terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Memórias da Academia de Polícia Militar do RS

Recentemente, dois nobres irmãos Marcio Ailto Barbieri Homem e Antonio Osmar, homens dignos e de caráter sólido como aço, me comoveram ao relembrarem minha modesta, porém idealista participação no desenvolvimento da cultura da Brigada Militar, desde que ingressei nesta honrada Corporação, em 17 de fevereiro de 1986.

Na BM contribuí com a fundação do jornal O Espadim, em 1987, como aluno oficial, depois de ser convidado pelo presidente da SACFO, aluno Barbiéri, para ser o editor de um novo jornal dos cadetes da Brigada. Dediquei-me integralmente a missão, sem descuidar dos compromissos com o CFO (Curso de Formação de Oficiais).

O Espadim nasceu e prosperou com o incentivo de todos na APM, oficiais, alunos, praças e funcionários civis. Depois veio a Brigada em Revista, nossa revista de formatura, em 1989, editada com 100% do apoio do comandante do Corpo de Alunos, major Nelson da Fontoura Ligório, do comandante da APM, coronel Ronei José Silveira de Ávila e do Comandante Geral da BM, coronel Jerônimo Braga. Em 1991, foi a vez de lançar um livro sobre o cinquentenário da SACFO (Sociedade Acadêmica do Curso de Formação de Oficiais) da BM, onde muitos auxiliaram.

Em realizações importantes é costume, o descerramento de placas comemorativas para preservar a memória e relembrar o mérito da obra realizada, identificando seus autores. No final da década de 80, no lançamento do jornal O Espadim e da publicação Brigada em Revista, deixamos duas placas como "pegadas nas paredes",  almejando que nossos sucessores pudessem dar prosseguimento a estas obras de preservação de nossa memória e de nossa história.

Infelizmente, essas placas foram arrancadas do lugar onde foram afixadas. É um alento saber da disposição do tenente-coronel Antônio Osmar, atual comandante de nossa Academia de Polícia Militar, se dispor a recolocar essas páginas, no honrado livro composto pelas paredes históricas da APM.

Por fim, almejo que os futuros comandantes de nossa Casa Mãe, não permitam mais que os marcos históricos deixados por diferentes gerações na Academia, sejam apagados.


Major Aroldo Medina




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