quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mark Twain




O Google homenageia hoje, com uma bela gravura logotipada, o jornalista, escritor e humorista norte-americano Mark Twain(1835-1910).

Twain com extensa produção intelectual, foi laureado como o maior humorista da sua época e também definido como "pai da literatura americana".

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pra frente Brasil - Salve a Seleção Estudantil.



Participei hoje pela manhã da entrega de medalhas e certificados de Fair Play a estudantes do Colégio La Salle Canoas. A cerimônia foi promovida pelo Grêmio Estudantil que organizou a 2ª edição do campeonato Interséries de Futsal, entre alunos do ensino médio e fundamental.



O Certificado de Fair Play é uma espécie de Diploma de Reconhecimento oferecido ao atleta que não comete faltas durante o campeonato e acata de forma disciplinada as deliberações do árbitro. 30% dos atletas inscritos fizeram juz a esta premiação sugerida pelo tenente Marco Ariel Nunes Gonçalves, desde o primeiro campeonato.




Minha filha, Natália Medina, 15 anos, presidente do Grêmio, foi a mestre da cerimônia prestigiada pelos estudantes, direção do colégio e irmãos lassalistas.

Aprecio muito participar destes eventos, onde normalmente compareço fardado, para integrar a Corporação com os jovens estudantes e prestigiá-los como policial militar que vê nessa geração de brasileiros, um Brasil que vai pra frente com educação, ainda maior do que aquele que conhecemos hoje.

Aroldo Medina

domingo, 27 de novembro de 2011

Igreja Universal do Reino de Deus - Porto Alegre.





Neste domingo, após participar de uma reunião na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, com amigos do PRP (Partido republicano Progressista) voltava para Canoas, onde resido.

Ao passar pela sede da Igreja Universal, na avenida Júlio de Castilhos, em frente a Rodoviária Central de Porto Alegre, a igreja iluminada no entardecer, chamou minha atenção. O prédio contrastava com o firmamento, formando uma bela imagem.

Dei a volta na quadra, parei o carro, peguei a câmera fotográfica, apontei e disparei! Fiz as fotos num intervalo de 15 minutos. Ao ver a imagem no visor de minha Canon Power Shot SX 10 IS, parecia estar viva. Impossível não pensar em Deus naquele momento e louvar Jesus.

Aroldo Medina

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Coronel Paulo Eloir Bortoluzzi.



Após ser aprovado no vestibular da PUC-RS para o CFO (Curso de Formação de Oficiais) e vencer as demais etapas de seleção da BM, apresentei-me na Academia de Polícia Militar, em 1986. O comandante era o coronel Paulo Eloir Bortoluzzi.

A figura do coronel Bortoluzzi impunha respeito. Era um homem alto, teso e forte. Cabeça sempre erguida, sem vaidade. Olhar firme. Seu caminhar era uma marcha constante, com altruismo e coragem. Voz grave. Postura militar típica. Um comandante autêntico. Nos inspirava confiança e integridade.



Cadete do 1º ano, eu estava de "reforço da estrela". A "estrela" era um posto de serviço de guarda do quartel, em frente ao prédio da antiga Linha de Tiro da Brigada, no terreno da APM, em Porto Alegre. O meio fio arranjado no chão forma uma estrela entre os paralelepípedos.

Passava da meia noite quando vi alguém avançando em minha direção. Mandei um "alto lá, identifique-se"! E antes que eu pedisse a "senha", ouvi a resposta do vulto que se agigantava: "- É o Comandante, cadete".

A voz era inconfundível. Incréduto fui na direção do Comandante e me apresentei da melhor forma que consegui. Fiz ombro armas com meu "FO" (fuzil ordinário) e, com os pulmões cheios de ar, declarei: "- Com licença senhor, aluno oficial PM, Aroldo Medina, cadete do 1º ano do CFO, Reforço da Estrela; serviço sem novidade". O coronel Bortoluzzi, firme como uma rocha, recebeu minha apresentação. Fardado e na posição de sentido, o comandante declarou: "- Apresentado". Depois da formalidade, conversamos um pouco.

Após a conversa, o grande líder se despediu e desapareceu na penumbra da noite. Sua silhueta foi sumindo devagarinho na Sargento Witt, enquanto eu o seguia com olhos e coração de cadete, orgulhoso da visita do comandante, ao meu posto.

Hoje, nos despedimos do corpo do coronel Paulo Eloir Bortoluzzi, no cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre. O espírito do grande líder militar partiu para outra dimensão de vida. Deixa um legado de boas obras na Brigada Militar e fora dela. Centenas de pessoas, familiares, amigos e colegas estiveram presentes na despedida do prócer oficial.

O ambiente na despedida era de rara fraternidade, congregando várias gerações de oficiais e praças da Brigada Militar. O espírito de luz e nobreza do coronel Bortoluzzi imantava a todos. Partiu com a certeza do bem realizado e do dever cumprido.

Que Deus e Jesus, governador do Planeta Terra, nossos comandantes espirituais supremos, o acolham em sua grande Corte Celestial.

Um grande abraço a todos, especialmente a família do coronel Bortoluzzi, a quem prestamos solidariedade, caprichada e sincera continência militar.

Major Aroldo Medina

Nota editorial: a primeira foto retrata o lançamento de Brigada em Revista, em abril de 1989, na Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre. A publicação foi alusiva a Turma de Aspirantes 1988 da Brigada Militar. Na foto, da esquerda para direita estão: o tenente Botelho, o coronel Bortoluzzi, o coronel Sidnei Pafiadache e tenente Medina. A segunda foto tirei de dentro de helicóptero do Grupamento Aéreo da BM.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Uma Carta Republicana dos Oficiais da BM.


Recebi hoje em meu e-mail pessoal uma correspondência da Associação dos Oficiais da Brigada Militar dirigida ao governador do Estado, Tarso Genro.

Seu texto jurídico, bem redigido, demonstra respeito ao Estado Democrático de Direito. Por esta razão, publico abaixo, o documento na integra:

Porto Alegre, RS, 22 de novembro de 2011.
Ofício nº 79/2011

Excelentíssimo Senhor Governador,

Os oficiais da Carreira de Nível Superior da Brigada Militar, composta por Capitães, Majores, Tenentes-Coronéis e Coronéis da ativa e da reserva altiva, por meio da Associação dos Oficias da Brigada Militar, reunidos em Assembléia Geral Extraordinária, realizada no dia 19 de novembro de 2011, em histórica mobilização, assim deliberaram, resumidamente:

1. Rejeitar a proposta de reajuste salarial na forma oferecida pelo Governo do Estado, posto que não concretiza o mandamento inserto no § 9º do art. 144 da Constituição Federal, que impõe a remuneração por meio de subsídio.

2. Comunicar ao Governo do Estado a necessidade urgente de encaminhar ao Parlamento Gaúcho projeto de lei com a finalidade de estabelecer à Carreira de Nível Superior da Brigada Militar o mesmo padrão remuneratório das demais Carreiras Jurídicas de Estado, a exemplo, entre outras, da Lei nº 12.910, de 11/03/2008, que instituiu o subsídio aos membros do Poder Judiciário, da Lei nº 12.911, de 11/03/2008, aos membros do Ministério Público, e da Lei nº 13.301, de 01/12/2009, aos membros da Defensoria Pública.

3. Reafirmar a complexidade laboral do cargo de Oficial da Carreira de Nível Superior, que tem como requisito de ingresso exclusivo o bacharelado em Direito (Resolução n. 75/2009 do CNJ), mediante concurso público de provas e títulos, para todos os fins da isonomia material de tratamento irradiada do inc. II do art. 37 da Constituição Federal.

4. Considerar atentatório à Constituição Federal a remuneração desproporcional dos Oficiais da Carreira de Nível Superior em relação à complexidade do cargo que exercem, em especial em comparação com as demais carreiras que compõem o sistema de persecução criminal - Estado-Juiz, Estado-Acusador e Estado-Defensor -, com o seguinte diferencial: os Oficiais têm o dever legal de agir em tempo real, decidindo sobre os bens jurídicos em conflito no momento do fato social, mesmo com o risco da própria vida. Ademais, a estrutura integrada do sistema de persecução criminal importa em funções de complementariedade dos órgãos envolvidos, do que resulta a necessidade de equilíbrio, somente obtido se todos obtiverem semelhante retribuição por sua parcela de responsabilidade.

5. Alertar a sociedade Riograndense que o fracasso do atual sistema de persecução criminal, do qual decorre a elevada sensação de insegurança, pode ser creditado à distorção de tratamento impingida pelo Estado aos agentes responsáveis pela preservação, restabelecimento e aperfeiçoamento da ordem pública e da paz social.

6. Informar a sociedade que o Poder Executivo possui plenas condições orçamentárias de implementar o subsídio aos Oficias da Carreira de Nível Superior, que acarretará em impacto insignificante na folha, concitando à Fazenda Pública que apresente o orçamento do Estado com os seguintes detalhamentos: (i) total de renúncia de receita pública, (ii) percentual da arrecadação comprometido com a implantação do subsídio na forma proposta, (iii) percentual da receita pública comprometida com cargos em comissão e com funções gratificadas no Poder Executivo, (iv) percentual de aumento na receita pública de corrente da majoração da contribuição previdenciária.

7. Permanecer em Assembléia Permanente e eventualmente adotar medidas, dentro da JURIDICIDADE, como forma inequívoca de demonstrar o descontentamento com o tratamento desigual despendido pelo Poder Executivo à Carreira, na forma e intensidade anunciadas no seu respectivo tempo, acaso necessárias.

8. Lamentar que o Estado do Rio Grande do Sul, que foi o pioneiro no estabelecimento da carreira jurídica para ingresso como Oficial, ainda não tenha implementado o comando constitucional que determina o subsídio como remuneração, na forma já concretizada por outros Estados-membros, que possuem potencialidades muito menores que o nosso, mas resolveram priorizar a demanda social por mais segurança e agora já colhem os frutos positivos.

9. Repudiar qualquer proposta salarial que mantenha a diferenciação remuneratória entre as carreiras de nível superior da segurança pública – Delegados de Polícia e Oficiais de Nível Superior da Brigada Militar –, impondo-se, no mínimo, medidas imediatas no sentido da equivalência salarial entre as respectivas carreiras, consoante § 5º do art. 46 da Constituição do Estado, especialmente no que concerne a defasagem salarial – 48% – na relação entre o Capitão e o Delegado de 1º classe.

10. Aceitar, de forma negociada, a manifestação concreta do Poder Executivo tendente ao estabelecimento da remuneração por subsídio aos membros da carreira jurídica de Oficial da Brigada Militar, ainda que de forma gradativa, desde que por meio de um calendário efetivo.

11. Afirmar a confiança incondicional ao Comando da Corporação, na medida em que os atos coadunem com os anseios e com o direito subjetivo dos Oficiais da Carreira de Nível Superior.

Destarte, Senhor Governador – Comandante Máximo da nossa gloriosa Brigada Militar – reiteramos a nossa crença e fé na boa vontade governamental em repetir no Estado os atos que elevaram o nível profissional, por arrastamento da melhoria salarial, decorrente do subsídio implantado na Polícia Federal ao longo de sua profícua gestão em âmbito nacional.

Derradeiramente, a segurança é ou não prioridade do Governo!?

Atenciosamente,

José Carlos Riccardi Guimarães - Presidente da ASOFBM

Cultura organizacional: rito de passagem PM.


Assinei hoje, pela primeira vez em minha carreira na BM, o Boletim Interno de uma Unidade Operacional da Brigada.

É um momento marcante na vida de um oficial, pois, representa, um rito de passagem policial militar de uma função de comando intermediário para uma função de comando maior. É também um sinal de amadurecimento ou antiguidade do oficial dentro da corporação.

O Boletim Interno é uma publicação oficial das Organizações Militares onde são registrados os principais atos administrativos do quartel e a vida funcional de todos seus integrantes. Quem assina regularmente é o comandante da Unidade.

Estou trabalhando no 3º Batalhão de Polícia Militar, em Novo Hamburgo (RS), onde exerço a função de sub-comandante. Como o comandante viajou semana passada, trabalhando num projeto ligado a produção de coletes à prova de balas, exerci interinamente o comando da Unidade, o que gerou o ato administrativo que culminou na assinatura de dois Boletins Internos, de números 175 de 14/11/11 e 176 de 16/11/11.

É um marco na carreira de ascensão do oficial, a funções de grande responsabilidade administrativa.

Major Aroldo Medina

sábado, 19 de novembro de 2011

Oficiais da BM realizam Assembléia Geral.


A Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, em Porto Alegre, foi palco, hoje à tarde, da maior Assembléia Geral já realizada por oficiais da Brigada Militar.

Cerca de 500 oficiais de carreira de nível superior, capitães, majores, tenente-coronéis e coronéis da ativa e da reserva, de todo Estado, se reuniram para discutir a proposta de reajuste salarial apresentada pelo Governo do Estado do RS.

O comandante geral da BM, coronel Sérgio Abreu, presente no ato, junto com o sub-comandante da Brigada, coronel Altair Cunha, trouxeram uma carta do governador Tarso Genro que formalizava proposta de reajuste de 10%, a ser pago em janeiro de 2012.

A proposta foi rejeitada. Os oficiais deliberaram em indexar seu aumento ao mesmo percentual que for concedido aos delegados de polícia do RS que desejam equiparação salarial com os procuradores do Estado.

Presentes na reunião, ex-Comandantes Gerais e, os coronéis da reserva Marcos Paulo Beck e Gelson Ailto Mesquita Vinadé, precursores na fundação da Associação dos Oficiais da BM, no início dos anos 90, junto com outros oficiais.

Texto e foto: Aroldo Medina.

Assembléia Geral de Oficiais da BM.


Um dia depois de completar 174 anos de criação, a Brigada Militar do Estado do RS deve testemunhar hoje, a realização da maior assembléia geral de seus oficiais de carreira de nível superior que se tem notícia na história da corporação. A reunião ocorre na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, no Centro de Porto Alegre (RS), a partir das 14 horas.

A mobilização ocorre por melhores salários. O pleito é equiparação com as demais carreiras jurídicas de nível superior do Estado, tendo como principal paradigma a remuneração dos delegados de polícia gaúchos que pleiteiam equiparação com os procuradores de justiça.

Indo direto ao ponto, creio que uma proposta aceitável é um reajuste imediato de 10%, sem parcelamento; aumento do número de vagas do oficialato, criando 10 novas vagas para o posto de coronel, 45 vagas para o posto de tenente-coronel, 45 vagas para o posto de major e 200 novas vagas para capitães, com publicação de edital nos próximos 90 dias. As novas vagas devem fazer parte do organograma da BM a partir de abril de 2012, sem fracionamento. Autorização do Governo, a partir de dezembro de 2011, para o pagamento de horas-extras a oficiais superiores (major, tenente-coronel e coronel) empregados na atividade fim da Brigada (policiamento ostensivo); reajuste de, no mínimo, 50% do valor da hora aula paga aos instrutores de cursos regulares da BM.

Este investimento do Governo do Estado na segurança pública dos gaúchos é plenamente justifícável e plausível, demonstra respeito político a uma função vital para a defesa da sociedade e, certamente não se constitui numa "grave ameaça" as finanças do RS.

Aroldo Medina

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

174 anos da BM.


Quando era pequeno eu pensava em ser astronauta. Planejei ingressar na Força Aérea Brasileira lá pelos 15 anos de idade, para começar como piloto de caça e depois cursar engenharia mecânica. Achava que essses pré-requisitos me levariam ao espaço.

Ao descobrir, num concurso que prestei à FAB, que tinha miopia e astigmatismo, com um pequeno grau de daltonismo, meu sonho foi por água abaixo. Ai tive que repensar minha vida profissional. Alguém me falou da Brigada. Começei a prestar atenção nos brigadianos trabalhando nas ruas, lá por volta de 1982. A postura militar chamou minha atenção.

Completei 18 anos e resolvi servir na Aeronáutica, onde ingressei em 1983. Prestei serviço militar no QG do V Comar, em Canoas. Gostei muito. Meu pai e minha mãe sempre foram grandes incentivadores. Como minha carreira na FAB era limitada, na época, porque os óculos me atrapalhavam, dei baixa, com bastante pesar e resolvi ingressar na BM.

Fiz dois vestibulares. Em 1984, o primeiro. Rodei no exame físico. Não consegui fazer 5 barras. Passei um ano treinando corrida, barra e abdominal e frequentando o pré-vestibular Universitário, em Porto Alegre. Fiz novo vestibular na PUC-RS, em 1985. Aprovado, virei "bixo". Em 17 de fevereiro de 1986 fui matriculado na Academia de Polícia Militar. Minha mãe, orgulhosa e chorando, levou o "marmanjão" até a porta da escola militar. Vai que eu mudava de idéia!

Estou com 26 anos de BM quando a corporação completa 174 anos de existência, criada em 18 de novembro de 1837, na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.

A Brigada é a soma de todos nós, nesse tempo todo. Como um ser humano, cheia de virtudes, acertos e erros. Um organismo vivo, atuante na vida de todos nós, especialmente nas horas difíceis quando é sempre lembrada.

Já imaginou o Rio Grande, sem a Brigada?

Um grande abraço e muitos anos de vida à Brigada Militar! Saúde e paz a todos seus integrantes.

Aroldo Medina

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

PRP portoalegrense realiza pré-convenção municipal.



O Partido Republicano Progressista em Porto Alegre realizou nesta quarta-feira, no final da tarde, na Câmara Municipal de Porto Alegre, sua pré-convenção municipal, com foco nas eleições de 2012.

O coronel Marco Dangui Pinheiro, renomado oficial do Exército Brasileiro, presidente do PRP portoalegrense, coordenou o trabalho de instrução dos peerrepistas presentes, destacando a importância do partido ter candidatura própria à prefeitura de Porto Alegre, com nominata de vereadores qualificados para o exercício das funções públicas pleiteadas. Dangui disse que o escolhido para concorrer a prefeito deve se dedicar plenamente ao estudo dos problemas da capital dos gaúchos.



O general Padilha, com eloquência, defendeu que o Partido deve se distinguir pelo caráter de seus pré-candidatos, 100% ficha limpa. Foi interrompido com palmas.

A maioria da militância presente se colocou a disposição para concorrer nas próximas eleições. Eu mesmo disse que estava disposto a concorrer a prefeito, havendo consenso nessa idéia, mas ao saber que o coronel Sérgio Sparta, presidente estadual do PRP, presente no ato também se dispunha a concorrer, prontamente, aclamei o coronel Sparta, por sua precedência e qualificação pessoal, formado em direito, educação física e administração de empresas, como pré-candidato único e natural. Aroldo Medina.


Coronel Sparta

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rocinha: reintegrada à República.



A reportagem do Fantástico da Rede Globo, domingo, à noite na TV, dia 13 de novembro, cunhou na cabeça dos brasileiros, uma história para ser lembrada durante muitos anos. Os blindados CLAnf, M-113, Piranha e Caveirão roncavam na garagem, enquanto a união de cérebros do Estado Maior de uma Força Armada Policial planejava a retomada da Rocinha, no Rio de Janeiro. O anúncio deliberado de mostrar pela televisão o poder coercitivo mobilizado pelo Estado pôs os traficantes na favela a correr como baratas, atrás de óleo queimado para jogar no caminho da Força Expedicionária formada pela Polícia Brasileira e a Força Armada da Marinha de Guerra do Brasil.

Quando a operação de retomada começou, os pneus dos veículos do Estado patinaram na subida, mas quem escorregou no planejamento estratégico dos líderes militares e policiais foram os traficantes. Mais de 200 bandidos fugiram como baratas tontas, se escondendo em porta-malas, enfiando-se em buracos, saindo pelos esgotos ou se embrenhando na mata atlântica.

Com asas de aço, helicópteros voavam como águias ferozes no ar, revivendo um novo Vietnã no Brasil. Não jogavam “napalm”, mas sim folhetos incentivando a população a delatar os criminosos. Na terra, um batalhão de homens da lei avançava imbuído do mesmo espírito dos policiais que prenderam o poderoso Chefão Nem, vencido num leilão de rua em que os comparsas do famoso bandido tentaram comprar a liberdade do seu líder, escondido dentro de um falso carro consular.

20 mil, um milhão de reais foram lances que advogados do traficante fizeram para comprar os policiais do Batalhão de Polícia de Choque da PM carioca. Não levaram. A honra e a honestidade dos PMs cobriram os lances da nobre patrulha liderada pelo intrépido tenente Disraeli Gomes.

Nas janelas das humildes casas empilhadas da Rocinha, o povo brasileiro, antes sufocado pelo poder do estado paralelo formado por bandidos armados, saudava os pracinhas que tomavam o morro e hasteavam a bandeira do Brasil, sem disparar um único tiro, libertando mais de 70 mil habitantes. O barulho ensurdecedor das armas deu lugar a aplausos.

O grito do povo carioca, de independência do tráfico, ecoou tão forte quanto o Grito do Ipiranga e tão firme como o caráter dos policiais brasileiros que não foram derrotados pela propina. Esta história de esperança deve inspirar o coração de trabalhadores brasileiros do Oiapoque ao Chuí que lutam pelo ideal de um Brasil mais forte, em paz, livre de crimes e de nefasta corrupção.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Polícia Militar prende Chefão do Tráfico no RJ


Rodrigo Pimentel, comentarista de segurança pública da Rede Globo, atribui a prisão de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, Chefão do tráfico da Rocinha no RJ, a atenção e honestidade do policial militar que observou um carro nas imediações da Rocinha, com o porta-malas rebaixado, onde estava escondido o traficante. O detalhe levantou a suspeita de um nobre soldado do batalhão de Polícia de Choque do RJ que abordou o automóvel preto. Os tripulantes do veículo tentaram despistar os PMs dizendo que o carro não podia ser revistado, pois, era um carro oficial, diplomático. Não colou. Ai tentaram comprar os PMs. Se deram mau de novo, os PMs eram honestos!

Assistindo a reportagem da TV Globo nesta manhã, emocionei-me com o grito de guerra do soldado do Choque, comemorando a prisão, pois, despertou em minha memória, a lembrança do testemunho de um soldado do Batalhão de Polícia de Choque da BM que durante minha campanha ao governo do Estado do RS, disse-me que cada vez que o Choque da BM, prendia um bandido, os soldados gritavam: "- Força e Honra"! Com esta frase, assinava o final dos 45 segundos que o PRP dispunha na TV para propaganda eleitoral, nas eleições de 2010.

E para completar, sem fugir ao contexto do caráter que a matéria inspira, minha filha Natália, me dizia que seus colegas do colégio se despediam no final das aulas, no segundo semestre de 2010, dizendo: "Fique com Deus no coração"!

Quem diz que não ganhamos?!

Aroldo Medina