quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O taxista


Andar de taxi em Porto Alegre está acessível. Embarquei em umas três corridas hoje e não gastei R$ 20,00 (vinte reais). Reflexos do real estável e valorizado e, embora paguemos, em média, R$ 2,58 o litro da gasolina, sendo que metade desse valor é imposto, o preço é razoável, na atual conjuntura.

Há rumores de que estaria para aumentar, em função da diminuição do percentual de adição de álcool na gasolina. A dosagem cairia de 25 para 20 por cento, por causa de queda na produção da cana de açucar. Não vejo justificativa para isso ocorrer, porque o Governo Federal alardeou que estamos auto suficientes na produção de petróleo para o mercado interno brasileiro e, muito menos ouvi falar em aumento do preço do barril de petróleo, hoje cotado na ordem de $ 67,00 (sessenta e sete dólares).

No final da última corrida, por volta do meio dia, parei na frente do DLP (Departamento de Logística e Patrimônio) da BM. Paguei o que o taxímetro marcava e o taxista puxou conversa: - "O senhor viu que a Polícia Federal apreendeu cópias piratas do filme do Lula"? Afirmei que sim e ele continuou: - " Pois é, eles tinham que continuar esse tipo de operação com tudo que é filme pirata e não só com o filme do Lula". Falei que a Brigada também fazia esse tipo de operação. Em 2008, lembro que o então comandante do 9º BPM, tenente-coronel BONDAN, apreendeu mais de 600 mil cópias piratas.

O taxista disse que sabia que a BM fazia (de vez em quando) esse tipo de trabalho também. Porém, me sugeriu que eu ligasse para o 190, na primeira oportunidade em que me deparasse com a venda irregular de DVDs na capital, para chamar a Brigada dizendo que tinha um sujeito vendendo DVDs piratas no meio da rua, para ver a resposta. Passou por minha cabeça, um receio relâmpago de fazer o teste proposto pelo astuto motorista.

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