quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Irmã Isaura: mensagem para Santa Maria.

Recebi, em meu celular, instantes atrás, uma ligação de Brasília (DF). Do outro lado da linha um moço perguntou: "- Major Medina?" Sim. "- A irmã Isaura quer falar com o senhor. Vou passar o telefone para ela."

Irmã Isaura falou. Pediu que agradecesse a minha filha Natália pelas bolsas de viagem que compramos e demos de presente a ela quando esteve em Porto Alegre, em 24 de outubro do ano passado. Em seguida, disse que o assunto principal de sua ligação era a tragédia ocorrida com os jovens, em Santa Maria. Leu a Zero Hora no Aeroporto Internacional de Brasília, onde esta.

Transcrevo a seguir, palavras da irmã Isaura:

"Deus falou comigo. Os jovens que morreram em Santa Maria estão amparados. Eles têm o perdão de Deus, das faltas que cometeram pela pouca idade que tinham. Eles serão ressuscitados na primeira ressurreição do Senhor. As famílias das vítimas podem se consolar. Ter a esperança e a fé de que seus filhos já não são mais desse plano terreno, mas do Mundo de Deus".

Isaura Lima Lopes é conhecida dos gaúchos. Esteve entre nós na segunda quinzena do mês de outubro do ano passado, morando, por vinte dias, no Aeroporto Internacional Salgado Filho. A missionária foi destaque no jornal Zero Hora, jornal do Almoço e Clic RBS pelo seu trabalho de evangelização nos aeroportos do Brasil, há mais de vinte anos.

Ao final da ligação agradeci a Allain Borgma, funcionário da farmácia Aerofarma (61 3365-2205), 37 anos, cuja mãe é natural de Santa Rosa (RS) pela gentileza de ser o interlocutor entre eu e a irmã Isaura que não ouve.

Depois de falar comigo devolveu o celular ao Allain (61 8179-7090) que transmitiu a dona Isaura minhas palavras, embargadas de emoção.

Aroldo Medina

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O ícone do Google

Ao abrir o Google, vi agora: "Estamos em luto com todo Brasil".

O Google tem personalidade e sensibilidade.

Aroldo

Capa e contra capa de jornais tradicionais do RS, hoje.







O jornal ZERO HORA dedica quase toda sua edição, a cobertura da tragédia. São 47 páginas de uma edição com 55. É o maior documentário jornalistico impresso no Brasil, no dia de hoje, sobre o caso.

Aroldo Medina





Boate Kiss: nota oficial.

Assistindo o Tele-domingo da RBS TV, vi menção a este "comunicado oficial" da boate Kiss, publicada no Facebook. Fui lá para ver se havia ouvido direito na reportagem, um trecho que feriu meu juízo de valores: "- Informamos ainda que nosso quadro de funcionário possuem a mais alta qualificação técnica e estevam devidamente treinados e preparados para qualquer situação de contingência".

Tirando os erros grosseiros de ortografia e concordância que são minúsculos diante da tragédia, soa como zombaria vir a público para dizer que seus funcionários (leia-se seguranças) possuíam a mais alta qualificação técnica e estavam devidamente treinados e preparados para qualquer situação de contingência (grifo meu).

Em respeito a memória das 233 vítimas e solidariedade absoluta aos seus familiares e amigos devemos repudiar, com veemência, esta infeliz manifestação.

Não só não estavam preparados, como também cumpriram ordem de algum imbecil para trancar a passagem dos jovens e ainda organizaram um corredor da morte, ao exigir que pagassem a conta anotada em suas comandas. E pagaram, com a própria vida.

Aroldo Medina

Fonte da nota oficial da Boate Kiss

domingo, 27 de janeiro de 2013

Incêndio Boate Kiss em Santa Maria.


O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada deste domingo, causa perplexidade na nação brasileira e repercute mundialmente pela tragédia da morte de mais de duzentas pessoas, a maioria jovens universitários que morreram intoxicados pela fumaça, sem queimaduras no corpo.

Tão chocante quanto o número de mortos é a informação de vítimas que sobreviveram a tragédia, de que as portas da boate não foram abertas, imediatamente, porque os seguranças do lugar, seguraram a multidão de jovens que corriam, para "NÃO SAÍREM SEM PAGAR". Estes segundos de hesitação, antes da fumaça saturar o ambiente todo, custaram centenas de vidas de moços e moças que tão somente corriam para salvar suas próprias vidas.

Maldito dinheiro pelo qual as pessoas morrem nas situações mais absurdas nesse mundo dominado pelo capital e a estética. Valemos pelo que temos ou pelo que devemos e não pelo que somos.

É difícil ser bombeiro nesta hora, porque sempre pensamos que podíamos ter salvado mais vidas. Minha continência comovida aos mortos que partem para outra dimensão de vida. Minha modesta e humilde, porém absoluta solidariedade aos familiares das vítimas.

Desencarnes coletivos podem servir para sermos mais humanos, mais unidos e ligados aos valores de Deus que é o nosso maior refúgio espiritual, nesta hora difícil.

Major Aroldo Medina
2º Comando Regional de Bombeiros

Fumaça e escuridão são fatores preponderantes no interior de um prédio atingido por incêndio.