quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Academia de História Militar Terrestre do Brasil - RS





Colégio Militar de Porto Alegre. Posse do novo acadêmico, coronel de cavalaria Antônio Augusto Souza, comandante do CMPA, na Academia de História Militar Terrestre do Brasil, fundada e presidida pelo coronel Claudio Moreira Bento.

No mesmo ato, também foi empossado o carismático General de Brigada, Luiz Carlos Rodrigues Padilha.

Nas fotos que ilustram a postagem, ao meu lado o coronel Bento e os coronéis Sérgio Sparta, presidente do PRP/RS e, Leonardo Caminha, presidente da AHIMTB, seção Rio Grande do Sul.

Aroldo Medina

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Entrando no Concurso Martini...


...Internacional! Mas continuo torcendo para o Grêmio.

E é sempre bom lembrar: o consumo de bebida destilada ou fermentada exige sempre moderação de seus apreciadores.

Portanto, se beber, beba com responsabilidade.

Ver o Concurso e participar da votação

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Boi na Sombra 1 e 2 - Informe Especial ZH


Foi com muita surpresa que li os textos intitulados Boi na Sombra 1 e 2, hoje no Informe Especial de Zero Hora.

Leitor assíduo do Jornal ZH e confiante na maturidade do jornal para receber críticas, confesso que esta matéria feriu meu brio como oficial da BM. Sou um homem dedicado a minha profissão. Meus pais despertaram-me a vocação, ainda menino. Optei pela carreira militar aos 15 anos quando começei a fazer os concursos de admissão. Em função da grande concorrência só consegui ingressar na carreira, aos 19 anos através do serviço militar, ao ser admitido em 1983, como soldado da Força Aérea Brasileira, em Canoas, de onde saí para entrar na BM, depois de ser aprovado em vestibular da PUC-RS, em 1985, aspirando chegar ao último posto da carreira.

Não vejo os coronéis da reserva da BM como "bois na sombra". Achei essa metáfora desrespeitosa. Não conheço todos os 431 coronéis na reserva, mas a grande maioria que conheço, sei que se tratam de homens dignos de sua aposentadoria.

Atrevo-me até a imaginar que o texto do Informe Especial de hoje deve ter consternado a família do tenente-coronel da reserva da BM Danilo Rozo morto, recentemente, pela bala de um facínora, em nossa capital, ao impedir assalto a uma senhora. Não seria digno aludirmos que foi abatido como um animal, comparando o prócer brigadiano com um "boi que estava na sombra". Definitivamente, não estava em nenhuma sombra.

Outro exemplo de oficial da BM dedicado ao povo do RS foi o coronel Hélio Moro Mariante (1915-2005), com extensa produção já na reserva, reconhecido como par de historiadores de renome de nosso Estado e do Brasil. Certamente, outro que não era um "Boi na Sombra". E assim tantos outros que poderia continuar enumerando cansativamente para o leitor deste espaço.

Imagino que outros oficiais já devem ter se manifestado escrevendo ao jornalista Tulio Milman, expressando posições talvez até mais apaixonadas. O Tulio deve perdoar aqueles que, eventualmente, possam ter se excedido no verbo. Porém, um jornalista do seu gabarito deve sublimar eventuais manifestações mais acaloradas, compreendendo com seu profissionalismo que a dimensão de suas palavras pode afetar até os homens mais treinados para suportar grandes pressões.

E ainda é sempre bom lembrar que qualquer trabalhador que receba formalmente R$ 15 mil reais brutos no final do mês, não vê a cor desse dinheiro na integra, pois, paga 27,5% de Imposto de Renda, mais 14% de contribuição previdenciária, percentuais que juntos chegam a 41,5% que somados a outras indefectíveis contribuições de previdência e saúde complementar privada chegam a 45%, ou seja, o valor real recebido é de R$ 8 mil e setecentos reais, sem descontar empréstimos bancários. Convenhamos, não são os coronéis da BM responsáveis pela falta de dinheiro do Estado para investimentos prioritários em saúde, educação e segurança da população.

E já que estamos todos preocupados com dinheiro público arrecadado com impostos também pagos pelos oficiais e praças da BM, não é demais registrar estimativa de recente estudo divulgado pela FIESP de que aproximadamente R$ 50 bilhões de reais são desviados em esquemas de corrupção no Brasil, anualmente. Esse dinheiro roubado do povo por figurões da política, pagaria o salário de três milhões trezentos e trinta e três mil coronéis.

Por fim, crendo que a motivação da abordagem não tenha sido algo pontual, gostaria de propor ao Informe Especial pauta semelhante, traçando um paralelo com as demais carreiras de Estado, de nível superior em final de carreira, em todos os Poderes, possibilitando ao leitor, uma análise mais contextualizada desse paralelo entre funcionários públicos ativos e inativos.

Major AROLDO MEDINA
Oficial da ativa da BM