sábado, 27 de junho de 2009

Missão Itati 2005


Em maio de 2005 realizamos uma missão em Itati (RS). O prefeito da cidade chamou a Defesa Civil do Estado para investigar o escorregamento de um morro em Arroio do Padre, distrito do referido município. Na ocasião pedimos apoio de professores da UFRGS para nos ajudar a analisar com mais saber científico o fenômeno. Fomos acompanhados pelos professores Luiz Antônio Bressani, engenheiro Mário Ricardo Monteiro Goulart e geóloga Keli Cristiane Corrêa Goulart. O professor de Geotecnia Bressani (Phd) é um dos técnicos expoentes que participaram dos estudos de desenvolvimento da Rota do Sol.

Contamos com o indispensável apoio da FAB que gentilmente nos levou em um de seus conhecidos helicópteros H-1H, muito utilizados na Guerra do Vietnã. A aeronave assegura uma visão extraordinária do solo e permite a realização de fotografias com porta aberta, indispensável em nossa missão. Depois do estudo aéreo fizemos uma incursão por terra e constatamos o escorregamento, recomendando ao prefeito um convênio com a UFGRS para continuar o monitoramento da área e uma vigilância permanente do morro, para proteger a comunidade local, evacuando os moradores do entorno do morro, toda vez que ocorresse chuva com mais de 100 milímetros. Aroldo Medina.

DEFESA CIVIL RS

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Corpo de Oficiais do 9º BPM



Em 2008, tive a honra de servir no 9º BPM, por indicação do legendário coronel Mendes. No 9º Comandei a 3ª Companhia da Unidade. O batalhão, antigamente conhecido como "Pedro e Paulo", tem sob sua responsabilidade cuidar da segurança pública dos gaúchos, na região central de Porto Alegre. Os desafios são diários: combater os ladrões que agem motivados pela impunidade. Não raramente, prendíamos o mesmo sujeito várias vezes. "-Enxugamos gelo"; como costumava dizer o grande comandante da Unidade, na época, ao observar o gaiato de volta as ruas. Era preso de novo, num ciclo vicioso e frustrante. Entre infinitas ocorrências, fechávamos bingos também toda semana, sob a liderança de atuante e intrépido Comando, formado pelo tenente-coronel Bondan, major Freitas (nosso sub-comandante) e do capitão Miguel, comandante do Pelotão de Operações Especiais do batalhão. As máquinas apreendidas se empilhavam nos fundos do ginásio de esportes da Unidade e num salão onde antigamente tínhamos um refeitório fechado no Governo Antônio Britto. Quanto mais máquinas eram apreendidas, duas novas surgiam no seu lugar. E o comandante repetia: "Continuamos enxugando gelo". Tínhamos poucas viaturas funcionando no 9º BPM, em 2008. Eu cuidava de sete bairros de Porto Alegre, com uma viatura e duas motos, em média. Ia em todas as reuniões com a comunidade. Lá ouvia os reclamos procedentes dos cidadãos e cidadãs clamando por mais policiamento. Procurava atender tantos quantos podia, mas certamente, muitos continuavam a mercê dos agentes fora da lei. Cuidava mais das escolas. Eu tinha quase 30 em minha área de responsabilidade territorial. Conseguia atender 10 escolas, razoavelmente, pela limitação de meios humanos e materiais. Assumi a companhia com 75 PMs. Quando deixei o Comando eram 60. Ia regularmente no Julhinho, atendendo aos chamados do professor João e de seus heróicos professores. Cheguei até a colocar um soldado para cuidar do recreio da Escola muitas vezes, tal era o clima de beligerância entre os alunos sem limites. No Instituto de Educação, no Rosário, no entorno da UFRGS (junto ao Parque da Redenção e no Hospital de Clinicas), no Colégio Rio Branco e no Israelita, foram exemplos onde quase diariamente, os valorosos praças da Companhia atuavam na defesa de toda comunidade escolar, alunos, pais e professores. Em nossa ausência, os bandidos agiam. Já faz tempo que aprenderam, os bandidos, a observar a BM e atacar onde ela não está. Infelizmente não podemos estar em todo lugar, nem tão pouco cobrir os lugares em que estamos, em todas as horas. A Brigada faz o que pode, com o que tem. Certamente poderíamos fazer muito mais se tivéssemos uma política de Estado de Segurança Pública permanente. Mas também sofremos, como todo cidadão que clama por mais polícia na rua e mais eficiência dos policiais, quando não conseguimos eleger políticos mais sérios. Continuamos nossa luta, diária, contra o crime, em defesa de todos os brasileiros e de todos aqueles de outras nacionalidades que esperam do Estado, independente de sua bandeira, liberdade e garantia dos direitos individuais, com responsabilidade. Aroldo Medina.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Brigada em Revista



Atendendo missão recebida do Rosa, posto aqui mais uma lembrança que guardo com muito carinho em minha memória. Depois de iniciar minha carreira na BM, estava no 2º ano do CFO (Curso de Formação de Oficiais) quando o recém eleito presidente da Sociedade dos Cadetes da BM, aluno-oficial do 3º ano, Márcio Ailto Barbieri Homem, convidou-me para fazer o jornal desta sociedade de cadetes, em 1987. Junto com meu colega de turma, o cadete José Henrique Gomes Botelho e outros nobres cadetes da BM, fundamos "O Espadim", assim batizado pelo também colega de turma, Evandro José Horn, um líder nato. Neste mesmo ano, depois de decifrarmos a fórmula para fazer um tablóide de oito páginas, impresso em papel jornal, nas cores preto e branco, lançamos o primeiro Espadim, com uma tiragem de 2.000 exemplares. A maternidade do novo veículo de comunicação dos cadetes foi a vizinha CORAG (Companhia Riograndense de Artes Gráficas) que tinha em seus quadros, excelentes gráficos. Seguiram-se outras edições com regularidade bimensal. A experiência na confecção do Espadim levou-nos a edição da Brigada em Revista que sentimos orgulho em oferecer a milhares de pessoas, no mundo todo. Foram 25 mil exemplares, com 80 páginas, impressos à cores, em papel couchê, no formato de 21 por 28 cm, realizados com apoio do Banco Meridional, da SAMRIG, da IPIRANGA, da VARIG e do Montepio MBM, lançados em 21 de abril de 1989. Jerônimo Carlos Santos Braga, Anízio Severo Portilho e Ronei José Silveira de Ávila, coronéis da Brigada Militar, respectivamente, exercendo plenamente as funções de Comandante Geral da BM, Chefe do Estado Maior da BM e Comandante da Academia de Polícia Militar, foram decisivos na realização da revista, assim como colaborou Marcelo Baumbach. Nela, contamos um pouco da história da BM e de nossa própria história na Academia de Polícia Militar. Publicamos artigos, onde colhemos o testemunho de líderes do RS, sobre o trabalho da BM. Entre eles destacamos o escrito pelo doutor Jorge Gerdau Johannpeter, nosso paraninfo e o governador do Estado, na ocasião, Pedro Simon. Também publicamos na revista, desenhos do renomado artista João Baptista Mottini, especialmente contratado para ilustrar a publicação, ao lado do artista uruguaio Ruben Ygua. Escrevemos ainda sobre cada um dos recém formados Aspirantes 1988 da Brigada Militar, seus sonhos, trajetória de vida e ideais. Muitos que ali estão, já não estão mais entre nós. Imolaram-se no cumprimento do dever ou foram precocemente convocados pelo Mundo Espiritual e seus Governantes, para prestarem seus serviços, em outra dimensão de vida. Nós que permanecemos, com a graça de Deus neste plano, nos sentimos no dever moral de honrar sua memória, em defesa da vida e do patrimônio dos brasileiros. Aroldo Medina.