sábado, 31 de março de 2012

Presentes de aniversário.


Não canso de repetir uma frase que li em certo lugar: "Ditoso o homem que encontrou um amigo fiel, pois, um amigo verdadeiro é uma forte proteção". A máxima se aplica a Darlan da Silva Adriano, expoente oficial da Brigada Militar, meu amigo e colega de turma, o primeiro dos Aspirantes de 1988 a ser, merecidamente, promovido ao posto de tenente-coronel. É de longa data que estimo muito o Darlan, desde o tempo do CFO (Curso de Formação de Oficiais), quando o conheci.


Visitou-me no meu aniversário e deu-me de presente um livro. É o presente que mais gosto de ganhar, em qualquer ocasião.

Recebi das mãos do Darlan, "O Médico Jesus", editora Intelitera (Ed. 2010) de José Carlos De Lucca, juiz de direito em São Paulo que nos brinda com uma bela obra sobre como Jesus pode curar com seus ensinamentos, tudo o que aflige a alma e o corpo dos homens. 10!

Deus me abençoou neste aniversário! Muitos me cumprimentaram, por diferentes meios de comunicação, nesta nobre data, na vida de todos nós. Via "Direto" da Brigada e do Facebook foram dezenas de pessoas. Todos muito gentis e generosos nas palavras ungidas de ótimas energias. Retribuo a todos, sensibilizado, os bons sentimentos recebidos, desejos de saúde e paz.


Também agradeço a Rolthiem Mello, namorado da minha filha. Foi muito perspicaz o moço, enviando-me pela Natália, uma coleção de DVDs que gostei muito mesmo do tema escolhido, "Patrimônios da Humanidade", onde se lê na contra-capa da caixa: "Viaje pelo Mundo e conheça em detalhes, as maravilhas criadas pelas maiores civilizações do passado". O jovem já figura entre os amigos que conhecem o que aprecio nesta vida.

Um grande abraço a todos,

Aroldo Medina

Aniversário: 48 anos de vida.


Eu, com um ano de idade, em 1965, bem feliz da vida, como toda criança nessa idade.

Entre as histórias interessantes da minha infância, lembro da minha mãe contando que fui "escoltado" para o hospital de Santana do Livramento (RS), horas antes do meu nascimento.

Era madrugada de 31 de março de 1964, fronteira de Livramento (Brasil) com Rivera (Uruguai). Minha mãe sentiu que eu estava chegando. Meu pai estava na estrada, viajando de São Gabriel para Livramento. Papai encontrou uma barreira do Exército, no meio do caminho. Não passou porque tinha um jipe. O jipe foi classificado como "carro de combate" e meu pai teve que voltar para São Gabriel, a fim de arrumar outra "condução".

Enquanto isso, em Livramento, minha vó materna, Natália, pedia socorro nos vizinhos e não obtendo ajuda, pois, estavam todos trancados dentro de casa, com medo da revolução, passou a correr pela avenida Centenário, tentando arrumar um carro para levarem minha mãe até o hospital.

Lá pelas tantas, avistou um brigadiano, como são conhecidos os policiais militares gaúchos. "Voou" até ele e pediu sua ajuda. Prontamente o policial atacou um "auto de praça" que ia passando e determinou ao motorista que aguardasse, pois, iria levar uma moça grávida até o hospital. Minha mãe estava com 28 anos, na ocasião.

Algumas horas depois, o parto foi normal. O doutor Adolfo Del Rio, minutos antes da minha mãe dar à luz, disse para ela: "Calma! Daqui há pouco, "nós três" vamos tomar o chá das quatro, juntos". Pontualmente, sai da barriga da minha mãe, às 16 horas da tarde. Só não me lembro de ter tomado esse chá.

A primeira visita que recebi no hospital foi do meu pai, acompanhado do seu supervisor de vendas, da empresa Gessy Lever.


Depois de completar um ano de idade, saímos de Livramento e fomos morar em Pelotas (RS), onde comemorei com grande festa, meus 2 anos de idade. Todos meus amigos compareceram. As fotos guardam as lembranças desta época.

Meu primeiro grande presente nesta vida, recebi de Deus, ao lado de toda sua Corte Celestial. Pais muito presentes que sempre me deram muita atenção, amor e carinho, educação e estudo.

Compartilho com todos meus amigos e visitantes desse espaço no mundo virtual, os melhores sentimentos e boas energias espirituais, ao lado do meu sincero agradecimento a todos, pelos votos de felicitações, saúde e paz que já tive a graça de receber hoje. Deus abençoe a todos meus familiares, amigos e amigas que me saúdam nesta data querida.

Um grande abraço e beijo a todos,

Aroldo.


Meus pais (Ivo e Nilva), ao lado dos pais da minha mãe (Carlos Augusto e Natália), em 25 de março de 1963, na festa, após o casamento realizado na Igreja Nossa Senhora de Loudes, bairro Azenha, em Porto Alegre (RS).


Cartão recebido hoje, enviado pela aluna Juliana de Oliveira, em nome dos alunos que compõe o Esquadrão de Cavalaria do Colégio Militar de Porto Alegre. Eu e minha filha Natália que é fã de cavalos, adoramos o cartão personalizado.

Muito obrigado a você, Juliana e a todos teus colegas. Sucesso nos estudos e no grêmio de cavalaria.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Casa de Dom Inácio: respect for doctors.


Three consecutive days visited the Casa de Dom Inácio de Loyola 21, 22 and 23 March this year. It was my first time in Abadiania (GO). In these three days, I witnessed the work beginning with prayers to God.


Among the workers spoke prayers, guiding visitors to the Casa de Dom Inacio, about the intentions of each prayer. Among them was always the unfailing reminder about the importance of the medical world. Volunteers of John of God vehemently demanded that we all pray for the doctors present, past and future, embodied and those who had already left for another dimension of life.

Stressed, the workers that no medical treatment should be interrupted or abandoned, without the express direction of the physician from each of the people there. They said that even if the person feeling healed, your doctor should look after him and only confirm the cure, he was the best person to then determine the suspension of any treatment.

The prayer went on with great respect and recognition to the important work of all doctors in the world.

Aroldo Medina.

Editor's note: translation from Portuguese into English through the mechanism of automatic translation from Google.

Casa de Dom Inácio: respeito aos médicos.


Três dias consecutivos frequentei a Casa de Dom Inácio de Loyola 21, 22 e 23 de março do corrente ano. Foi minha primeira vez em Abadiânia (GO). Nestes três dias, presenciei os trabalhos começando com orações à Deus.

Entre as orações os obreiros falavam, orientando os visitantes da Casa de Dom Inácio, sobre as intenções de cada oração. Entre elas, estava sempre, a indefectível lembrança sobre a importância da classe médica mundial. Os voluntários de João de Deus pediam com veemência que todos nós orássemos pelos médicos do presente, do passado e do futuro, os encarnados e aqueles que já haviam partido para outra dimensão de vida.


Sublinhavam, os obreiros que nenhum tratamento médico deveria ser interrompido ou abandonado, sem a orientação expressa do médico de cada uma das pessoas ali presentes. Diziam que a pessoa mesmo se sentindo curada, deveria procurar seu médico e somente após ele confirmar a cura, ele era a pessoa mais indicada para então determinar a suspensão de qualquer tratamento.

A oração prosseguia com muito respeito e reconhecimento ao importante trabalho de todos os médicos do mundo.

Aroldo Medina.

The work in the Casa de Dom Inácio de Loyola.


The attendance at the Casa de Dom Inácio de Loyola, headquarters of the medium John of God, in Abadiania (GO) starts at eight o'clock in the morning, according to the schedule previously announced site of the house.

Workers welcome site visitors who occupy seats and standing in a great hall, where you see tables arranged on the walls, images of spiritual entities who work in the house where Jesus is highlighted.


In the environment seriously, clean and well organized, the colors blue and white predominate, creating an atmosphere of peace. Visitors are asked to wear white, preferably during their stay at Casa de Dom Inácio de Loyola.

The greeting is done in English, German and Portuguese, as is the large number of citizens of countries in Eupora, North America and Oceania, alongside Brazilians.


Employees volunteer team of the medium John of God lectured the visitors about the spiritist doctrine, as they are organized queues, in the morning (from 08:00 to 12:00 hours) and afternoon (14:00 to 17 30 hours).

All are served by free medium John of God.

The entity incorporated by the medium determines the workers, the order of rows. They are usually treated those who come to the place first, "the first time a row."

Other queues are organized. They are called "waiting times for surgery," for persons to be operated spiritually by the Entity, "the review queue for surgery," for people who have been operated by the Authority; "row 2nd time," directed people who are there the second time. The second time in the queue also enter those seeking a medium for the third time and so on. It also has a "queue of eight hours" in the morning and "line for 14 hours" in the afternoon, organized from the second day of attendance by the medium. Finally, the third day is organized to "queue bye bye" to people who wish to leave the medium John of God. Altogether there are seven distinct lines within three days of attendance.

Aroldo Medina

Note: translation from Portuguese into English via google translate.

O trabalho na Casa de Dom Inácio de Loyola.


O atendimento na Casa de Dom Inácio de Loyola, quartel general do médium João de Deus, em Abadiânia (GO) começa às oito horas da manhã, de acordo com agenda previamente anunciada no site da Casa.


Os obreiros recepcionam os visitantes que ocupam lugares sentados e de pé num grande salão, onde se vê quadros dispostos nas paredes, de imagens das entidades espirituais que trabalham na casa, onde Jesus é destaque.

No ambiente sério, limpo e bem organizado, as cores azul e branco, predominam, criando uma atmosfera de paz. Os visitantes são orientados a usar roupas brancas, preferencialmente, durante a permanência na Casa de Dom Inácio de Loyola.

A saudação é feita em inglês, alemão e português, pois, é grande o número de cidadãos de países da Eupora, América do Norte e Oceania, ao lado de brasileiros.


Os colaboradores voluntários da equipe do médium João de Deus palestram aos visitantes sobre a doutrina espírita, enquanto são organizadas filas de atendimento, no período da manhã (das 08:00 às 12:00 horas) e da tarde (das 14:00 às 17:30 horas).

Todos são atendidos gratuitamente pelo médium João de Deus.

A Entidade incorporada pelo médium determina aos obreiros, a ordem das filas. Normalmente, são atendidos aqueles que vêm ao lugar pela primeira vez; "fila da 1ª vez".

Outras filas são organizadas. Recebem a denominação de: “fila de cirurgia”, destinada às pessoas que serão operadas espiritualmente pela Entidade; “fila de revisão de cirurgia”, para pessoas que já foram operadas pela Entidade; “fila da 2ª vez”, dirigida as pessoas que estão ali pela segunda vez. Na fila da segunda vez também entram as pessoas que procuram o médium pela terceira vez e assim sucessivamente. Tem também a “fila das oito horas” da manhã e “fila das 14 horas” da tarde, organizadas a partir do segundo dia de atendimento pelo médium. Finalmente, no terceiro dia é organizada a “fila do bye bye”, para as pessoas que desejam se despedir do médium João de Deus. Ao todo são sete filas distintas, nos três dias de atendimento.

Aroldo Medina

Primeiro dia em Abadiânia.


Fiquei hospedado na pousada Nosso Lar, um lugar simples, ajardinado, bem limpo, organizado e silencioso. O café da manhã é incluído na diária de R$ 60,00 (sessenta reais).

Na Nosso Lar conheci a Jéssica Moura, 21 anos, recepcionista da pousada, técnica em gestão ambiental, muito educada, atenciosa e inteligente. Carioca, criou-se em São Paulo. Atualmente é moradora de Abadiânia. O pai é oficial da Marinha. Conversamos muito sobre Abadiânia. Observadora, deu-me muitas idéias para melhorar a infraestrutura da cidade.


Também conheci na pousada Nosso Lar, um dos seus administradores, o engenheiro civil Paulo Padilha, de 72 anos de idade. Seu Paulo é aposentado pelo Estado do Mato Grosso, onde construía estradas. Nas horas vagas é químico. Todos os produtos de limpeza da pousada são fabricados por ele.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Passageira carismática.


O vôo da Webjet 6716 no qual embarquei em Porto Alegre, às 14:55 horas, do dia 20 de março, fez uma escala no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Lá trocamos de avião e rumamos para Brasília.

No vôo, do meu lado direito, observei uma senhora de uns 70 anos, vestida de maneira que chamava atenção, por sua indumentária identificada com Jesus Cristo. Ela, de vez em quando, abria uma bíblia e murmurava erguendo o seu braço direito, em louvação à Deus.

Quase chegando em Brasília, pediu atenção de um dos comissários de bordo. Solicitou ao moço que escrevesse num papel, qual a altitude que voávamos. Ele, gentilmente, disse que iria saber a altura e lhe trazer a informação por escrito, cumprindo com o prometido.

O vôo chegou ao seu destino de maneira tranquila, às 19 horas. Levantei da poltrona e sai do avião junto com outros passageiros apressados, pois, tinha pouco mais de uma hora para estar no novo terminal rodoviário de Brasília. O último ônibus para Abadiânia partia às 21 horas.

Saí do aeroporto Juscelino Kubichek pensando naquela humilde senhora que vestia sobre a roupa, um "colete de cartolinas", com dizeres bíblicos. O destino iria me reservar novo encontro com ela.

Aroldo Medina

quarta-feira, 28 de março de 2012

A viagem para Abadiânia.


Após ler nove páginas de reportagem muito consistente, publicada pela revista Isto É, em 18 de janeiro de 2012, focando com seriedade o trabalho do médium João de Deus, decidi ir a Abadiânia (GO), após consultar a agenda de atendimento da Casa de Dom Inácio de Loyola.

A distância entre Porto Alegre (RS) e Abadiânia, cerca de 1.800 quilômetros, não foi problema, pois, o Brasil dispõe hoje de passagens aéreas com preços populares. Fui e voltei pela Webjet, por R$ 452,00 (quatrocentos e cinquenta e dois reais).

Planejei a viagem pesquisando pela Internet. Primeiro programei a hospedagem escolhendo onde iria ficar, fazendo a reserva. Depois procurei a passagem mais barata, através da decolar. É prudente comprar a passagem aérea com uns dez dias de antecedência.


Chegando na capital brasileira peguei um táxi no aeroporto, para ir até o novo terminal de ônibus intermunicipais de Brasília (DF). Esta corrida custou R$ 30,00 (trinta reais). Nesta rodoviária peguei um ônibus para Abaniânia. A passagem com seguro custa R$ 19,00 (dezenove reais).


O percurso de 110 quilômetros leva cerca de uma hora e meia. O passageiro quando chega na cidade, desce na beira da BR 060, no km 61. A Casa de Dom Inácio fica a 1.200 metros da rodovia. O ideal é fazer este percurso à pé, de dia. De táxi este trajeto da BR até a casa, custa R$ 10,00 (dez reais). A diária nas pousadas de Abadiânia gira em torno de R$ 60,00 (sessenta reais), com café da manhã.

Outra maneira de ir a Abadiânia é via aeroporto de Goiânia. O peregrino pode utilizar o ônibus intermunicipal ou mesmo pegar um táxi para ir de Brasília (DF) ou Goiânia (GO) para Abadiânia. O táxi, com preço combinado antes da viagem, custa, em média, R$ 150,00 (cento e cinquenta reais).

Aroldo Medina

Vista frontal da avenida Francisca Teixeira Damas, perpendicular ao Km 61 da BR 060, Abadiânia, Goiás. Acesso principal a Casa Dom Inácio de Loyola.

terça-feira, 27 de março de 2012

The journey of a man.


This story begins on December 4, 2011, a Sunday. Agreement in the morning and feel that my left arm is aching. I look at it and got a surprise. He is swollen, darker and very rigid.

I accompany my family to the coast north of the RS, a leisure trip, thinking that the changes will move the arm. By late afternoon, no improvement.

In Free Way (BR-290), returning to the capital, heading straight to the emergency department of Porto Alegre. The queue is large in HPS. I decide to go to the Military Police Hospital, where I promptly answered.

The doctor suspected thrombosis and determines my low. The clock read 22 hours. Just go out there three weeks later. The vein thrombosis is confirmed in the sub-clávia on the left, through the exams. The ultrasound shows an obstruction of 12 cm. The treatment is based on injections in the belly, more than one hundred, enoxaparin, an anticoagulant.

Investigating the cause of thrombosis, the tests found a stone in the gallbladder, confirm that I am with diabetes (300 mg / dL) and still find a lump in the thyroid. Step to take then a lot of drugs.

Three weeks after leaving the Hospital of BM, I'm walking in downtown Porto Alegre. I enter the gallery of the Rua da Praia Shopping and looking at the window of a newsstand, the cover story of this is, caught my attention. Buy the magazine and read about "The psychic surgeons of John of God."

Ai begins the journey that I will tell you, starting today.

Aroldo Medina.

Tradução: Google translate.

A jornada de um homem.


Esta história começa dia 04 de dezembro de 2011, um domingo. Acordo de manhã cedo e sinto que o meu braço esquerdo esta dolorido. Olho para ele e tenho uma surpresa. Ele está inchado, mais escuro e bastante rígido.

Acompanho minha família até o litoral norte do RS, numa viagem de lazer, imaginando que as alterações do braço irão passar. Até o final da tarde, nada de melhora.

Na Free Way (BR-290), voltando à capital, rumo direto para o Pronto Socorro de Porto Alegre. A fila de espera é grande no HPS. Resolvo ir até o Hospital da Brigada Militar, onde sou prontamente atendido.

O médico suspeita de trombose e determina minha baixa. O relógio marcava 22 horas. Só saio dali três semanas depois. A trombose é confirmada na veia sub-clávia do lado esquerdo, através dos exames realizados. A ecografia mostra uma obstrução de 12 centímetros. O tratamento se baseia em injeções na barriga, mais de cem, de enoxaparina, um anticoagulante.

Investigando a causa da trombose, os exames encontram uma pedra na vesícula, confirmam que estou com diabetes (300 mg/dL) e ainda descobrem um nódulo na tireóide. Passo a tomar então, um monte de remédios.


Três semanas depois de sair do Hospital da BM, estou caminhando no centro de Porto Alegre. Entro na galeria do Rua da Praia Shopping e, olhando a vitrine de uma banca de revistas, a reportagem de capa da Isto É, chama minha atenção. Compro a revista e leio sobre "As cirurgias espirituais de João de Deus".

Ai começa a jornada que passo a contar, a partir de hoje.

Aroldo Medina.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A educação centenária do Colégio Militar.


A Presidente Dilma Rousseff participava da cerimônia de premiação dos campeões, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas onde concorreram quase 20 milhões de estudantes brasileiros, no ano passado. No curso deste evento, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), entre os 500 estudantes reunidos para receberem medalhas de ouro, chamou sua atenção a quantidade de estudantes dos colégios militares do Brasil que subiam ao podium. Quinze eram do Colégio Militar de Porto Alegre. A presidente, atenta, encomendou a um assessor, estudo sobre a façanha daqueles jovens estudantes dos colégios militares que serviam de modelo.

Visitei esta semana, o Colégio Militar de Porto Alegre, em seu centenário, em busca das respostas que devem ter sido dadas a presidente Dilma. Conversei com o atual comandante, coronel Francis de Oliveira Gonçalves e alguns de seus oficiais ligados ao seu corpo de alunos.

O aprendizado dos alunos está relacionado a um conjunto de fatores e elementos básicos que vão além de valorização do professor, indefectível organização, controle e limpeza no ambiente escolar. A variável com maior expoente para compreender o resultado desta “equação de ensino” é a disciplina. Logo que entra no colégio, o aluno além vestir o garboso uniforme que iguala todos, recebe uma cartilha de normas que deve obedecer. Quando o professor entra na sala de aula, os alunos levantam e o chefe de turma comanda sentido, apresentando os colegas prontos para aula. A chamada não leva um minuto, pois, os nomes dos alunos que estão faltando, já estão escritos no quadro. A aula segue com alunos concentrados nos estudos e o procedimento se repete a cada professor civil ou militar que entra na sala de aula. São 200 dias letivos com 900 horas aulas, divididas em 1.200 tempos de 45 minutos, tudo na “ponta do lápis”, sem greves.

Cada prova que mede o aprendizado do aluno nas matérias é “do colégio e não do professor”. Explico. O professor elabora a prova que é revisada num processo de cinco estágios, com participação de uma equipe de pedagogos, antes de ser aplicada. E, em raras exceções, se 60% da turma, em média, tira acima de 8 ou abaixo de 5, é aberta uma sindicância interna para avaliar o que houve de errado, podendo resultar na anulação da prova. Professor e aluno no Colégio Militar nunca estão sozinhos. O processo garante ao professor uma equipe de apoio técnico permanente lhe auxiliando ao mesmo tempo em que avalia o resultado da aprendizagem.

O aluno no colégio militar está sempre sendo supervisionado por todos. Além dos professores e militares encarregados da administração, há um monitor para cada duas turmas, que reforça a disciplina. Diariamente um aluno é responsável pela faxina na sala de aula. Não tem namoro dentro no colégio. É proibido. Namorar só fora do “Casarão da Várzea”. O lugar é de estudo e de atividades extras classe. Nada de celular ou outra engenhoca eletrônica durante uma aula!

O “Colégio dos Presidentes”, como também é conhecido, não tem um “grêmio”, mas vários grêmios e clubes onde o aluno pode explorar seu talento na matemática, física, química, esportes, radioamadores, astronomia, coral, escotismo, equitação, etc. Alunos que se destacam no estudo e comportamento formam a “Legião de Honra” e comandam o “Batalhão Escolar”, recebendo distinções entre seus pares, servindo de exemplo para todos. E tudo isso, com a presença indispensável da família dos estudantes. Os pais são sempre convidados e estimulados a participarem das atividades do colégio ao lado dos filhos.

Não é difícil compreender assim o porquê dos resultados alcançados por méritos dos próprios alunos e professores inseridos num sistema de educação pública eficiente e eficaz.


Ufana-se o colégio por completar 100 anos de existência formando cidadãos para o presente e o futuro do Brasil, vencendo com seus alunos na condição de civis, provas intelectuais de relevo, tão importantes no desenvolvimento da nação, assim como importantes para a sociedade são todos que por ali passaram e inscreveram seu nome na história.

Aroldo Medina

Nota: este artigo é minha homenagem ao Colégio Militar de Porto Alegre, na data de comemoração dos seus 100 anos de existência.

Não estarei presente, fisicamente, na formatura de hoje, alusiva ao centenário do Colégio Militar, pois, estou em tratamento de saúde fora do RS, no centro do Brasil.

Desejo muitas felicidades, saúde e paz aos integrantes do colégio, especialmente aos seus alunos, augurando ainda pleno êxito em seus estudos de 2012. Deus abençoe a todos!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Colégio Militar lança medalha dos 100 anos.


O Colégio Militar de Porto Alegre completará 100 anos de existência no próximo dia 22 de março.

Inserido no calendário de eventos alusivos ao centenário, ocorreu nesta sexta-feira, o lançamento da "Medalha dos 100 anos do Colégio", cunhada pela Casa da Moeda do Brasil. A cerimônia reuniu militares, alunos, pais e amigos do colégio, num ambiente de notável harmonia.


Presentes no Salão Brasil do CMPA estavam os alunos Carlo Zacher Guerra e Eduarda Müller Eyng, ambos do 8º ano do ensino fundamental.

O casal de alunos serviu de modelo para o desenho em alto relevo que se vê estampado na medalha dos 100 anos. Além de tirar uma foto "ao vivo e a cores", ao lado dos ilustres alunos eternizados em metal nobre, ganhei um autógrafo do aluno Guerra, por "sacada genial" do estudante Pedro Henrique Schultz.

Orgulho-me em posar ao lado dos alunos, dignos representantes da riquíssima juventude brasileira. Deus abençoe essa garbosa moçada!

Aroldo Medina


quinta-feira, 15 de março de 2012

Lembranças do Colégio Militar de Porto Alegre.


Tenho muitas lembranças do Colégio Militar de Porto Alegre onde já trabalhei em 1994, como tenente, na sua divisão de relações públicas. Lá também participei da fundação do jornal "Casarão da Várzea" e de mais de uma edição da revista Hyloea do Colégio Militar.


Um dos momentos mais importantes da minha história com o "Colégio dos Presidentes" foi ter a honra de ser empossado na Academia de História Militar Terrestre do Brasil, em 26 de maio de 1999, no salão Brasil, ao lado do general João Carlos Rota, de saudosa memória e do major Antônio Claudio Belém de Oliveira, grande oficial de comunicação do Exército Brasileiro.

A cadeira especial nº 10 que ocupo até hoje tem como patrono o insigne coronel da BM, Hélio Moro Mariante que tive o privilégio de conhecer em vida.

A Academia de História Militar tem como fundador, o idealista coronel Claudio Moreira Bento, abnegado oficial da força terrestre que irradia disposição em seus mais de 80 anos de vida. No RS é presidida pelo prócer coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis.

Aroldo Medina

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher.


Perfilo-me ao lado de todos que prestam homenagens merecidas que se fazem as mulheres, no dia de hoje. Deus foi generoso com o homem e o Universo quando as concebeu.

Merecem todas as flores e reverências masculinas por incontáveis motivos, talvez o mais sublime deles, porque receberam da Natureza, a dádiva para gerar e gestar a vida em seu ventre. E, se abdicam dessa função vital de ser mães presentes, toda sociedade padece pela falta de amor dos filhos que se perdem no mundo.


Homenageio todas as mulheres da Terra, abraçando e beijando minha mãe, Nilva de Wallau Medina, com 76 anos de idade, uma mulher abnegada que sempre deu o melhor de si na criação dos filhos e que foi um grande esteio nas realizações do meu pai, Ivo Medina, de saudosa memória.

Parabéns a todas! Muita saúde, paz, amor e felicidade, com o respeito e atenção dos homens, a todos os seus valores femininos.

Aroldo Medina

Na foto, minha mãe, natural de Santo Cristo (RS), em 1957, aos 22 anos de idade.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Promoções de Oficiais da BM: mudança de critérios.


Tenho sido ético (continuarei sendo) e comedido na postura com o governador Tarso Genro, desde a campanha eleitoral de 2010.

Não foram poucas as pressões que suportei para ser mais contundente nas posições com o PT, como fui em 2002. Houve até quem me apontasse o dedo e dissesse que eu estava alinhado com o Partido dos Trabalhadores, partido que tem meu respeito e consideração. Não faltaram "posts" na Internet, uns até agressivos dizendo que eu e Tarso estávamos "jogando juntos", nos debates de TV.

A oposição que fiz a governadora Yeda Crusius foi motivada pelos incontáveis escândalos que vivenciamos no Governo dela. Não é preciso enumerá-los. É página virada. Creio ter sido uma variável na equação da sua derrota, como muitos disseram que fui no último debate de TV da RBS, beneficiando o candidato Tarso Genro, influenciando o voto dos indecisos.

Como qualquer cidadão consciente e participativo do processo de crescimento do Estado do RS, não meço esforços para dar minha modesta contribuição, visando melhorar a qualidade de vida dos gaúchos. Creio que minha maior contribuição, herança de pai, mãe e avós, é sempre trabalhar com honestidade.

Esta reflexão é motivada pela aprovação, ontem, na Assembléia Legislativa do Estado do RS, da nova lei que modifica os critérios de promoção dos oficiais de nível superior da Brigada Militar, onde critérios subjetivos passaram a ter muito maior peso do que critérios objetivos. O jornal Zero Hora de hoje, páginas 8 e 10, publica matérias bem fundamentadas sobre a questão.

O leitor deve estar se perguntando qual é a relação entre a abertura desta postagem e a aprovação da nova lei? Explico.

Dia destes, numa reunião estadual do PRP (Partido Republicano Progressista), no salão Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre, muitos líderes presentes, defenderam com veemência, minha candidatura ao governo do Estado, em 2014. Eu disse que era cedo para falar no assunto e que em 2014 preferia concorrer a deputado estadual ou mesmo federal. Agradeci a deferência e sugeri que concentrássemos esforços na campanha municipal de 2012.


Numa reunião seguinte do PRP definimos que o coronel Sérgio Sparta será nosso candidato à prefeito de Porto Alegre, nas eleições desse ano.

Igualmente, lideranças respeitáveis do PMDB, PP e PV gaúchos tem conversado comigo, propondo meu ingresso nas suas organizações políticas. Uma honra ser lembrado, com deferência, por próceres líderes desses partidos.

Uma candidatura a governador é uma excelente oportunidade de conversar com o povo gaúcho, principalmente nos debates de TV, questões de relevância para o desenvolvimento do Estado, apresentando soluções para os principais problemas. A mudança de critérios na promoção de oficiais da BM, nos moldes que foi feita é um tema relevante na área de segurança pública, para ser debatido com ética, sem comedimento e a urgência que foi aprovada na Assembléia.

Assim, antecipo, neste espaço, minha disposição de aceitar o convite para concorrer novamente a governador do Estado do RS, em 2014, pelo PRP que estará mais forte. Em 2010 o partido estava minimamente organizado em Porto Alegre. Hoje ele espraia-se por 15 municípios do RS e, nas últimas eleições elegeu dois deputados federais, fator que assegura nossa participação nos debates de TV, de forma independente.


Por fim, peço a generosa compreensão dos gaúchos, pela nossa pretensão em participar do pleito eleitoral em 2014, concorrendo pela terceira vez, a tão elevado cargo de honra e maior responsabilidade.

Enquanto assistimos, lamentavelmente, alguns brigadianos protestando queimando pneus e obstruindo ruas e estradas, em 2011, creio ser bem mais democrático e útil para a sociedade participarmos do processo democrático, concorrendo nas eleições majoritárias.

Aroldo Medina

terça-feira, 6 de março de 2012

Mudança de critérios na promoção de oficiais da BM.


Para fins de acompanhamento e registro:

PL (Projeto de Lei) nº 448/2011, do Poder Executivo, em votação hoje, na Assembléia Legislativa do Estado do RS, introduz modificações na Lei nº 12.577, de 19 de julho de 2006, que estabelece critérios, requisitos, princípios e condições para a ascensão na hierarquia militar, mediante a promoção dos Oficiais de Carreira de Nível Superior da Brigada Militar do Estado e introduz modificações na Lei nº 10.996, de 18 de agosto de 1997.

O jornal Zero Hora tem feito uma cobertura relevante e bem focada desta matéria.

Aroldo Medina

sexta-feira, 2 de março de 2012

Andrade Gutierrez e o financiamento da obra no BR.


Leitor diário da Página 10 de Zero Hora, vi hoje na Coluna da Rosane de Oliveira, um registro sobre o IPE (Instituto de Previdência do Estado do RS) "ter sido cogitado como um dos investidores no projeto do Beira Rio".

Levantei esta pauta com um gestor experiente na área de finanças, para entender melhor o "lance". Depois de uma boa conversa com o especialista financeiro, faço uma síntese da reflexão que fizemos juntos e das hipóteses que levantamos.

1) Por que a Andrade Gutierrez precisa do Banrisul para fazer o financiamento no BNDES? Por que a AG não pega o dinheiro direto no BNDES? O Banrisul serviria de avalista do negócio. O Banco do Estado do RS garantiria o pagamento do empréstimo, em dia, caso a AG atrasasse este pagamento ou mesmo ficasse inadimplente.

2) Por que a AG não procurou qualquer outro banco (Bradesco, Itaú, Caixa, etc) para buscar este financiamento? Por que procurou justamente o Banrisul? Por que qualquer outro banco pediria as garantias que o Banrisul pediu. Quem encaminhou o negócio com o Banrisul imaginou que poderia funcionar alguma espécie de tráfico de influência política, botando o Banco dos Gaúchos na parede, responsabilizando ele por travar o negócio, ao pedir as garantias que foram solicitadas. Este "tiro saiu pela culatra", com o posicionamento transparente e técnico da presidência do Banco.

3) E se o Banco tivesse aprovado o negócio, nos termos da AG? Provavelmente as ações do Banrisul na Bolsa de Valores cairiam, por conta do risco do empreendimento. E, neste particular, vai um alerta para os políticos que cogitaram colocar o IPE "nessa fria": o Fundo de Assistência a Saúde do IPE não pode ser "tapa buraco" dessa enrascada em que o Internacional se meteu, fazendo negócios com uma empresa que ainda não mostrou para que veio ao RS.

4) Será que a empresa que iniciou a obra inacabada no Beira Rio é mesmo a Andrade Gutierrez? Ou talvez seja uma nova empresa da AG, constituída com CNPJ próprio, exclusivamente, para "tocar" essa obra, sem colocar em risco o patrimônio da poderosa construtora, face as incertezas de contar com o "ovo dentro da galinha", como representam as expectativas de gasosas rendas futuras? Para essa última pergunta, as possíveis respostas permanecem em aberto.

Aroldo Medina