sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Projeto de lei no RS quer extinguir exame psicotécnico dentro da Brigada Militar.

O soldado Luis Rodrigo Bialoso, 29 anos, 7 anos de BM, formado em direito pela UNISINOS, entrou na sala onde trabalho, nesta tarde, no 2º CRB (Comando Regional de Bombeiros), em São Leopoldo. Depois de apresentar-se de maneira protocolar e, despachar o assunto que lhe trouxe ao recinto, pedi que ficasse mais um instante, para lhe fazer uma pergunta.

Perguntei: "- Por que o senhor acha que o candidato brigadiano deve fazer exame psicotécnico para ascensão na carreira?" O Rodrigo refletiu um instante e respondeu: "- Três pontos elementares me ocorrem, major. O Primeiro: o exame vai atestar a segurança emocional e a aptidão profissional do candidato para o exercício da nova função. Segundo: o exame representa um pêndulo de equilíbrio para segurança da sociedade e, terceiro, porque é uma espécie de filtro de aplicação do melhor perfil para a função almejada".

Continuando minha enquete, liguei para o Darlan. Tenente-coronel Darlan da Silva Adriano, meu colega de turma e amigo. Coloquei o oficial a par do projeto de lei 298/2012, de iniciativa do deputado estadual Miki Breier (PSB).

Após ouvir meu relato, com atenção, ele sentenciou didaticamente: "- Medina! Na BM, como tu sabes, tem dois planos bem distintos de carreira de Estado, um de nível superior (capitão, major, tenente-coronel e coronel) e outro de nível médio (soldado, 2º sargento, 1º sargento e 1º tenente). No nível superior o perfil é de gerenciamento da corporação e, no nível médio, o perfil é de execução das atividades de polícia ostensiva e bombeiro militar. Quando o camarada é praça e deseja mudar de nível na carreira PM, ele presta um novo concurso público. Se for aprovado ele é licenciado do nível que ocupava antes e reincluído no nível superior. A lei neste aspecto é muito clara, lógica e inteligente".

Falaram com precisão, os próceres brigadianos entrevistados.

Major Aroldo Medina.

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