segunda-feira, 14 de março de 2011

Frustração no embarque - 2ª Parte.



Nota: para melhor compreensão desta matéria, leia postagem anterior intitulada Cidadania de araque.

Acabo de chegar de em casa. Um pouco antes de embarcar na Estação Rodoviária de Florianópolis, fiz uma ligação telefônica para a sala de rádio do 9º BPM, em Porto Alegre. Fui gentilmente atendido pela soldado Sheila, minha aluna em 2009.

Pedi a soldado Sheila solicitar ao fiscal de serviço externo do batalhão, sargento Hamilcar, comparecer na Estação Rodoviária Central de Porto Alegre, por volta da meia noite e, verificar na chegada do ônibus da empresa Santoanjo, carro 15400 que partira de Florianópolis (SC) às 16:30 horas, se haviam dois lugares vagos.

O sargento conversou com o motorista do ônibus Luis Carlos Souza que confirmou sua viagem toda, com dois lugares vazios. O sargento, zeloso, confeccionou o BA (Boletim de Atendimento) nº 9381793.

Embarquei em Florianópolis, às 23:01 horas, no carro 11176 da empresa Santoanjo, placa MBP 7279. Ao chegar em Porto Alegre e desembarcar na Estação Central, às 05:30 horas, conversei com o motorista do ônibus, A. Mendes, 27 anos de profissão como motorista da Santoanjo.

Apresentei-me ao motorista, como major da Brigada Militar. Disse ao educado motorista que conduziu seu veículo de maneira exemplar durante a viagem que gostaria de lhe fazer um questionamento. Prontamente se dispos a esclarecer qualquer dúvida minha. Perguntei quais eram suas orientações com relação a realização de paradas durante o trajeto, considerando que sua linha era direta. A seguir, sua resposta ipsis litteris:

"- Em caso de manifesto de embarque expedido pela empresa; prestação de socorro para qualquer outra empresa de ônibus parado na estrada; pane mecãnica no ônibus; abordagem policial ou acidente". Em seguida acrescentou: "- Pode ainda ocorrer que o passageiro embarcado, manifeste desejo de descer em pontos costumeiros de desembarque". E arrematou: "- Direto é direto".

Depois de suas respostas espontâneas, lhe expliquei o motivo de minha pergunta.

Aroldo Medina

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