domingo, 15 de novembro de 2009

República Federativa do Brasil: 120 anos.


A monarquia brasileira estava em crise, no final da década de 1880. A forma de governo não correspondia às mudanças sociais em processo. As classes sociais da época defendiam a implantação de uma nova forma de governo capaz de fazer o país avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser resumida nas seguintes questões:

- Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando descontentamento da Igreja Católica;


- Críticas de integrantes do Exército Brasileiro que não aprovavam a corrupção existente na corte. Os militares também estavam descontentes com a proibição imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa, sem prévia autorização do Ministro da Guerra;


- A classe média, composta por funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas e comerciantes, identificada com ideais republicanos, estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e participação nos assuntos políticos do país;


- Falta de apoio dos grandes proprietários rurais com grande poder econômico que desejavam maior poder político;

Diante desse cenário, sem apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país.

Assim, no dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos simpatizantes da república, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil, iniciando um governo provisório.

Transcorridos 67 anos, a monarquia chegava ao seu fim no Brasil. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiram rumo à Europa. A partir de então, o pais passa a ser governado por um presidente escolhido através de eleições.

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