terça-feira, 12 de maio de 2009

Síntese de uma história de vida


Meu nome é Aroldo Medina. Nasci em 31 de março de 1964, na cidade brasileira de Santana do Livramento (RS). Estou com 45 anos de idade. Moro na cidade de Canoas (RS), em propriedade de minha família há mais de 30 anos. Meu pai levou 20 anos para pagar a casa que moramos. A Caixa financiou. Sou solteiro e tenho uma filha com 12 anos. Minha fase de menino e adolescente vivi na cidade onde moro. Naquela época queria ser astronauta. Muitos meninos na minha época sonhavam em ser astronautas. Depois pensei em ser piloto da FAB. Descobri que não podia ser piloto de caça porque tinha um pouco de miopia e astigmatismo nos olhos. As férias escolares de final de ano costumava passar em São Gabriel (RS). Nesta cidade gostava de me divertir na estância de minha vó paterna, localizada no distrito de Batovi. Lá andava à cavalo, pescava, subia nas árvores, dirigia o fusca do meu pai, no campo e no meio das vacas, sem nunca atropelar nenhuma, apesar de não ter carteira de motorista. É claro que cometia, às vezes, alguma barbeiragem, normalmente quando aparecia alguma prenda bonita e eu queria me exibir para ela. Meu primeiro emprego foi num supermercado aos 12 anos, inclusive, com carteira assinada. O primeiro salário que ganhei, comprei todo ele em brinquedos que distribuí entre meus amigos. Apreciava muito revólveres de espoleta, soldadinhos de plástico e jogos de mesa. Dama e xadrez. Quando apareceu War, passava horas jogando. Nunca gostei de cartas. Conversava muito com minha mãe, uma mulher muito elegante e politizada. Uma prenda do lar, exemplar. Sempre me ajudava nos temas de casa e com disposição para ouvir minhas queixas, contra as injustiças que eu acreditava ter sofrido. Meu pai era firme comigo. Um gaúcho autêntico. Trabalhador, honesto no mais elevado grau, corajoso. Os irmãos de minha vó diziam que meu pai gostava de provocar jacarés quando menino. Ele puxava-me as rédeas quando as artes extrapolavam. Usava sua cinta para me dominar quando eu saia muito dos eixos ou me trancava no quarto e dava um livro para ler. Só reconquistava a liberdade, depois de mostrar que tinha aprendido alguma coisa com a leitura. Nestes dias de claustro, o livro que mais gostei foi "O Homem que Calculava", do escritor fantasma Malba Tahan. No castigo li poemas também. Um dos que mais gostei e lembro "de cor" até hoje é "Se", de Rudward Kipling. Meu pai e minha mãe “tocavam” em meus ouvidos, um disco que parecia não gastar nunca. O título deste disco era: "Estuda Aroldo". No colégio Maria Auxiliadora, em Canoas, vivi a maior parte de minha formação escolar. As freiras me davam duro. Eu era "um pouco" conversador em sala de aula. A conversa me levou à presidência do Grêmio Estudantil. Tive professores inesquecíveis: Ema, Paula e Sandra (no primário), irmã Irma (religião na 8ª série), no 2º Grau, José Nilton (português), Francisco (história e geografia), Victor Hugo (biologia), Georgina (matemática). Meus colegas de classe são tantos que me auxiliaram que não posso cometer o erro de tentar nominá-los e esquecer de um. Ao completar a maioridade em 1982, fiz questão de servir à FAB, também em Canoas. Entre os fabianos vivenciei momentos que trazem em minha memória só boas lembranças e felicidade. Sargentos Baigorra, Bissoloti, Alcedino, Altamar, Peixoto, cabo Clênio, S1 Bergamim estão vivos em minha memória. Dei baixa para voltar a estudar e fazer concurso para a Brigada Militar. Depois de frequentar a SOGIPA, como atleta temporário, buscando preparo físico para os exames físicos da BM e, estudar muito no Cursinho Pré-vestibular Universitário, em Porto Alegre, para fazer o vestibular da PUC-RS, virei bixo, na Academia de Polícia Militar, em 1985. No Cursinho, lembro que ficava encantado com as aulas do professor matemático Túlio Santos e do professor Kaplan, de história. Vertiam saber. Dominavam seus alunos com seu carisma. Em 17 de fevereiro de 1986, tem início minha carreira na Brigada Militar do Estado do RS, onde estou até hoje. Nesta data, inicia uma nova história em minha vida.

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