sábado, 25 de julho de 2015

Minha despedida da ativa da Brigada Militar.

Esta semana, tive a grata satisfação de receber das mãos do coronel Alfeu Freitas Moreira, Comandante Geral da BM, em seu gabinete, a medalha Estrela de Reconhecimento da Brigada Militar, em ato formal de minha despedida da ativa da Brigada Militar, dia 20 de julho de 2015..

Tudo o que disser aqui é pouco para agradecer ao Comandante, toda sua atenção e gentileza. É um cavalheiro do mais alto quilate profissional, moral e espiritual. A Brigada está em muito boas mãos.
Em seguida, recebi do dileto amigo e veterano do Curso de Formação de Oficiais, coronel Antonio Osmar, chefe de gabinete do Comandante Geral, uma cópia integral dos meus assentamentos, 564 páginas encadernadas. Uma grande honra! Fiquei muito feliz com a deferência recebida que saberei honrar até meu último dia de vida.
Retribuí à Brigada Militar, dando de presente uma bíblia ao Comandante, para compor o acervo do seu Gabinete, expressando minha mais absoluta gratidão por tudo que vivi na ativa da honrosa Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Sul, em trinta anos de efetivo serviço, defendendo a vida e o patrimônio do valoroso povo gaúcho.

Ainda distribuí a todos os presentes, uma cadernetinha com a oração do sagrado coração de Jesus e um cartão postal com a oração de São Francisco de Assis, como uma lembrança desta cerimônia.
Compartilho este sentimento de felicidade e gratidão à Brigada, com todos.
Deus e o mestre Jesus estejam com todos e, sempre no meio de nós, abençoando, protegendo e iluminando nosso caminho.

Aroldo Medina


                                              O diploma:


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Os coronéis da BM e os seus salários.

Zero Hora publica na sua edição de 17/07, página 10, uma reportagem sobre o salário dos coronéis da Brigada Militar, destacando que 96% deste efetivo de 497 oficiais, usufrui de aposentadoria.

Todos esses coronéis prestaram um concurso público e, ingressaram na BM como praças ou mesmo como alunos oficiais, numa carreira de Estado, almejando serem promovidos, após prestarem novos concursos públicos ou se submetendo a seleção (médica, física, psicológica e intelectual) para fazerem cursos de progressão. Todos nós quando abraçamos uma profissão, aspiramos legítima progressão na carreira escolhida. Olhem a celeuma estabelecida no plano de carreira dos professores do nosso Estado.

A Brigada não esta fora de nenhum contexto mundial de plano de carreira militar ou mesmo jurídica, como propugna atualmente, com valorização salarial compatível a de outros Estados da Federação. Ademais o salário dos coronéis no final da sua carreira é menor do que o inicial de outras carreiras de Estado, de nível superior, principalmente, as jurídicas.

Nenhum coronel surge do nada. Os coronéis de hoje tiveram anos de dedicação como cadete, aspirante, tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel. E, nessa trajetória sofreram reveses no enfrentamento de bandidos, situações de emergência e calamidades. Quando as pessoas no geral se afastam dos perigos, os policiais, militares e bombeiros, se aproximam deles.

Todos esses coronéis assumiram compromissos expressivos na administração dos recursos humanos, materiais e financeiros que lhes foram afetos, permanecendo ao alcance de apontamentos do Tribunal de Contas do Estado, mesmo na reserva, sofrendo a imposição do pagamento de multas e outros ressarcimentos. E, ainda permanecem sujeitos a perda do posto mesmo na reserva, em caso de condenação superior a dois anos e, podem ser reconvocados em casos extremos para defesa do povo e da pátria, ônus inerente ao seu caráter militar.

Ao final da carreira muitos estão doentes. Aliás a doença na aposentadoria, acompanha a maioria dos aposentados da Brigada, sejam oficiais ou praças que sacrificam a saúde e, não raras vezes, a própria vida, na defesa da vida e do patrimônio das pessoas.

Hipertensão, diabetes, infarto, câncer, úlceras, enfisema pulmonar, cirroses, problemas de coluna, depressão aguda, trombose, acidente vascular cerebral, envelhecimento precoce inerente a função de polícia, além de outras doenças, inclusive mentais, são espectros reais que perseguem os aposentados da segurança pública, indefectivelmente, mais do que em qualquer outra categoria de trabalhadores. Ser policial de qualquer nível é como exercer o trabalho de um minerador de carvão, em cima da terra, sob pressão permanente, o tempo todo.

E, como nas outras carreiras de Estado, além do Poder Executivo que também poderiam ser alvo do nosso questionamento salarial, é justo lembrar que todos esses servidores públicos de gestão de alta complexidade e responsabilidades, pagam impostos (de Renda e Previdenciário), descontados diretamente na fonte que leva sempre, sem nenhuma sonegação, 40% de todo o montante salarial apontado.

Aroldo Medina
Tenente-Coronel da Reserva da BM

(31 anos de serviço militar, em tratamento para o diabetes há 4 anos, com pólipos extirpados do intestino, com nódulo na tireoide e, trombose no braço esquerdo, recuperada há três anos, após intenso tratamento médico e espiritual. Doenças diagnosticadas como resultantes de stress continuado intenso, no exercício da profissão policial militar).

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Álbum Jornalístico dos 100 anos da Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Sul.

A Academia de Polícia Militar do Estado do RS, célula mater de formação dos oficiais da Brigada Militar, estará completando 100 anos no ano que vem, dia 01 de março. Esta data não pode passar sem o devido registro para a posteridade.
Inspirado nas comemorações do centenário do Colégio Militar de Porto Alegre que completou 100 anos de existência no ano de 2012, procurei o atual comandante da nossa Academia de Polícia Militar, tenente-coronel Vitor Hugo Cordeiro Konarzewski e, me prontifiquei em organizar uma obra que dignifique o centenário de nossa tradicional faculdade de formação de oficiais de Polícia Militar.
Assim, dou início aos trabalhos de organização e edição do "Álbum Jornalístico dos 100 anos da Academia de Polícia Militar do RS", a ser produzido na forma de um livro, com 23 cm de largura por 32 cm de altura, capa dura, miolo em papel couchê fosco, com 120 gramas, impressão em quatro cores e tiragem de 3.000 (três mil exemplares), com 224 páginas internas. Trabalharei com afinco para que a obra seja lançada em 01 de março de 2016.
Todos que desejarem colaborar com a edição deste álbum histórico são muito bem vindos. E, desde já convido aqueles que possuírem relíquias, fotografias, textos e, objetos relevantes relacionados a história da APM, por favor enviem e-mail para: apmrs100anos@gmail.com ou solicitem contato comigo (aroldomedina@gmail.com) que vou até o colaborador coletar o material de pesquisa.
A 1º sargento Magali Terezinha Lima Rodrigues, secretária na biblioteca de nossa Academia há 16 anos, também esta credenciada a receber o material dos colaboradores. O telefone da biblioteca da APM é (51) 3288-4113.

Aroldo Medina
Tenente-Coronel da Reserva da BM

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Melhores salários mobilizam milhares de policiais no Rio Grande do Sul.

Em 30 anos de PM não vi tantos policiais na rua como nesta ocasião. 12 mil servidores públicos da área de segurança pública do Estado do RS, pertencentes a Brigada Militar, Polícia Civil, Superintendência dos Serviços Penitenciários e Instituto Geral de Perícias se reuniram no Centro de Porto Alegre e, caminharam até a frente do Palácio Piratini, sede do governo estadual, para garantir o pagamento de salários dignos da categoria.

Aroldo Medina





quarta-feira, 1 de julho de 2015

Medalha Estrela de Reconhecimento. Decreto Estadual nº 52445 do RS.

Capa do Diário Oficial do Estado do RS, Porto Alegre, quarta-feira, 1º de julho de 2015, edição nº 123, publica o decreto estadual nº 52.445 de 30 de junho de 2015.

O ato assinado pelo governador José Ivo Sartori agracia-me com a medalha Estrela de Reconhecimento da Brigada Militar.
Agradeço ao coronel Alfeu Freitas Moreira, Comandante Geral da BM, a honraria que multiplica mil vezes meu compromisso moral e institucional com a Sociedade Gaúcha, a Brigada Militar, minha família e meus amigos em todas as redes e rincões.
Uno as mãos e dobro meus joelhos ao Pai de todos nós, agradecendo a Ele, ao mestre Jesus e a toda sua Corte Celestial, esta benção que não me envaidece, mas que trazendo o reconhecimento de uma instituição quase bi-centenária, nos motiva acreditar no bem realizado e no dever cumprido, em mais de 30 anos de serviço público.

Aroldo Medina