quinta-feira, 4 de abril de 2013

O transporte na ambulância

Enquanto aguardava, pacientemente, junto a sala de emergência do HPSC, os preparativos da transferência de minha mãe, do Pronto Socorro de Canoas para o Hospital Independência, me fazia companhia, o livro "Reportagens que fizeram história", RBS publicações, edição 2009, obra comemorativa dos 45 anos do jornal Zero Hora. Sempre que prenuncio esperas mais longas, cato um livro de minha estante, em casa.

Quando estava na página 112 fui chamado pela equipe da ambulância da SAMU, placa 5128. "- Tudo pronto, major. O senhor pode nos acompanhar". Disse o jovem para-médico. Segui o moço, passando por dentro da sala de emergência, lotada, onde minha mãe era assistida e movimentada por 4 pessoas e logo a seguir, acomodada dentro da ambulância.

"- Tudo pronto! Pode seguir". Disse o paramédico confiante no seu trabalho, ao motorista do veículo de emergência que iniciou o seu deslocamento. Sentado no banco da frente, no lugar do carona, meu coração disparou quando a sirene da ambulância foi acionada. Mais uma vez recorri a Deus, a Jesus e sua Corte Celestial pedindo que nos abençoassem com um caminho aberto, livre de obstáculos.

O motorista era experiente, conduzia a ambulância com segurança e consciente das manobras desviando de outros veículos que lhe davam passagem, ao ouvir a sirene berrando. Os motoristas respeitam as ambulâncias. Em todo trajeto presenciei solidariedade. Num transito caótico, mortífero em acidentes, senti orgulho de ver tantos motoristas abrindo passagem.  Já os pedestres precisam de mais educação.

No trajeto, não foram poucos os pedestres que prejudicaram o avanço prioritário da ambulância. Na avenida Assis Brasil, por exemplo, o sinal estava verde para as pessoas que atravessavam na faixa de segurança. A pista da esquerda livre, o motorista da ambulância, pressentindo que não teria a gentileza dos passantes, foi diminuindo a marcha até parar. Uma mulher, com uma criança no colo, pareceu diminuir o passo e encarar o motorista da ambulância, esquadrinhando-o com um olhar de quem insinua que a faixa é dela. O motorista, muito disciplinado, chegou a balbuciar um "- Que barbaridade!"

Chegamos sãos e salvos no Hospital Independência! Agradeci a Deus por termos chegado em segurança e minha mãe com vida.

Aroldo Medina

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