quarta-feira, 31 de março de 2010

Aniversário



Quero agradecer a todas pessoas que no dia de hoje, carinhosamente, lembraram do meu aniversário. Divido as boas energias e sentimentos recebidos nesta data querida, com todos. Obrigado por tão boas lembranças, mensagens, e-mails, abraços, beijos, cartões e ligações telefônicas. Sinto-me abençoado por Deus e agradecido, pelas doces alegrias de hoje. A longevidade e a saúde que desejaram-me, divido com familiares, colegas de caserna e amigos.

Ilustro a generosidade de tantos, com uma foto ao lado do nobre governador Germano Rigotto que brindou-me nesta tarde, com uma ligação telefônica cumprimentando-me pelo aniversário.

Ao final deste querido dia, na vida de todos, além de sentir a responsabilidade da lembrança que os amigos e as amigas me trouxeram, lembrei do filme "O Resgate do soldado Ryan", de Steven Spielberg, Paramount Pictures, 1998, naquela parte em que o soldado Ryan, já bem velhinho, ao lado do túmulo do capitão John Miller, papel interpretado por Tom Hanks, diz a sua mulher: "Diga que eu vivi de maneira digna a merecer que tantos defendessem a minha vida".

Assim, peço a Deus e a nosso senhor Jesus que me faça sempre digno do merecimento da consideração recebida na data de hoje.

Aroldo Medina, 46 anos!

terça-feira, 30 de março de 2010

Indios Kaingang



Visitei a comunidade Kaingang, em Redentora (RS), nesta sexta-feira, dia 26 de março de 2010, durante missão da BM. São 8.000 índios vivendo em 23.000 hectares, na reserva indígena Guarita. No local, mais isolados, há também uma tribo de Guaranis, com 150 índios.

Participei de atividades na Escola Estadual Indígena Herculano Joaquim, fundada em 1981, no Setor Laranjeiras, dirigida atualmente pela professora Márcia Arzivenco da Rosa, 30 anos, 10 de profissão. Conta com a ajuda de professores índios para dar estudos aos pequenos kaingangs. Ivone da Silva, 40 anos, a Jagnigri e, Classiani Crespo, 20 anos, a Rínénh, fazem parte da equipe da professora Márcia, além de outros professores índios.

Perguntei aos pequenos a matéria que mais gostavam de estudar? Não hesitaram em responder que era o português! Posição confirmada por seus professores. Senti um misto de orgulho e tristeza ao mesmo tempo, com a resposta. Despertaram-me sentimentos de brasilidade, ao mesmo tempo em que me fizeram sentir o domínio do homem branco. Viajei por instantes, aos Sete Povos das Missões e lembrei das guerras guaraníticas. A Colônia de Sacramento e as reduções jesuíticas assaltaram-me a cabeça. Sepé Tiaraju reviveu em meu coração.

Os índios brasileiros e as nações indígenas dizimadas pelo mundo todo, terão sempre em mim, um guerreiro que os respeita como irmãos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Cova - Melhor documentário de 2010.


Por sugestão de minha filha Natália, 13 anos, assisti esse documentário hoje. Dizer que fiquei chocado, não expressa todo sentimento de contrariedade e tristeza que invadiram meu coração.

The Cove, mostra a matança de golfinhos no Japão.

Durante toda minha vida, até hoje, sempre admirei o Japão, por sua cultura e educação. Não vou culpar toda a nação japonesa pela vergonha que Taiji, província onde os golfinhos são assassinados, imputou a moral do povo japonês, em minha opinião.

Responsabilizo o governo de tão poderosa nação. São culpados o prefeito da cidade, os vereadores, os pescadores da região e todos os japoneses responsáveis por essa brutalidade e todos aqueles que a ignoram.

São hilárias as explicações dadas pelas autoridades locais, coniventes com o ato absurdo dos pescadores de Taiji, para tentar justificar a matança. Uma delas, aliás, a mais estapafúrdia possível, é definirem os golfinhos e as baleias como "uma praga", por comerem peixes demais no oceano. Não é brindadeira não, está lá no documentário.

A matança dos mamíferos inteligentes, ato hediondo, mancha, vergonhosamente, sua bandeira. Transformam, seu sol nascente, num mundo de trevas, cada vez que arpoam um golfinho, em sua bahia sangüinária.

O documentário foi brilhantemente idealizado e produzido, em 2009, por Louie Psihoyos, Fisher Stevens e O’Barry Richard.

The Cove - Documentário Original, em filme

Reportagem ZH sobre o documentário

Golfinhos: você tem coragem para matá-los?


Os japoneses, em Taiji, têm!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Monumento Força Cooperativa




Passando por Nova Petrópolis (RS) dia desses, chamou minha atenção o "Monumento Força Cooperativa", que parecia ganhar vida, no meio das brumas da manhã.

Erguido em 2007, na praça central da cidade, o monumento do escultor Nakle, é uma homenagem a fundação naquele povoado, pelo padre Amstad, da primeira cooperativa da América Latina há cem anos. Simboliza a força da união e o resultado da solidariedade.

Porto Alegre bem que poderia se inspirar em Nova Petrópolis e também ter monumentos com temáticas agregadoras de valores tão úteis para a vida em sociedade, como as idéias difundidas pelo padre Amstad.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ana Amélia Lemos 2010.


É com satisfação que recebo a confirmação, no dia de hoje, da pré-candidatura ao Senado da República, pelo Partido Progressista, da jornalista Ana Amélia Lemos, nas próximas eleições de 2010.

A Ana Amélia e o Lasier Martins, ícones do Grupo RBS, tornaram-se também símbolos de integridade dos gaúchos de boa índole. Comunicadores de alto gabarito profissional, sempre foram muito claros nas suas posições e objetivos nas cobranças de coerência da classe política brasileira e gaúcha, em entrevistas e comentários, especialmente no rádio e na TV.

Outra virtude da Ana Amélia é sua simplicidade. Gentil, costuma dar atenção a todos, sem demonstração de soberba ou vaidade.

Transpirou simpatia e visível agradecimento aos seus colegas de trabalho e a nós seus telespectadores em sua despedida hoje, do Grupo RBS.

Quero dizer para todos os meus amigos e visitantes desse espaço que a Ana Amélia terá um de meus votos para o Senado. Neste ano, escolheremos dois senadores.

Boa sorte em sua nova jornada, querida jornalista Ana Amélia Lemos. Que Deus a ilumine e proteja em sua nova jornada, abençoando-a ainda com muita saúde e sabedoria para defender agora como política, a sociedade gaúcha e brasileira.

sábado, 13 de março de 2010

Grupo Tibiriçá 59

Hoje à tarde, levei a Natália para conhecer o Grupo de Escoteiros Tibiriçá - 59/RS que está ligado ao Colégio La Salle de Canoas. Fomos gentilmente recebidos pelo chefe do grupo, Paulo Vinícius de Palma e os demais integrantes de sua equipe de trabalho, ao lado dos escotistas.

Conheci o Grupo, no final de semana passado, na reunião de pais do Colégio La Salle que montou uma exposição no pátio interno da escola, para divulgar suas extraclasses.

Vinha incentivando a Natália a participar da atividade. No início, ela foi resistente. Identifiquei seus receios baseados na opinião de outros colegas de aula que veêm os escotistas como "esquisitos". Expliquei que antes de formar uma opinião a respeito da atividade, ela deveria conhecer "in loco", a proposta dos escoteiros e dos seus chefes, passando um dia com eles.

A oportunidade veio neste sábado. Depois das apresentações de praxe, pedi licença ao chefe dos escoteiros do Tibiriçá, o Paulo, para acompanhar a sua programação. Atendida minha expectativa de dar o devido apoio moral para a Natália, fui junto com o grupo até o "Capão do Corvo", em Canoas. Um belo parque canoense, no estilo Redenção portoalegrense, cujo lugar, não condiz muito com o nome da ave agourenta.

As atividades do Grupo Tibiriça me encantaram. Os chefes mostraram muito comprometimento com a proposta de ensinar valores que dignificam a condição humana, associados a exercícios de vivacidade, coordenação motora e desenvolvimento emocional.

Em casa, a Natália me deu a melhor notícia do verão: "Papai, vou ser escoteira"! Fiquei muito feliz com a notícia, mesmo.

Parabéns a todos integrantes do Tibiriçá, ao movimento escotista brasileiro e do mundo todo. Tem em mim um defensor incondicional das suas atividades e um incentivador permanente do seu desenvolvimento planetário. Representam valores para toda vida!

Fica aqui ainda meu agradecimento ao coronel Hirsch, meu chefe no DLP (Depto de Logística e Patrimônio) da BM, um escotista de coração que tem um filho escoteiro, por suas recomendações, me apresentando aos chefes do Tibiriça que tem o coronel Hirsch, em alta consideração.

Um fraterno abraço aos escotistas de todo Brasil, Aroldo Medina.

Grupo Escoteiro Tibiriçá 59

terça-feira, 9 de março de 2010

Livros didáticos escolares pela "hora da morte".


Sou defensor incondicional de que o Brasil tem conserto pela educação. A violência urbana e rural, ao lado da corrupção política contumaz em nosso país, são fatos diários que roubam nossa paz e qualidade de vida.

Já escrevi neste mesmo espaço que a educação no Brasil deverá ter um dia nosso maior orçamento público no município, no Estado e na União.

Um aspecto digno de nota nesse cenário é o preço abusivo dos livros didáticos adotados pelas escolas particulares que os pais são obrigados a adquirir no início de cada ano letivo.

Quase tive um infarto quando fui comprar os livros da minha filha, neste final de semana que passou. A Natália cursa a oitava série, numa escola particular, em Canoas. Apenas sete livros eram vendidos pelo preço de R$ 562,00 (quinhentos e sessenta e dois reais). Uma média de R$ 80,00 (oitenta reais) por livro.

O internauta sabe que bons livros para leitura saem por muito menos. Com tiragens elevadas, os livros didáticos em pauta, por mais elaborada, ilustrada e colorida que seja a produção editorial e gráfica, não custa mais do que R$ 20,00 (vinte reais). Por que então toda essa ganância, na cadeia de comércio dos livros didáticos brasileiros? Só vejo uma resposta: ga-nân-cia!

Lamento que num país como o nosso, ainda haja tanto atraso na compreensão de que livros, cadernos, material escolar em geral, sejam objeto de tanta exploração comercial. Pobre Brasil que obriga os pais a tantos sacrifícios para dar aos seus filhos, educação e estudo, bens tão ricos, em condições tão adversas.

Aroldo Medina.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pacote de aumento salarial do Governo divide BM.


Ao abrir meu e-mail pessoal, hoje à tarde, deparei-me com várias mensagens de fontes brigadianas diversas, tratando de uma polêmica estabelecida com um pacote de aumento salarial de soldados e oficiais superiores da BM, gestado pelo atual Governo do Estado do RS, nos últimos três meses.

Lamento ler nessas mensagens, uma contundente divisão entre oficiais e praças da BM. Penso que toda essa discórdia e divisão tem sua origem no Governo Collares (1991-1994). E digo isso, não com o intuito de criticar o governador Alceu Collares, para mim, um homem de bem. Penso que foi mal assessorado quando levaram-lhe a idéia de aumentar somente o salário dos oficiais superiores da BM, quando saiu a merecida isonomia salarial entre delegados de polícia e os promotores de Justiça do Estado, na época. Aos oficiais superiores da BM foi estendido o benefício dessa isonomia. O resto da tropa ficou de fora. Ali se quebrou histórico princípio da verticalidade, na BM, ou seja, a partir do salário de coronel da BM, todos os salários dos demais postos e graduações eram indexados a este salário, recebendo um percentual do salário do coronel.

Na época, a BM tinha uma disciplina mais forte e os protestos foram comedidos e silenciosos dentro da corporação.

A partir daí a coisa foi só piorando, com a ausência de uma política permanente de Estado, na área de segurança pública. Os anos se passaram e a BM ficou com o título que ostenta hoje, dos salários de polícia mais baixos do Brasil. Alguns governantes do nosso querido RS, agravaram a situação, dando aumentos diferenciados para soldados, sargentos, tenentes, capitães e oficiais superiores. Aumentaram assim, a cizânia entre os postos e as graduações.

Desde 1991, nunca deveríamos ter permitido aumentos diferenciados. O mesmo percentual de reajuste concedido pelo Governo ao soldado, deveria ter chegado ao coronel. O mesmo percentual de aumento concedido ao coronel, deveria ter chegado ao soldado.

Onde vamos parar? Sinceramente, não sei. Lamentavelmente, alguns governantes improvizaram na matéria da segurança pública. Não tiveram o devido respeito com a sociedade, nesta área de vital importância para a saúde do Estado e, não tiveram respeito também com o próprio policial, seja ele, militar, civil, perito criminalistico ou agente penitenciário.

Fica o desejo de união. União entre oficiais e praças para que superem este momento difícil de nossa história policial militar, com o devido respeito entre si.

Major Aroldo Medina - 25 anos de serviço ativo na BM.

Reportagem ZH

Entrevista com o Cmt Geral da BM, coronel Trindade.