea Azul de David Neeleman.

Após uma confusão de horário, neste sábado de manhã, não consegui embarcar em ônibus de Porto Alegre (RS) para Itajaí (SC). Obriguei-me então a optar por fazer o percurso de avião. Fui até o aeroporto Salgado Filho e, depois de peregrinar pelas companhias aéreas do Terminal 1, sai meio contrariado pelo incômodo que teria de ir até o antigo Terminal 2, distante à pé, para continuar a pesquisa de preços e horários.

A Azul me salvou! A empresa venceu na cotação de preços e horários que fiz. Fui de Porto Alegre até Campinas (SP) em uma hora e meia e de lá voltei para Florianópolis em 55 minutos. Os vôos sairam no horário e o serviço de bordo foi bem agradável.

Outro aspecto que apreciei nos dois aviões que utilizei foi o espaço entre as poltronas. "Pernalta" (passageiro de pernas compridas) não me senti espremido no espaço entre minha poltrona e a da frente. Os aviões também não tem a desconfortável "poltrona do meio". O corpo cilindrico interno do avião Embraer 195 possui duas fileiras de poltronas duplas, separadas por um corredor. Um ótimo layout de aeronave para o transporte confortável de passageiros.

Aroldo Medina

quarta-feira, 9 de março de 2011

Uma particularidade de minha personalidade.


Amo livros.

Também gosto de ter a mão papel e caneta, máquina fotográfica, filmadora e computador. São ótimas ferramentas para produzir textos, fotos e vídeos que se transformam em jornais, livros, revistas e documentários.

A origem deste gosto é uma herança de minha mãe e, especialmente do meu pai (de saudosa memória) que me comprava todos os livros que eu pedia para ele.

O segundo impulso nesta relação com as letras veio quando ingressei no Curso de Formação de Oficiais da Brigada Militar e fui convidado, no final de 1986, para ser o editor do jornal dos cadetes.

Aroldo