sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os 300 de Sparta.


O círculo de amigos de Sérgio Sparta, também conhecido como os 300 de Sparta, se reuniu ontem, em Porto Alegre. O salão principal do clube que sediou o encontro no Jardim Botânico estava repleto de pessoas engajadas na campanha do gaúcho das missões.

O clima era de confiança no candidato a vereador do PRP. Muitos afirmando que as chances do coronel se eleger são muito boas, em função das inúmeras manifestações de apoio que tem recebido. É a quarta vez que Sparta concorre. Sua persistência e aptidão para a função parlamentar foi destacada por vários oradores, no jantar de confraternização realizado a partir das 20 horas, desta sexta-feira.

Dia 07 de outubro próximo é uma excelente opção de voto de todo eleitor que almeja mudanças no caráter da política brasileira. Suas posições políticas, propostas e principais idéias podem ser conferidas em blogdosparta

Aroldo Medina

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Google: feliz aniversáriooo ! ! !



Felicito os criadores, gestores, mantenedores e usuários do Google, na passagem do seu aniversário de 14 anos. Nem debutou ainda, mas desde que nasceu faz um sucesso danado!

Desejo vida longa e progresso continuo. O Google revoluciona a Internet, permanentemente, com sua alta tecnologia e atualização permanente. Creio que se trata da maior ferramenta de comunicação digital do Planeta Terra.

Aproveito para sugerir que permita aos usuários de seus serviços e programas poder optar pela uso de versões mais antigas de seus programas. Exemplifico. Acostumei a utilizar uma versão do BLOGGER para fazer a gestão e edição de minhas postagens.

Quando o programa é atualizado, exige que a nova versão seja analisada em toda a sua nova ferramenta de edição. Sei que o objetivo é facilitar a vida do usuário do Google, mas isso nem sempre acontece quando já estamos acostumados a usar a versão mais antiga.

Grande abraço e votos de vida com muita saúde, paz e prosperidade.

Aroldo Medina

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Absolvido no Julhinho e metralhado na PUC.

Comecei o dia hoje, às sete da manhã, distribuindo santinhos na porta do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, um ícone da história de Porto Alegre e da educação no Estado do RS. Garoava e o frio tilintava nas costelas do gaúcho.

Os estudantes de nível médio foram chegando em grupos. Recebi tantos quanto pude com um entusiasmado bom dia, acompanhado de um sorriso e lhes estendendo a mão direita segurando um panfleto dizendo: "- Nosso candidato a vereador em Porto Alegre".

A expressiva maioria dos estudantes apanhava o santinho e prosseguia na sua jornada em busca do conhecimento. Enchi várias mãos de lotes de pequenos panfletos que se diluiam rapidamente naquele mar de juventude. Calculo que foram quase mil (dois santinhos por pessoa). Sai feliz com a gentileza dos estudantes. Prossegui minha caminhada fazendo mais algumas visitas. Voltei para casa. Almocei e me dirigi ao quartel. A tarde passou rápido. Dei aula de Direitos Humanos a uma das novas turmas de alunos soldados em formação na Brigada Militar.

Início da noite, retornei ao meu lar. Lanchei e me dirigi até a PUC-RS, em Porto Alegre, para distribuir mais santinhos. Cheguei na conceituada universidade, às 20 horas. Posicionei-me junto ao portão de saída, do lado de fora e comecei nova atividade de campanha eleitoral.

Não demorou muito para perceber que eu não era bem vindo ali. O senhor Fonseca, segurança da prócer universidade veio em minha direção e seco, mandou eu me afastar: " - Mais prá lá! Mais pra lá". Enxotado, tomei mais distância, refugiando-me atrás de uma floreira.

A segunda rajada veio de dezenas de estudantes. Cumprimentei todos alunos da mesma maneira que saudei cordialmente os estudantes do Julhinho, porém os estudantes desviavam de mim. Baixavam a cabeça. Olhavam para o lado. Não correspondiam ao cumprimento. Apreçavam ainda mais o passo, como se eu estivesse fedendo ou pestilento.

A rejeição ostensiva de alguns levou-me a reagir desejando então boa sorte com o seu candidato. Inúmeros ficaram ainda mais carrancudos com esta postura e praguejavam respostas inaudíveis. Teimoso prossegui remando contra a maré. Tomei um caldo. Respirava quando alguns estudantes, apanhavam o santinho e sorriam de volta agradecendo. Teve um jovem que até tirou o fone de ouvido para ouvir o que lhe era dito. Lembrei, instantaneamente, do "bom samaritano".

Voltei meio tonto para casa. Meu corpo parecia que tinha levado uma surra. Sentia-me exausto. Estranhei a sensação. Não tinha apanhado. Ou será que tinha?

Só mais tarde, repassando o "filme da PUC", me dei conta da "carga espiritual" que recebi dos estudantes de nível universitário que franziam a testa, torciam a boca, apertavam os lábios, baixavam a cabeça, cruzavam os braços, botavam a mão no bolso, olhavam para o lado, apressavam o passo ou simplesmente me ignoravam na hora em que, depois de cumprimentá-los, pedir licença, anunciava: " - Um candidato para sua avaliação, senhor... senhora ou senhorita". Todos os estudantes com este comportamento, sequer olharam quem era o candidato no santinho.

O caminho de casa foi longo. Inevitável formular a hipótese de que não basta só educação de nível superior para corrigir tudo que achamos errado na política do Brasil. Temos ainda um longo caminho a percorrer até este dia. Creio até que algumas gerações nos separam desta redenção plena com uma democracia madura.

Aroldo Medina

Estimativas: distribuí santinhos no Julhinho e na PUC por cerca de uma hora e trinta minutos, em cada local. Estimo que nos referidos estabelecimentos de ensino abordei, aproximadamente, 500 estudantes. Julhinho: aceitação = 80 %; rejeição 20%. PUC: aceitação: 25%; rejeição: 75%.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O significado de ser gaúcho no Conversas Cruzadas.


O significado de ser gaúcho foi colocado em cheque, hoje, pelos debatedores presentes no programa Conversas Cruzadas da TV Com. Dois representantes foram leais aos conceitos das tradições gaúchas cultuadas pelo povo riograndense nos dias de hoje e, os outros dois, naturalmente, fizeram forte oposição ao significado de ser gaúcho que chega até nós, na atualidade.

Sem querer entrar no mérito de quem esta certo e quem pode estar errado, quero registrar meu ponto de vista sobre a polêmica que se estabeleceu no programa sobre o significado de ser gaúcho. Antes, porém, cabe lembrar de filósofos gregos. Segundo Platão, Sócrates passava horas respondendo com perguntas e perguntando com respostas.

Assim sendo, vamos as questões. A quem interessa e qual a razão prática para desconstruirmos a figura do gaúcho emprestando significado pejorativo a esta palavra? E, se constatarmos que de fato no passado a palavra designava uma espécie de pessoa desgarrada? Que mal existe se hoje a tradição e a cultura vigente construiu um novo conceito sobre o ser gaúcho, associando esta palavra a uma pessoa de alma nobre, como por exemplo, os músicos descrevem o gaúcho em suas canções?

Se desconstruirmos o gaúcho de hoje, o que vamos colocar no lugar do significado que o mito criou como paradigma de nossa cultura atual, ligada a conceitos e valores que dignificam nosso movimento tradicionalista? Avacalhar com a figura do gaúcho me parece tão racional quanto parar o carro na beira da BR-116, em Porto Alegre, junto ao Laçador e mijar, bêbado, nos pés da estátua.

Vivemos numa sociedade carente de bons exemplos. Estamos fartos de vilões ganhando manchetes roubando dinheiro público ou matando pessoas como insetos. Creio que todos nós vamos para a avenida, no 20 de Setembro, para sonhar um pouco. Esquecer os problemas que nos atormentam diariamente e imaginar que aqueles homens a cavalo que desfilam pilchados com elegância, ao lado de suas belas mulheres e filhos pequenos, transmitindo força e segurança, podem ser, com simplicidade, nossos heróis de verdade.

Aroldo Medina

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Miguel Rodrigues Pacheco


Chove torrencialmente em Canoas, nas últimas horas. Estou no abrigo da minha casa. O mau tempo me fez lembrar de Miguel Rodrigues Pacheco, 45 anos, natural de Vacaria, morador de rua.

Conheci ele ontem, no domingo. Ele esta vivendo há cinco meses, embaixo do viaduto do TRENSURB, em frente ao Shopping Canoas.

Ao visitá-lo, ontem, levei duas cadeiras de praia e um cobertor de presente. Recebeu-me com um sorriso. Perguntei se queria duas cadeiras de praia. O Miguel respondeu: "- Eu não vou na praia. Mas aceito as cadeiras". Sorri diante da inusitada resposta.


Conversando com ele fiquei sabendo também que os guardas municipais lhe tratam bem, os seguranças do Shopping costumam lhe dar chocolate e a patrulha da Brigada que passa por ali, seguidamente, lhe dá "batatinhas e refrigerante". Esta última informação me deixou bem feliz, com o espírito humanitário dos brigadianos!

O Miguel foi morar na rua depois que perdeu sua família num acidente de trânsito, em 1991. Sua esposa e o filho pequeno morreram no acidente.

Mora ali, embaixo do viaduto, porque se sente seguro naquele lugar. Tem medo de ser espancado em lugares que para nós poderiam parecer mais seguros. Certa vez, morando num casebre, acordou com o corpo ardendo. Vândalos haviam ateado fogo na moradia. É agradecido à Deus, por ter sobrevivido.

Dorme na madrugada. O seu teto vibra muito durante o dia. O trem passa sobre sua cabeça fazendo um grande barulho. Queixou-se que sua vassoura quebrou. Costuma varrer a rua no seu entorno.

Vendo-me tomar nota do que dizia, falou: "- Estudei até a oitava série. Mas tô longe de escrever com a categoria e rapidez que o senhor vai anotando ai o que eu estou dizendo". Sorri. Está desempregado. Já trabalhou na Tedesco Embalagens, no bairro Rio Branco, em Canoas e, depois na Paviolli.


Gosta de observar os passarinhos voando. "Sinto saudade de quando era mais moço quando vejo um sabiá passar na minha frente, cantando. Nessa hora me dá uma vontade de pegar uma enxada e sair virando a terra, capinando. Preparando o terreno para plantar". Diz, mirando o infinito.

Seu sonho, garante que ainda vai realizar, é ter um pedaço de terra lá para os lados de São Gabriel, (RS) onde tem esperança de plantar e colher.

Aroldo Medina

P.S. Ao voltar do trabalho para casa, hoje, por volta das 19 horas, usei o Trensurb de São Leopoldo até Canoas. O trem fez o percurso num tempo bem maior do que normalmente faz, com seus vagões lotados. As estações estavam apinhadas de gente nervosa. Muitos, incontinentes, bradavam contra as consequências indefectíveis do caudaloso temporal que será manchete nos jornais gaúchos de amanhã.