sexta-feira, 16 de maio de 2014

Indústria farmacêutica: lucro fácil e exploração.

O elefante e a formiga. A formiga sou eu. O elefante esta ilustrado.

Depois de levar minha mãe hoje a tarde, na UPA 24 horas (Unidade de Pronto Atendimento) Hugo Simões Lagranha, em Canoas, onde fomos muito bem atendidos, fui na farmácia, depois de deixar minha mãe em casa.

O médico prescreveu para minha mãe, cloridrato de ciprofloxacino 500 mg, um antibiótico. Ela deve tomar um comprimido a cada 12 horas, durante dez dias (20 comprimidos), para combater uma infecção urinária, diagnosticada através de exames.

A atendente da farmácia me trouxe duas caixas do remédio. Uma caixa com 14 comprimidos e outra com seis. Perguntei o preço de ambas. A caixa com 14 comprimidos custava R$ 33,67 e a com seis R$ 30,17. Sugeri então levar outra caixa com 14 comprimidos. A farmacêutica do estabelecimento negou. Então perguntei a sub-gerente da farmácia o que eu faria se na prescrição tivesse, por exemplo, 24 comprimidos. Ela, prontamente, respondeu: "Leva quatro caixas de seis". Resposta bem legal, para a farmácia, naturalmente.

Façamos uma conta simples. "Regra de três" (matemática de ensino fundamental). Se uma caixa de remédios com 14 comprimidos custa R$ 33,17 quanto deve custar uma caixa com 6 comprimidos. Resposta: R$ 14,43 e não R$ 30,17 (diferença de mais de cem por cento), no custo dos comprimidos.

Entenderam agora porque me "senti" uma formiga? Ou será outro bicho? Talvez um asno. Ou quem sabe uma anta. Não sei. Aceito sugestões.

Aroldo Medina

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