terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rocinha: reintegrada à República.



A reportagem do Fantástico da Rede Globo, domingo, à noite na TV, dia 13 de novembro, cunhou na cabeça dos brasileiros, uma história para ser lembrada durante muitos anos. Os blindados CLAnf, M-113, Piranha e Caveirão roncavam na garagem, enquanto a união de cérebros do Estado Maior de uma Força Armada Policial planejava a retomada da Rocinha, no Rio de Janeiro. O anúncio deliberado de mostrar pela televisão o poder coercitivo mobilizado pelo Estado pôs os traficantes na favela a correr como baratas, atrás de óleo queimado para jogar no caminho da Força Expedicionária formada pela Polícia Brasileira e a Força Armada da Marinha de Guerra do Brasil.

Quando a operação de retomada começou, os pneus dos veículos do Estado patinaram na subida, mas quem escorregou no planejamento estratégico dos líderes militares e policiais foram os traficantes. Mais de 200 bandidos fugiram como baratas tontas, se escondendo em porta-malas, enfiando-se em buracos, saindo pelos esgotos ou se embrenhando na mata atlântica.

Com asas de aço, helicópteros voavam como águias ferozes no ar, revivendo um novo Vietnã no Brasil. Não jogavam “napalm”, mas sim folhetos incentivando a população a delatar os criminosos. Na terra, um batalhão de homens da lei avançava imbuído do mesmo espírito dos policiais que prenderam o poderoso Chefão Nem, vencido num leilão de rua em que os comparsas do famoso bandido tentaram comprar a liberdade do seu líder, escondido dentro de um falso carro consular.

20 mil, um milhão de reais foram lances que advogados do traficante fizeram para comprar os policiais do Batalhão de Polícia de Choque da PM carioca. Não levaram. A honra e a honestidade dos PMs cobriram os lances da nobre patrulha liderada pelo intrépido tenente Disraeli Gomes.

Nas janelas das humildes casas empilhadas da Rocinha, o povo brasileiro, antes sufocado pelo poder do estado paralelo formado por bandidos armados, saudava os pracinhas que tomavam o morro e hasteavam a bandeira do Brasil, sem disparar um único tiro, libertando mais de 70 mil habitantes. O barulho ensurdecedor das armas deu lugar a aplausos.

O grito do povo carioca, de independência do tráfico, ecoou tão forte quanto o Grito do Ipiranga e tão firme como o caráter dos policiais brasileiros que não foram derrotados pela propina. Esta história de esperança deve inspirar o coração de trabalhadores brasileiros do Oiapoque ao Chuí que lutam pelo ideal de um Brasil mais forte, em paz, livre de crimes e de nefasta corrupção.

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