quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Nilva Medina, 81 primaveras.

A pessoa mais importante da minha vida, completa, hoje, 81 primaveras.
Todos os dias de tarde, faça chuva ou faça sol, 15 horas, pego minha mãe no colo, tiro ela da sua cama hospitalar, aqui em casa, coloco a mocinha na sua cadeira de rodas e, vamos tomar nosso mate.
A conversa corre solta. Dia destes ela me perguntou, quem tinha surgido primeiro no mundo. Teria sido o homem ou a mulher? Divaguei sobre a teoria criacionista e a evolucionista. Atentamente, ela acompanhou as explicações e, no final, arrematou: "- Aroldo! Boa explanação, mas ainda continuo em dúvida. Tu não me respondeu quem surgiu primeiro." Então tá!
Ontem, apreciando junto com o chimarrão, uma guloseima apetitosa chamada pipoca, herdada dos índios, segundo o coronel Hélio Moro Mariante, resolvi provocar a mãe. Eu disse: "- Sabe que tem umas pessoas pelo mundo que chegam, a vender a mãe, para fazer um bom negócio?" Ela me olhou intrigada, franziu a testa e, sem titubear, disparou: "- Tá pensando em me vender?" Mais rápido ainda, respondi: "- Claro que não. Não venderia nem por um bilhão de dólares". Ela sorriu, estendeu a mão e, se inclinou aproximando o rosto, para me dar um beijo, bem faceira.
Compartilho com todos, a felicidade de festejar as 81 primaveras de minha mãe, Nilva De Wallau Medina, imaginando que todos os filhos gratos devem sentir o mesmo pelas suas. E, felicito ainda, todas as mães, atuais e futuras, reverenciando também as que já partiram para a próxima dimensão de vida, pela dádiva de trazerem a este mundo, todos nós, fazendo-nos seres humanos melhores, através do amor que plantam em nossos corações.
Por fim aduzo, pelo que acabei de escrever, que quem chegou primeiro por aqui, foram mesmo as mulheres.
Fraterno abraço! Deus e o mestre Jesus, estejam sempre entre nós, abençoando, iluminando e protegendo.
Aroldo Medina

sábado, 19 de novembro de 2016

Cavalaria da Brigada Militar contra manifestantes.

A Brigada Militar não deve usar a cavalaria contra manifestantes contrários ao pacote de medidas do governo José Ivo Sartori, a ser anunciado na próxima semana, como antecipam assessores do Governo do Estado, dentro do Piratini, de acordo com a matéria publicada em Zero Hora, ontem.
A assessoria que proclama ação da cavalaria brigadiana e coloca sua estratégia de repressão anunciada, no casco dos cavalos, semeia ventos, para colher tempestades. Os comandantes de tropas da Brigada, não podem embarcar nessa canoa furada.
Felizmente, temos uma imprensa livre, atenta na cobertura de fatos governamentais de grande impacto social e pode publicar, sem censura, cenários de conflitos em gestação que podem ser evitados.

Aroldo Medina

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

SUSEPE deixa de transportar presos no RS.

Fui atacado por dois bandidos que tentaram roubar meu carro, numa sinaleira de Novo Hamburgo, em abril do corrente ano. Armado, reagi e prendi um dos criminosos.

A primeira e a segunda audiência no Foro de NH, para tratar do caso, foram frustradas pela ausência do réu que deixou de ser transportado pela SUSEPE (Superintendência dos Serviços Penitenciários) do RS.

Na primeira vez fui informado que o réu não estava presente porque a SUSEPE, não teve efetivo para levar o preso até a presença do juiz. Na segunda audiência, esta semana, porque os agentes penitenciários protestavam contra o parcelamento dos seus salários. O Governo do RS paga o salário mensal de todo funcionalismo gaúcho do Poder Executivo, em várias parcelas, há nove meses.

O Estado claudicante coloca em risco permanente a vida de todos seus cidadãos, ao não priorizar o funcionamento do sistema de segurança pública e judicial.

A ausência do réu na audiência do seu julgamento, pelos motivos expostos, o beneficia, facilitando sua soltura e impunidade.

Aroldo Medina

Leia mais em: Notícia sobre o transporte de réus presos.



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Super herói na contra mão.

Enquanto algumas crianças incorporam super heróis no seu imaginário saudável, juvenil e idealista, querendo salvar o mundo de vilões e bandidos, espelhando-se em heróis da ficção ou mesmo inspirando-se no próprio pai e, até mesmo em policiais e bombeiros, outras crianças estão abandonadas a própria sorte.
Ontem o gerente de um banco contou-me que haviam roubado seu carro em Porto Alegre, no último final de semana, por volta das 17:00 horas, quando chegava em sua casa.
Meu amigo voltava do supermercado. Parou o carro, desceu, deu uma olhada nos arredores, por precaução. Viu apenas um casal com uma criança, nas proximidades. Então abriu o porta-malas e, pegou as sacolas do mercado. Numa fração de segundos, viu um moço de vinte e poucos anos avançar correndo, na sua direção.
Com uma pistola na mão, o bandido aos gritos de "- Não te mexe ou eu te mato", rendeu o gerente e foi logo enfiando a mão nos seus bolsos, pegando a chave do veículo, carteira, celular, diante do congelamento da vítima, com as sacolas na mão.
Vieram a mulher e a criança e entraram no carro, sem cerimônia. O criminoso passou então a fazer uma busca pessoal na vítima, tipo "revista policial", apalpando-lhe ao redor da cintura e nos tornozelos, perguntando se o gerente "NÃO ERA POLICIAL". Se fosse, estaria morto a essas horas.
Satisfeito com o resultado, o bandido entrou no automóvel e saiu "cantando pneu", sob o olhar atônito do gerente que gravava em retina, a fuga de um casal jovem, com uma criança que jamais vai conhecer o sentido de brincar de super herói.
Aroldo Medina