segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Paz Novo Hamburgo... Paz Porto Alegre... Paz RS... Paz Brasil.

#PAZNovoHamburgo #PAZ CAMPO BOM ... #PAZ PORTO ALEGRE # PAZ RS

Sim! Todos nós queremos PAZ. Perdoem-me o texto de 5 minutos de leitura. É por uma boa causa.

Participei nesta segunda-feira, dia 25 de agosto, 18 horas, na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo, de uma reunião convocada pelos organizadores do movimento # Paz Novo Hamburgo, com candidatos a deputado federal de vários partidos.

A comunidade de NH vive aterrorizada com a onda de violência desmedida que assola a cidade. Os índices de criminalidade lá, estão em alta. O cidadão de bem se prende em sua casa, enquanto os bandidos tomam conta das ruas. O cenário não é diferente em várias cidades brasileiras.

Cansados de verem os criminosos andando soltos pelas ruas, o Paz Novo Hamburgo lidera um movimento que propõe a extinção do regime aberto e semiaberto no cumprimento das penas de condenados pela Justiça, entre outras propostas.

Depois de apresentadas as razões do movimento, com eloquência e coragem, os candidatos presentes foram convidados a assinar um contrato de apoio a causa. Os candidatos debutantes, logo formaram uma fila para assinar o pacto proposto. Os deputados com mandato, presentes, cautelosos, permaneceram sentados. Assim que a fila se dissipou, dois deputados com mandato e um ex-prefeito da região subiram ao palco e usaram da palavra, com prudência, esclarecendo que o processo de mudança na lei, implicava um longo ritual de discussão no Congresso. Suas ponderações, de quem conhece a "via sacra" de Brasília, não foram bem aceitas pela platéia.

A pauta em discussão levou-me a travar uma luta comigo mesmo. Em minha mente Sancho Pança e Dom Quixote começaram a brigar. Um mandava eu ficar quieto em minha cadeira, até porque, eu nem fora convidado para aquela reunião. Fiquei sabendo dela, através do professor Wambert Gomes Di Lorenzo I. Já Dom Quixote chutava minha bunda, mandando eu me levantar e gritar, fazendo coro ao lado da sociedade indignada. Dom Quixote venceu.

"Por que será que nos chocamos ainda ao ouvir um deputado falar que o Estado esta falido. Se não estivesse, os bandidos não pulariam o muro, para fora do presídio, na frente de um quartel da BM. Ouvimos aqui o próprio diretor em exercício do presídio de NH, dizer que tinha 14 agentes para cuidar de 230 apenados. Divididos em turnos, os agentes da SUSEPE formam equipes de três homens. Assim, cada agente cuida de 70 presos, em média. Neste ponto, lembrei que a BM para fazer uma simples escolta, trabalha com a tese de que cada preso deve ser escoltado por dois PMs. Vejam ai que discrepância: um agente para cuidar de 70 presos. E, o Estado não esta falido mesmo?"

Encerrei minha fala lembrando que havia concorrido ao governo do Estado na eleição passada, como um protesto para pautar justamente nos debates de TV, a questão da segurança pública. E, terminada a eleição de 2010, logo depois de me apresentar na BM, fui transferido de Porto Alegre para Novo Hamburgo, como uma espécie de vingança/punição do governo estadual, pela minha postura irreverente nos debates, peitando a governadora sobre questões ligadas a probidade administrativa.

Por que a cidade de Novo Hamburgo foi considerada já em 2010, um castigo para um oficial da ativa da BM? Descobri a resposta desta pergunta, na prática. E, só posso discorrer sobre ela, se for eleito deputado estadual.

Se falasse hoje, sobre o que vivi em NH, onde exerci em 2010/2011 a função de Chefe da Seção de Justiça do CRPO-VRS e, depois como comandante em exercício do 3º BPM, no Foro #Paz Novo Hamburgo, seria, arbitrariamente preso ou iria contar minhas histórias para São Pedro.

Cumprimentos aos organizadores do #Paz Novo Hamburgo e de outras cidades que tem a coragem de reagir contra os bandidos, os tradicionais e os ocultos.

Aroldo Medina - Oficial da ativa da BM.

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