quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Nilva de Wallau Medina: 82 primaveras.

Minha mãe, Nilva de Wallau Medina, esta de aniversário, hoje. Esta fazendo 82 anos. Sou 100% grato a Deus pela mãe que Ele me deu. Ela, ao lado do meu pai, Ivo Medina (1928-1988), de saudosa memória, sempre foram meus heróis de verdade.
Retrato da mãe. 1952.
O maior Poder deles e, de todo bom pai e de toda boa mãe, presentes, sem infalibilidade, esta no amor com que ungem os filhos e, na educação com que moldam o caráter das crianças que geram.
Pai do Céu e mestre Jesus, abençoem minha mãe e, aproveitem, abençoem ainda todas as outras mães. Deem-lhes vida longa e próspera, com muita saúde e paz. E, inspirem o coração de todos os filhos a honrarem e respeitarem os seus pais, amando-os muito, enquanto ainda estão neste plano terreno.

Aroldo Medina

Essa guria adora um mate.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O que se leva da vida é o que fazemos pelos outros.

Recorte do jornal Correio do Povo.
Não era minha hora... Deus estava comigo. Sempre esta. Ele e o Filho, o mestre Jesus.

Reorganizando papéis e livros na minha casa, encontrei esse recorte de jornal. Minha mente viajou no tempo, instantaneamente.
Patrulhávamos Porto Alegre quando ouvimos pelo rádio da viatura, o chamado de nossa central de comunicação, sobre um roubo em andamento. O motorista olhou para mim e eu acenei com a cabeça, sem lhe dizer nada. Em poucos segundos a viatura voava, com a sirene aberta, acompanhada por outras viaturas das PATRES (Patrulhas Táticas Especiais) do Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar.
Chegamos rápido no local. Fomos recebidos a bala. Um dos criminosos caiu ferido. O outro correu. Fomos atrás dele. Perdemos ele de vista, por alguns instantes. Desconfiei que havia entrado numa farmácia, onde entrei, cautelosamente, encontrando o ladrão usando a balconista como escudo e, apontando um revólver engatilhado, para a cabeça dela.
Sem hesitar, mentalizei o mestre Jesus e lhe pedi em pensamento que se havia chegado a minha hora e eu fosse merecedor, me acolhesse em sua morada, nos próximos instantes.
O bandido estava dentro de um banheiro. Abri o tambor do meu revolver e o descarreguei, entregando minha arma para o sargento Rogerio Suman, mostrando-me para o criminoso. Ele fez o que eu esperava. Tirou a arma da cabeça da sua refém e apontou para a minha, dizendo que ia me matar. Pedi para falar antes de morrer e, o bandido consentiu. Mandei que olhasse para fora da farmácia. Desviando o olhar de mim, ele viu um brigadiano do GATE apontando um fuzil para ele. Jogou-se para trás, entrando, estupefato, para o fundo do banheiro.
Com olhos grandes e esbugalhados me perguntou por que eu havia feito aquilo, lhe advertir que estava sob a mira de um fuzil, prestes a ser abatido. Expliquei que estava ali para salvar vidas, inclusive a dele. O desfecho da história esta na reportagem.
Aroldo Medina


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Luciano Huck presidente.

Luciano Huck!? Prefiro o Ronald Reagan. Será que não se enganaram na pesquisa e não seria o Hulk? Porque ele traria junto, outros Super H.


Iotti e a politica em 2018.

Gosto muito das charges do Iotti. As sacadas dele são 10. Esta então, acertou em cheio numa visão que compartilho com ele. Muitos podem até não compreender a provocação do desenho ou até mesmo discordar, por não ter o hábito de refletir sobre estas contradições no comportamento do eleitor.

Esta charge é uma síntese extraordinária do resultado final das eleições no Brasil, nos últimos 30 anos. Talvez mais. O Iotti subiu na estratosfera e rabiscou uma foto ampla do caráter das eleições brasileiras.

Eu vejo no desenho, irmãos gêmeos. Somos livres para interpretar a figura, felizmente. Democracia é democracia. Doa a quem doer. Certamente haverá quem pense que o bonequinho na charge é o mesmo, em momentos  diferentes. Aí o bicho pega. O cara é bipolar ou é totalmente sem caráter. Até podemos aduzir que existem eleitores assim. Espero que sejam uma minoria. Por isso, prefiro pensar em irmãos gêmeos.

O bonequinho de camiseta amarela representa bem eleitores da classe média que fazem propaganda e compartilhamentos para anular o voto, votar em branco e, agora, a última moda, se abster de votar. A multa é pequena, em torno de R$ 3,50. Sim, três reais e cinquenta centavos. Para muitos parece ser melhor aproveitar o "feriado" da eleição, para passear, afinal de contas os políticos não merecem o voto que pedem. Crápulas, sem vergonha. Há quem diga até que na eleição de 2018 teremos recordes em abstenções. Então vamos merecer mesmo, o que vier das urnas.

O outro eleitor na charge, o de camisetinha branca, o que negocia o seu voto, vota no rato. A moeda de troca é vasta, nessa negociação. Varia de dinheiro vivo até uma lista quase infinita, nesse histórico balcão da eleição, onde esse eleitor, aproveita a oportunidade para pedir ao seu candidato e, pasmem, normalmente ganha mesmo: material de construção, cestas básicas, dentaduras, óculos, par de calçados, conserto do carro, corte de cabelo, roupas, botijão de gás, pagamento da conta de água, luz, telefone, cartão de crédito, festa de aniversário, despesas de funeral, churrascada, cervejada, cachaçada, etc. Vou parar por aqui, porque a lista é longa. Entenderam porque aqueles caras investigados na Lava Jato precisam de tanto dinheiro?

Assim temos, de um lado o eleitor "mais esclarecido", de camiseta amarela, com melhor grau de instrução que fica bravo se a gente disser que é analfabeto político e que vai ficar indignado comigo, ao ler esta desditosa crônica. Aquele que adere a campanhas para anular o voto, votar em branco ou se abstém de votar. O mesmo que embarca na canoa furada do argumento daquelas correntes que dizem que se todo mundo anular o voto ou votar em branco, vai ter nova eleição, com outros candidatos.

Do outro lado, vamos encontrar o eleitor da periferia, cuja renda não se enquadra na classe média, o que aceita negociar. Talvez até o trabalhador desempregado. O que decide a eleição votando no rato que compra votos. Não é a toa que a renovação das vagas nas câmaras e assembleias, raramente ultrapassa a casa dos 20%. Dois terços dos candidatos são reconduzidos aos cargos.

Então torcemos a cara e vamos continuar reclamando dos políticos aproveitadores dessa cultura que o Iotti sintetizou num único desenho, assistindo no sofá da sala, os mesmos sendo reeleitos, perdendo a maior chance que temos de mudar tudo o que achamos errado, votando no dia da eleição, escolhendo um candidato que reflita o caráter de honestidade e capacidade para o trabalho, de milhares de bons brasileiros.

Aroldo Medina


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Segurança Pública de Canoas.

Werner Spieweck, presidente do Consepro Canoas, Valdeci Antunes dos Santos, tenente-coronel Comandante do 15º BPM e Aroldo Medina, tenente-coronel RR da BM, fizeram uma reunião almoço, hoje, no Canoas Park Hotel, unindo forças pela segurança pública de Canoas.

O foco principal da conversa foi o estabelecimento de meta, para melhorar a infra-estrutura da Primeira Companhia do 15º BPM, com sede no populoso bairro Mathias Velho, em Canoas.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Frankenstein pode ser paraninfo no governo Sartori.

Sartoriedagate na segurança pública.
Tem um assunto que tem me incomodado, muito, nestes últimos dias. Inquietado minha consciência profissional, mesmo estando na reserva. A notícia do governo do Estado do RS sobre a abertura de 4 mil vagas para ingresso na BM, de uma única vez. Pode parecer um paradoxo, pois, uma notícia, aparentemente boa, para minimizar a falta de PMs nas ruas, traz vícios ocultos para a sociedade.

A história, num passado recente, esclarece a inquietação que me assalta e rouba minha paz. O governo Yeda Crusius também anunciou com pompas, o ingresso de quase 4 mil PMs. E, produziu uma bela foto no gramado da Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre, no ano de 2009, quando determinou ao Comando da Brigada que fossem colocados em forma, fardados, os novos alunos soldados.

Depois de romperem marcha, para seguir aos seus destinos fora das escolas regulares da BM, faltaram camas, colchões, armários e salas de aula. Até os galpões do Parque Assis Brasil, em Esteio, abrigo de galinhas, coelhos, porcos e outros animais, em época de exposição, viraram "salas de aula" para os neófitos brigadianos que, quase todos os dias "curtiam" uma sauna nos pavilhões da Expointer.

Depois de formados (?) foram para as ruas e suas matriculas foram ganhando um estigma gerador de inúmeros inquéritos e sindicâncias. Nos corredores dos quartéis apurava-se a causa do "fenômeno" de tantos inquéritos e sindicâncias associados as matriculas X e Y egressos do concursão do governo Yeda. Soubesse então que o governo, sempre o governo, quando foi notificado pelo Comando da BM que centenas de candidatos haviam rodado no psicotécnico, mandou (vão negar até a morte) afrouxar os critérios deste exame, para completar as vagas disponibilizadas pelo edital desse concurso.

Aí, descobriram outro probleminha, desta vez no exame intelectual. Tirando os candidatos que atingiram a média exigida no edital, ainda sobravam milhares de vagas. Vem o governo de novo, sempre o governo e, manda o Comando da Brigada baixar a média na marra, até que as vagas fossem preenchidas. E a BM, vai baixando, baixando (ou seria abaixando), baixando o nível, até que finalmente, as benditas vagas foram completadas, para produzir aquela bela foto, no gramado da APM que ilustra esta postagem.

Dá para entender agora por que não tenho dormido direito, pensando nessas 4 mil vagas que o governo Sartori anuncia com alarde, depois de causar a debandada para a reserva, de quase seis mil PMs, em menos de três anos de governo ou seria desgoverno na área de segurança pública? A sociedade que se lixe, o importante é a foto e a reeleição. Não importa a qualidade.

Na peneira de seleção do Sartori para novos soldados da Brigada Militar, com 4 mil vagas, vai passar porco, cachorro, gato, cobra, lagarto, urubu, papagaio, sapo, escorpião e sabe-se lá que outros bichos.

Não sou o primeiro a comparar a raça humana, com animais. Lembram-se do George? George Orwell. Eu mesmo me acho parecido com um cachorro "SRD". Um cachorro misturado (sem raça definida). Explico: meu pai bem brasileiro, era "meio bugre". E, minha mãe, de origem alemã. Acho que deu uma boa cruza. Aceitei bem o meu adestramento, honrando meu pai e minha mãe. Não vai faltar alguém para contestar esse adestramento. Mas democracia é democracia. Não faltará também quem diga que estou latindo demais.

E, por falar em latir... O Victor Frankenstein pode ser convidado para ser paraninfo dessa política de seleção do Sartoraço das Massas; do tipo peneirão que deixa passar tudo que é pedaço, a la Frank. Sou mesmo uma massa, ter votado no gringão que me enrolou feito espaguete. E, ainda levei minha mãe junto, 80 anos, numa cadeira de rodas, para votar nele. Caímos feito patinhos, na lábia do comediante.

As escolas da Brigada, podem formar, em números redondos, mil soldados. Acima dos mil, os alunos são formados fora das escolas, em unidades operacionais, tendo que disputar no tapa, camas, colchões, armários, travesseiros, banheiros, etc. As moças sofrem mais. Imagina um ou dois banheiros para 20 ou mesmo 40 jovens alunas. E, isso, não é trote não. Parece piada. Também não é piada. Nem vou falar nos homens porque homem é homem. Pode ir fazer as necessidades no mato.

Apartadas as piadas infelizes, tenho vídeos dos bastidores da formação de soldados fora das escolas regulares da BM, em unidades operacionais. É triste, indigno e vergonhoso como a Brigada é submetida por governos do vale tudo político.

Começam a entender agora por que, por exemplo, se digitarmos no professor Google questões sobre a formação de PMs, vão surgir matérias escrevendo sobre o despreparo de policiais? Eureca! Eis os vícios ocultos. Uma unidade operacional, além de cuidar do policiamento ostensivo numa cidade, nessas épocas em que o governo se toca, normalmente, na véspera de ano eleitoral, tem que se “virar nos trinta”, para também se  transmutar, precariamente, em  escola de formação de novos soldados. Resultado: nenhuma, nem outra coisa sai direito, como manda o figurino de uma boa formação profissional.

Os próprios soldados formados em escolas regulares da Brigada Militar quando são misturados nas unidades operacionais, com os colegas lá formados, sentem a diferença. Encontram os novinhos instruídos fora das escolas orgânicas mais flexíveis e, com mais jogo de cintura. Dois fatores preponderam para as diferenças notadas também por alguns oficiais: a disciplina e a qualidade da formação. A lógica é matemática: formar um aluno numa escola regular e outro numa escola improvisada revela profissionais bem diferentes. Não preciso entrar em detalhes. Cada um pode tirar as suas próprias conclusões, no resultado desse raciocínio.

O que o governo (com “g” minúsculo) deveria fazer e não faz? Ingresso regular de policiais civis e militares, anual, rigorosamente dentro da capacidade orgânica das suas escolas de policia, assegurando na estrutura de seus estabelecimentos de ensino, salas de aula e alojamentos dignos da missão dos futuros policiais.

Em tempo: olho vivo nas empresas que vão se candidatar e vencer os processos para fazer a seleção nos concursos da segurança pública gaúcha, em fase de elaboração apressada dos editais e etapas subsequentes a publicação do edital. O governo tem pressa para tirar aquela foto, no gramado da APM. Eleição chegando, sabe como é... E, voltando aos estabelecimentos que vão organizar o concursão... Assim como tem instituições sérias e com know how reconhecido, publicamente, na organização de concursos (que jamais aceitariam a violação de critérios pré-estabelecidos, tipo exame psicotécnico e média intelectual mínima para ingresso nas fileiras da polícia do RS), tem outras empresas enrustidas que falhariam até para selecionar o melhor candidato a sindico de um simples condomínio.

Aroldo Medina


Temer Frankenstein ou os políticos brasileiros são mais tenebrosos?



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Macromix inaugura loja em Canoas.

Macromix inaugurou nesta sexta-feira, dia 28/07/2017, loja em Canoas, no bairro Marechal Rondon, rua Liberdade, 1381. Junto com minha filha Natália e o namorado dela, o Rolthiem fomos conferir a novidade. Chegamos na loja, 21 horas. Estacionamento cheio. Supermercado repleto de clientes como nós, em busca de bons preços.

Fomos bem recebidos, começando pelo funcionário que ajudava a coordenar o estacionamento dos carros que chegavam em fila que depois, igualmente se repetia nos caixas. Dentro do mercado o burburinho característico de inauguração. Carrinhos circulando em todas as direções. Parecia aquele trânsito intenso de bicicletas na China que ninguém entende como funciona tão bem a circulação, sem ninguém se bater ou mesmo precisar de sinaleira para orientar o fluxo.

Ficamos na dúvida se fazíamos ou não umas comprinhas porque a fila no caixa assustava mesmo. Paramos na vitrine das carnes, olhando através dos vidros transparentes, como cachorros que ficam namorando aquela máquina que assa o frango girando.

Fui empurrando o carrinho me afastando da tentação e conversando com a Natália e o Rolthiem, se valia mesmo a pena enfrentar a famosa fila de inauguração da loja que estava bem organizada e iluminada, com ótima climatização, corredores amplos, um pé direito bem alto, dispondo de funcionários bem atenciosos.

Fui parar na seção de bebidas importadas, olhando, ao vivo, aquelas pilhas de vinhos chilenos do tipo Concha e Toro Reservado. Leve 3 e pague menos. De R$ 29,00 pague R$ 26,00. Como eu vinha adiando a compra de uns vinhos porque as vacas não andam muito gordas, procurando uma desculpa para me jogar barranco abaixo, meus olhos acharam nas prateleiras dos vinhos, um conjunto de pequenos cartazes anunciando o bazar em seis vezes no cartão da loja e em três vezes nos demais cartões.

O departamento de recursos humanos do Macromix acertou totalmente na seleção dos funcionários de cada seção dessa loja. Botei no carrinho, várias garrafas do meu vinho preferido, empolgado com a leitura do cartaz que anunciava genericamente o bazar, em seis e três parcelas, dependendo do cartão e, voltei na vitrine das carnes bovinas, para namorar com elas. Um abastecedor do setor, atento ao meu interesse pelo produto, pegou uma costela daquelas que não tem como dizer não e com muita gentileza e simpatia, abordou-me, colocando a dita cuja na minha mão, falando ainda sobre as qualidades daquela “supimpa”. Rendido a cordialidade do funcionário, peguei e não larguei mais o osso carnudo e ainda peguei outra costela, só para aquela não ficar sozinha depois, na fogueira em brasa.

Com o vinho e a carne no carrinho, a Natália se encorajou e fez umas compras também. Depois de circular uma hora dentro da loja, somos para a insolente fila. Bravamente mantivemos nossa posição, até sermos bem atendidos pela jovem moça do caixa que não deixava transparecer o sufoco que deveria ter sido o seu dia. As compras foram passando. Um item se duplicou e, prontamente veio a fiscal de caixa fazer o estorno do valor indevido. A fiscal muito simpática também.

A régua passou, entreguei o cartão e veio a surpresa de que não havia parcelamento dos vinhos. Pensei por uns instantes, levo ou deixo a bebida supérflua, enquanto era esquadrinhado pelos olhares de outros clientes na fila, mandando eu me decidir logo. Fulminado pelo raio laser das retinas humanas que me bombardeavam, o calor na minha face subindo, o gatilho da vergonha que me invadia sem cerimônia, disse para a mocinha passar logo o cartão e concluir a compra, sem devolver o item comprado no calor da emoção despertada, espertamente por aquela propaganda abundante, colocada estrategicamente fora do espaço do bazar.

Antes de sair da loja, procurei o gerente do estabelecimento para lhe parabenizar pelo empreendimento muito bem vindo na cidade de Canoas, elogiar a educação dos seus funcionários, principalmente os trabalhadores com os quais tive contato em sua novíssima  loja e, por fim, lhe relatar a expertise daquela propaganda, certamente feita por um funcionário de marketing escolhido a dedo que igualmente deve ter bons conhecimentos de psicologia. O gerente foi um cavalheiro. Jovem educado e bom ouvinte. Ficou de levar o meu relato aos seus superiores. Antes de sair, pedi desculpas ao jovem pela minha desditosa interpretação daquela propaganda que bem poderia ter um anzol como logomarca.

Cheguei em casa, ainda me imaginando um peixe fisgado ou mesmo uma galinha, pega numa rede. Torceram-me o pescoço, com inteligência, mas a bem da verdade, mataram-me como cliente. Não pretendo mais nadar, nas águas do Macromix. Saí frustrado desta minha primeira compra nesta rede. Não sou um peixe muito evoluído.

Aroldo Medina

terça-feira, 25 de julho de 2017

Não me trova, Sartori.

Trabalhei na Brigada Militar durante 30 anos consecutivos, 100% ficha limpa. Comecei minha carreira na BM, em 1986, depois de ser aprovado no vestibular, concorridíssimo, da PUC-RS, em 1985. Vencida a etapa da seleção intelectual, para o CFO (Curso de Formação de Oficiais), seguiram-se os exames médico, um rigoroso físico e o famoso psicotécnico.

Optei pela carreira militar, sentindo-me vocacionado. Exerci todas as funções inerentes à carreira de um oficial de Polícia Militar, servindo na área operacional e administrativa. Também fiz na APM-RS (Academia de Polícia Militar) todos os cursos internos, habilitando-me para promoção de capitão a major, concluindo o CAAPM (Curso Avançado de Administração Policial Militar), em 2001 e de tenente-coronel a coronel, fazendo o CEPGSP (Curso de Especialização em Políticas e Gestão de Segurança Pública), em 2015. 

Em minha passagem para a reserva remunerada da Brigada fui agraciado com a Estrela de Reconhecimento da Corporação, grau prata, através do decreto estadual 52.445 de 30 de junho de 2015, por proposta do Comando Geral da BM, assinada pelo insigne coronel Alfeu Freitas Moreira. A finalidade desta síntese é ser avaliado como fonte, sobre o que vou escrever logo adiante.

Hoje, recebi no meu aparelho de telefone celular, através do aplicativo whatssap, uma propaganda do atual governo do Estado do RS, mandando eu me ligar, quando, na verdade, eu penso que quem deveria se ligar ou se flagrar era o próprio governo ou nosso governador piadista. 

A propaganda começa gritando. “TE LIGA: Estado recompõe quadro de servidores da segurança para combate a criminalidade. Durante o governo Sartori, esta havendo a maior recomposição dos quadros da Segurança Pública dos últimos anos. Até o final de 2017, teremos 4.262 novos servidores na carreira. Brigada Militar: 1.649 soldados e 24 oficiais, sendo 494 em fase de formação; Corpo de Bombeiros Militar: 475 servidores; Polícia Civil: 561 inspetores e escrivães e 1 delegado; Instituto Geral de Perícias: 106 servidores, em fase de concurso; Susepe: 726 ingressaram e 720 estão em fase de concurso. O somatório de medidas do governo começa a superar a defasagem histórica do quadro de servidores da Segurança. (Grifo do Governo). Leia mais no Não me Trova: https://goo.gl/42ahjc

Não me trova é realmente um excelente título para escrever sobre a matéria do governo que recebi no meu telefone celular.

Quem conhece os bastidores da política brasileira, deve doer o olho quando lê e, deveria doer ainda mais a consciência do governo quando escreve e negrita: “O somatório de medidas do governo começa a superar a defasagem histórica do quadro de servidores da Segurança”. A propósito: quem disse que os governos tem consciência? Especialmente os governos no Brasil.

O governo do Estado do RS esta longe de começar a superar a defasagem histórica do quadro de servidores da segurança pública dos gaúchos. A lei estadual nº 10.993 de 18/08/1997, alterada pela lei 13.970/12 fixa o efetivo da BM em 37.050 (trinta e sete mil e cinquenta), militares estaduais, entre oficiais e praças. Nos 30 anos que servi na BM, nunca vi o seu efetivo tão baixo, como na atualidade. Em números redondos, no ano de 2017, podemos estimar o efetivo da Brigada Militar, em 12.000 militares, no quadro de policia ostensiva, acrescidos de 2.500 militares do novo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do RS.

Assim, podemos falar que só na BM existem hoje 25 mil vagas a serem preenchidas. E, observe que estas vagas são na Brigada. Não estamos computando as vagas existentes no CBM (Corpo de Bombeiros Militar), hoje, separado da BM, mais as vagas abertas na Polícia Civil, na SUSEPE (Superintendência dos Serviços Penitenciários) e no IGP (Instituto Geral de Perícias).

Essa propaganda do governo que esta usando e abusando dos seus CCs (Cargos de Confiança) para disseminá-las nas redes sociais, não esta correta. É um subterfúgio político querendo alicerçar em areia movediça, a reeleição do governador Sartori, com rejeição e reprovação do seu governo, bem acentuadas em pesquisas feitas por institutos mais tradicionais e independentes.

Em apenas dois anos e meio, o governo Sartori é responsável pela saída de quase seis mil brigadianos (eu sou um deles) que pediram sua aposentadoria, por insegurança jurídica gerada pela ausência de uma política de governo de esclarecimento de reformas no Estatuto da Brigada Militar, pretendidas e propagadas, atabalhoadamente, pelo próprio Governo do Estado.

Tem aquele ditado: “O homem livre é senhor da sua vontade, mas escravo da sua consciência”. Votei e fiz campanha para o governador José Ivo Sartori. Acreditei tanto que convenci muitos amigos e familiares, até minha mãe (muitos aqui a conhecem), com 80 anos de idade (dispensada de votar) e cadeirante, a ir junto comigo, “votar no gringo”. Se arrependimento matasse, eu e ela estaríamos mortos agora. 

O governador Sartori nos trovou bonito.

Aroldo Medina




sexta-feira, 30 de junho de 2017

Freeway: BR 290 trecho Porto Alegre - Osório.

Melhor rodovia gaúcha. Foto: Felipe Vieira.

Ouvindo o noticiário hoje, tomei conhecimento de que a concessão da administração privada da rodovia BR 290, no trecho Porto Alegre até Osório (RS), para a empresa TRIUNFO CONCEPA, esta terminando. Utilizo esta rodovia, frequentemente, nos últimos 20 anos.

Esta estrada foi inaugurada, em 1973 e passou a ser administrada pela CONCEPA, em 1997. Desde que assumiu a administração, a estrada sempre passou por melhorias constantes. É notória a qualidade da manutenção e as benfeitorias feitas neste trecho da rodovia, nas duas décadas de administração da CONCEPA.

Se fizermos uma viagem na memória dos nossos deslocamentos pela Freeway, vamos lembrar a euforia que foi dirigir legalmente, a mais de 80 Km por hora. Estrada boa, dá para andar um pouquinho mais rápido. As pistas foram sendo ampliadas, o asfalto recapado com qualidade, ótima sinalização, construção de viadutos, acessos, refúgios e divisórias centrais, instalação de câmeras de video monitoramento e iluminação para melhorar a segurança, serviços de emergência, ambulância e guincho, socorro mecânico, vários guichês de cobrança de tarifa funcionando para diminuição das indefectíveis filas, etc.

A bem da verdade, não conheço consórcio empresarial no Rio Grande do Sul que administre uma rodovia, com tanta seriedade, comprometimento com a missão e profissionalismo. Esta comprovação é baseada na excelência e durabilidade das obras que, permanentemente, são feitas nesta estrada, a olhos vistos de quem se desloca por ela.

O fluxo de veículos nela é intenso. Já pararam para pensar quantas vidas humanas foram salvas pelas melhorias que a Freeway passou nestes últimos vinte anos? Atrevo-me a estimar em dezenas. Talves, centenas. Vale cada centavo que pagamos no pedágio que sempre esteve entre as tarifas mais baixas, quando comparamos com outras praças de pedágio.

É claro que o ideal era não pagarmos pedágio, mas com os desgovernos que temos, gastando sempre mais do que arrecadam e, nos sobrecarregando de impostos, dou o braço a torcer e, prefiro pagar um pedágio razoável para trafegar com mais segurança. E este dinheiro que pagamos para a CONCEPA, sempre foi muito bem investido na própria rodovia, fazendo jus, a empresa, ao lucro pelo seu trabalho com qualidade exemplar, gerando dezenas de empregos.

Preocupa-me o término desse contrato, pois, podemos ficar sem a CONCEPA, principalmente porque nessas horas em que o Governo deveria mostrar mais boa vontade e empenho, na renovação de um contrato de sucesso, faz-se de morto, jogando para a torcida, demagógicas propostas de redução de tarifas. Como se fosse possível a uma empresa idônea e que deve pagar seus impostos em dia, baixar seus custos no grito, especialmente no conturbado momento econômico que vivemos.

Aroldo Medina

Acesso a Porto Alegre via Freeway

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Implosão do Governo Temer

O governo do presidente Michel Temer implodiu. A bomba "T", com alto poder de destruição governamental, foi detonada ontem, após o jornal O Globo publicar reportagem do seu colunista Lauro Jardim.

A reportagem afirma que os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do maior frigorífico brasileiro, o JBS, incriminaram o presidente Michel Temer, dizendo ter uma gravação onde Temer avaliza suborno para manter o ex deputado federal Eduardo Cunha, em silêncio. Cunha mantem-se calado, desde que foi preso.
Wesley e Joesley

O gabinete da Presidência da República divulgou nota negando a denúncia. A negação da corrupção nos governos brasileiros é comum, porém, todo cidadão brasileiro, com um mínimo de discernimento político, sabe que os governantes executivos e legislativos pegos no flagra, mentem, negando até a morte a sua culpa dolosa.

O Governo Temer acabou. As reformas políticas em andamento, previdenciária e trabalhista, também. O Congresso Nacional vai virar uma arena de guerra, uma na Câmara e a outra no Senado, a partir de hoje, com torcedores nas ruas, reproduzindo o clima das casas legislativas. Os deputados e senadores de oposição vão a revanche contra os governistas. O sangue vai espirrar na cara dos brasileiros que vão assistir a economia desandar, como um merengue mal batido.

Temer não renuncia. Os que se agarram ao poder e aos cargos ao seu redor vão jurar para o presidente que não vai dar nada até o seu impeachment ou o STF achar uma solução para mais um nó górgio, na garganta dos brasileiros.

Aroldo Medina

Lauro Jardim.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Canoas Tae Kwon-Do Clube

Mestre Celso Carvalho preside o Canoas Tae Kwon-Do Clube. A sede da sua academia de artes marciais fica na avenida Rio Grande do Sul, nº 477, bairro Mathias Velho, em Canoas, ao lado da Igreja São Pio X.

Há mais de três décadas o professor Celso ministra aulas de artes marciais para crianças, jovens adolescentes e adultos, de ambos os sexos. E, engana-se quem pensa que artes marciais é apreender a bater nos outros. Mestre Celso e seus professores ensinam disciplina aos alunos para cuidarem da sua própria saúde física e mental, apreendendo movimentos que educam a mente e o corpo a se defenderem em situações de emergência.

Mestre Celso, faixa preta, 6º Dan, explica que o Tae Kwon-Do é uma arte marcial de origem coreana com mais de dois mil anos de existência que chegou ao Brasil, em 1970, através do mestre Sang Min Cho, no Estado de São Paulo. No RS chegou com o mestre Yung Man Kim, em 1974, na cidade de Porto Alegre. O Tae Kwon-Do foi incluído nas Olimpíadas a partir de 1994.

Nas palavras de mestre Celso, professor de centenas de alunos em quase 40 anos de atividades, destaca que os pais de hoje em dia, devem estar sempre atentos a proporcionar aos seus filhos, ensinamentos que sirvam para toda vida. Alerta os pais que o Tae Kwon-Do é uma excelente atividade para tirar o filho de "dentro do quarto" de sua casa, onde o computador enclausura crianças e jovens adolescentes, levando-os a uma vida mais saudável e sociável, fora da Internet.

Aroldo Medina

Professor e aluno formam célula mater do Tae Kwon-Do.

terça-feira, 18 de abril de 2017

BANRISUL: VENDE-SE.

Caminhando hoje de manhã, no Centro de Porto Alegre, o adesivo nesse carro chamou minha atenção. Achei que a venda do Banrisul era um caso superado. Ingenuidade.
Ao longo do dia, recebi um vídeo, esclarecedor, cuja síntese é: há 20 anos a dívida do RS com a União era 9 bilhões. Hoje é de 52 bilhões, mesmo depois de serem pagos 25 bilhões.
Há uma negociação em curso, entre os atuais governos federal e estadual, chamada de regime de recuperação fiscal que EXIGE do RS, a venda do BANRISUL e da CORSAN, verdadeiras "galinhas dos ovos de ouro", para conceder ao Estado, a suspensão do pagamento da dívida, por apenas três anos, com juros módicos de TRINTA BILHÕES DE REAIS.
E, "plin", a dívida do RS passa a ser de R$ OITENTA BILHÕES.
Os interessados na compra das nossas galinhas gordas e bem douradas, já se articulam em reuniões secretas com os vendilhões do templo, para "ajustar" a divisão dos ovos.
A CORSAN vendida para iniciativa privada, também vai fazer "plin" na nossa conta de água que no curto prazo, terá seu valor multiplicado três vezes.
Vamos ficar quietos?

Aroldo Medina


RS deve 52 bilhões


Negócio de português: pega emprestado nove, paga 25 e ainda deve 52 bilhões e, pensa em suspender o pagamento da dívida por três aninhos e passa a dever 80 bilhões. Palmas!!!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Aniversário.

Grato a todos pela lembrança e generosidade das palavras que colhi no abençoado dia de hoje. Rogo a Deus, ao mestre Jesus e suas Cortes Celestiais que dividam com todas as pessoas, os fluidos positivos emanados por corações inspirados no amor ao próximo, recebidos nessa data tão especial.

Retribuo as felicitações, com uma lembrança: a ciência de que nossa vida sem esperança é como um barco a vela, num mar sem vento.

Força e Honra! Fraterno abraço, a todos.

Aroldo Medina


quinta-feira, 30 de março de 2017

Líderes do amanhã.

Revendo as fotografias que ilustram esta postagem, da época que minha filha Natália Medina passou a presidir o Grêmio Estudantil do Colégio La Salle Canoas, em 2010, parei para pensar... Onde será que estão sendo formadas as lideranças das futuras gerações que irão governar o Brasil?
A resposta é mais simples do que se possa imaginar. Essas lideranças começam a ser formadas em nossa própria casa, no seio de famílias onde o pai e a mãe exercem o papel fundamental de amar os filhos, de educar eles, impor limites com disciplina clara, ensinando o conceito de autoridade, estimulando sua "inteligência analógica", sem esquecer de uma boa educação espiritual.
Devem os pais lembrar de gravar na educação dos filhos, desde sua primeira infância, os valores que devem compor o caráter de honestidade permanente que faltam nos políticos de hoje, começando por si próprios, dando o exemplo. " - A palavra convence, já o exemplo, arrasta".
Fraterno abraço a todos. Deus esteja sempre entre nós.
Aroldo Medina



segunda-feira, 20 de março de 2017

Polícia Federal: Operação Carne Fraca.

A Polícia Federal Brasileira desencadeou, na sexta-feira (17/03/17), a "Operação Carne Fraca" que também poderia ter sido batizada como Operação Carne Podre, após constatar o comércio de produtos alimentícios deteriorados e adulterados com produtos químicos que mascaravam a deterioração. A investigação da polícia durou dois anos e culminou com a prisão de funcionários públicos que deveriam fiscalizar a qualidade dos alimentos, mas eram subornados por empresários do setor que pagavam pela revalidação dos produtos impróprios para o consumo humano.

Lendo as repercussões sobre o problema, passamos a ver desde as charges de bom humor satirizando a questão, principalmente nas redes sociais, até manifestações de critica velada a ação da Polícia Federal. É vergonhoso para a nação Brasileira, qualquer tipo de cesura, disfarçada de análise aludindo que a Polícia Federal não deveria ter tornado público o problema de adulteração de produtos brasileiros a base de carne, para não prejudicar o comércio interno e externo da mercadoria que é uma ameaça grave a saúde dos seus consumidores.

É vergonhosa a postura de governantes que correm agora para tapar o sol com a peneira e de presidentes de sindicatos da carne darem entrevistas minimizando o problema da proteína animal ser "enriquecida" com papelão, salmonela, cabeça de porco moído e sabe-se lá que outras porcarias metiam nos embutidos, uma vez que grandes empresas como Sadia, Perdição, Seara e Friboi, permitiam a adulteração dos seus produtos. Dizer que a adulteração é um caso isolado, não passa de uma mentira deslavada, pois, pode-se acreditar que um dirigente de grande sindicato ou presidente dessas empresas, não sabiam do esquema? Creio que não.

Por analogia, não se pode acreditar que a Presidência da República não sabia de nada no esquema do mensalão e muito menos do Petrolão que quebrou a Petrobrás. Não se pode acreditar que os presidentes e dirigentes das grandes empreiteiras que subornavam Governos e funcionários públicos para ganhar as licitações de obras superfaturadas, não sabiam de nada e, só abriram o bico porque começaram a ser presos e foram desmascarados nas delações premiadas.

E agora querem botar a culpa na Polícia Federal, no Ministério Público, no Judiciário, a quebra da balança comercial da venda da carne brasileira para o exterior, os contratos que indefectivelmente serão anulados, o desemprego de alguns milhares de trabalhadores que é bem provável vão perder o seu emprego na Sadia, na Perdição, na Friboi, na Seara? Hipócritas.

Os únicos responsáveis por todas consequências nefastas da operação carne podre são aqueles que permitiram a adulteração dos seus produtos, colocando a saúde dos consumidores em risco e tantos que adoeceram comendo carne podre processada com porcarias e maquiagem química, com agravante de serem anunciadas com pompas, em propagandas enganosas, utilizando ícones da TV brasileira.

Aroldo Medina

Polícia Federal do Brasil: nota 10 para o seu trabalho.



Prefeitura de NH atormenta tendeiros.

Parei na banca do Kojak, para comprar um saco de lenha, destinada ao churrasco do final de semana que passou. Notei o homem cabisbaixo, semblante fechado, olheiras. O que aconteceu? Homem. Perguntei-lhe. Deu de ombros e, permaneceu calado. Insisti. Não respondeu. Havia alguma coisa errada, porém, paguei a lenha e fui embora.

Hoje de manhã, estacionei o carro próximo da banca do meu amigo José dos Santos Nardes, o Kojak. Cheguei e me abanquei. O tendeiro estranhou. Em cinco anos que sou cliente dele foi a primeira vez que entrei no seu rancho e sentei. Fizeram-me sala, ele e a esposa Mobel. Fui direto. Perguntei o que estava acontecendo e disse que só sairia dali, depois de saber o motivo da sua preocupação.

Como se a Prefeitura de Novo Hamburgo não tivesse coisa mais importante para se preocupar, resolveu encrencar com os tendeiros instalados próximos do CTC Terra Nativa. Parece que a prefeita Fátima Daudt, esta incomodada com os tendeiros, porque ocupam uma área verde do município. Deduzo então que a prefeita já deve ter um projeto bem definido para ocupar de imediato, a faixa de domínio da rua Sapiranga, numa extensão de 500 metros de mato, em frente ao referido CTG,  para mandar sua gente atormentar os tendeiros que estão ali há mais ou menos, vinte anos.

Dias atrás, li uma notícia no jornal NH que a prefeita tinha botado o pé na água, depois de uma enxurrada que lavou a cidade. Grande feito! Vai botar agora, o pé na jaca, mandando "tirar por tirar", os tendeiros da rua Sapiranga. O Kojak, o Careca e o Barbudo são trabalhadores bem humildes, tendeiros que nada mais fazem do que trabalhar de sol a sol, vendendo, principalmente, lenha e carvão para o churrasco de centenas de famílias que frequentam o local, em busca de produtos típicos da beira de estrada.

O primeiro estupro que ocorrer no matão da rua Sapiranga, pode botar na conta da atual administração da Prefeitura de Novo Hamburgo, pois, é o que vai acontecer depois da retirada dos tendeiros que povoam o local. É só uma questão de tempo, para esse prognóstico abominável acontecer, de mulheres indefesas serem atacadas por ali, porque o mato desabitado, numa larga extensão, voltará a ser um lugar ermo, propício ao crime, inclusive para a pratica de assaltos, com frequência bem maior do que ocorre hoje.

Outra consequência previsível: a paisagem das hospitaleiras bancas de hoje, será substituída por lixo jogado na beira desta via urbana. Antes do Kojak, do Careca e do Barbudo se instalarem ali como tendeiros, o mato era cheio de lixo.

Tendeiro Kojak: hospitalidade como marca registrada.
Os três tendeiros perderem o sono, com a retirada das suas bancas, não é nada perto das consequências previsíveis de insegurança pública que vão passar a acontecer, próximo do número mil, da rua Sapiranga, numa ação que até pode ter amparo legal, mas é imoral e anti-social. Grande obra! Prefeita.

Aroldo Medina


P.S. Vou continuar acompanhando o caso, mantendo meus leitores informados sobre as cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Tendeiro de NH salva mulher de estupro.


José dos Santos Nardes, 65 anos, é natural da Colônia Vitória, município de Santo Ângelo (RS), de onde saiu com a família, aos 4 anos de idade, indo morar em Giruá e depois Salgado Filho, vindo parar em Novo Hamburgo. É filho de Aurora dos Santos Nardes, falecida aos 84 anos de idade, mãe de cinco filhos. Vive em companhia de Mabélia Miranda da Silva, 58 anos, Mobel, como a chama carinhosamente.

O Kojak, como é chamado pelos amigos, estudou até a segunda série do curso primário. Trabalhou na roça e cortou lenha desde os seus 15 anos. Mais crescido, retornou a Santo Ângelo para atuar como estivador em cooperativas agropecuárias, atividade que exerceu também em Giruá e Salgado Filho.

Há 20 anos, abriu uma tenda em frente ao CTG Terra Nativa, na rua Sapiranga, nº 1080, bairro Canudos, em Novo Hamburgo, para venda de frutas, mandioca, mel, rapaduras, lenha, carvão e outras mercadorias, tipicamente da colonia. Kojak recorda que acampou no terreno, retirou o lixo e passou a zelar para que não colocassem mais resíduos na terra. Lembra que escolheu o local, embora sendo um matagal cheio de lixo, por sua proximidade com o CTG que imaginou ser um bom vizinho.

O tino para o negócio veio a se consumar na prática, pois o novo tendeiro e sua companheira Mobel conquistaram clientes que frequentavam o Centro de Tradições Gaúchas, fazendo vários amigos entre eles. A instalação de uma floricultura ao lado do CTG, mais tarde, veio melhorar mais ainda o fluxo de clientes na tenda do Kojak.


Kojak perdeu a conta de quantas pessoas já socorreu nas cercanias de sua tenda, de dia e de noite, vítimas de tentativas de assalto, roubo e estupro. Numa dessas ocasiões, não pensou duas vezes, quando viu um homem agarrar uma mulher e arrastá-la para dentro do mato. Sentado na frente da sua tenda, ao lado de Mabel, como de costume, vigilante, saltou da cadeira e agarrou um porrete e saiu gritando "- Larga ela"; na direção do estuprador que vendo o homenzarrão de coragem missioneira avançando em sua direção, largou a vítima e saiu correndo. A mulher, em prantos, amparada pelo Kojak e confortada por Mabel, depois de se acalmar e beber um copo d'água, partiu agradecida, rogando a Deus que o casal fosse abençoado pela solidariedade.

O tendeiro dos Sete Povos tem inúmeras histórias de heroísmo anônimo. Tem noção que arrisca a vida toda vez que se mete a salvar pessoas que buscam refúgio em sua barraca de madeira rustica, perseguidas por assaltantes. Conta com Deus, diz o tendeiro, toda vez que isso acontece.

Não é difícil entender porque a Tenda do Kojak é um porto seguro, num local em que o mato na beira da rua é predominante, pois, funciona das sete da manhã às nove da noite, todos os dias, de segunda a segunda, como diz o tendeiro, sem descanso nos domingos e feriados.

Conta com orgulho, histórias que dignificam a natureza humana. Mesmo com a tenda fechada depois das nove horas da noite, não hesita em abri-la, quando ouve um casal batendo na sua porta, em busca de algum chá, para amenizar a cólica do filho recém nascido. E, não são poucas vezes que, percebendo a humildade da pessoa em busca de remédio caseiro, dá o ramalhete de macela do campo, sem cobrar nada por ele.

Na rua Sapiranga, próximo do CTG Terra Nativa, estão instalados ainda, mais dois tendeiros, popularmente conhecidos como o Careca e o Barbudo, trabalhadores incansáveis de todos os dias, como o Kojak, que servem a comunidade dos arredores e de outras cidades, com lenha e carvão de ótima qualidade, com excelentes preços, além de outros produtos típicos do comércio de beira de estrada.


Redação: Aroldo Medina.