domingo, 22 de agosto de 2010

Coração é órgão mais vulnerável em campanha.


Acordei neste domingo, por volta das 4 horas da madrugada, com uma dor aguda no peito. Levantei, caminhei no quarto para ver se a dor passava e nada. Cheguei a conclusão que o melhor era ir no médico.

Pedi para um familiar me levar até o hospital da BM, em Porto Alegre, onde cheguei umas 5 da manhã. Fui prontamente atendido no plantão.

Depois de ser entrevistado pelo enfermeiro que colheu meus sinais vitais, veio o médico. Ele conversou com o enfermeiro e comigo. Em seguida fui conectado na máquina do eletrocardiograma. Não tardou para o médico erguer o mapa emitido pelo meu coração e diagnosticar: "- Vejo aqui sinais de uma isquemia cardíaca leve".

Ato contínuo, ecebi três comprimidinhos amarelinhos que apreciei muito o seu gostinho bom. Perguntei o que era? O enfermeiro, gentilmente, disse: "- É A.S. infantil. Estamos em falta do A.A.S. adulto. Funciona como anticoagulante". Lembrei do meu pai quando recebi, pela primeira vez, um "isordil", para por em baixo da lingua. Meu pai, falecido por problema cardíaco, usava este famoso comprimidinho. Em seguida, recebi duas agulhas no braço esquerdo: uma para administrar "dipirona" e outra para coletar sangue.

Fui bem atendido. Fiz dois eletros e duas coletas de sangue, nas oito horas que fiquei em observação no Hospital da BM, onde me senti em casa, até ser liberado por volta das 13 horas, com recomendação expressa para consultar um cardiologista, esta semana.

Dentro do carro, no retorno ao lar, fui pensando na vida e na campanha, chegando a uma conclusão indefectível:

"- O órgão humano que mais trabalha, absorve tensões, condensa preocupações e, sofre na campanha de um candidato íntegro é, disparadamente, o seu coração"!

Aroldo Medina

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