terça-feira, 21 de julho de 2009

Helio Moro Mariante




Uma pessoa que contribuiu muito em minha formação na Brigada Militar foi o coronel Hélio Moro Mariante. Conheci o coronel já na reserva. Eu era cadete da BM, segundo anista. Fui convidado para fazer o jornal dos cadetes. Em 1987, procurei o coronel, no seu apartamento, na rua Jerônimo Coelho, nº 95, no centro de Porto Alegre, depois de saber que ele foi diretor literário, como cadete por volta de 1941, para ouvir suas histórias como editor do jornal da sua época. Fui super bem recebido. Enquanto conversava com o coronel Mariante, em sua biblioteca, a dona Silésia, sua esposa, nos servia um gostoso chá ou um bom café, com biscoitos. Uma delícia. Sinto saudades do coronel. Uma pessoa que transpirava bondade e simpatia, ao lado de sua simplicidade envolvente. Escreveu inúmeras obras, entre as quais destaca-se "Crônica da Brigada Militar", em 1972. Um grande livro onde conta a história da BM. Até hoje me esforço para seguir seus passos como historiador, junto com outro mestre, Osório Santana Figueiredo, de São Gabriel.

Creio já ter chegado a 2% do saber dos mestres. Homens de saber e valor notório, caráter robusto, humanitários. São modelos de conduta para mim. Às vezes me pego pensando por que os governantes, em vez de nomear parentes ou amigos próximos, por que não chamar homens com o perfil do coronel Mariante, do seu Osório ou de tantos outros historiadores para terem assento ao seu lado, nos Palácios ou mesmo nas Assembléias, para deles se aconselharem antes de nos colocarem em caminhos duvidosos.

O coronel Mariante nascido em 21 de dezembro de 1915, na cidade do líder Germano Rigotto, Caxias do Sul (RS), partiu para outra dimensão de vida, aos 90 anos de idade. Deixou um legado de boas obras, familiares e amigos, com muita saudade.

As fotos.
Numa das fotos estão eu e meu irmão Adroaldo Medina, ao lado do coronel Hélio Mariante, no Café Colonial Bela Vista, do Gerardo Fontenelle, na Cristóvão Colombo, em Porto Alegre, em 11 de agosto de 1992. Fomos tomar um café que organizamos para confraternizar como amigos e eleitores do deputado Jarbas Lima, presente.

Na outra, ano 2.000, levei minha filha Natália, na ocasião com 4 anos de idade, para visitar o estimado mestre, quando já residia no Residencial Pedra Redonda, do hospitaleiro amigo Henri Chazan, localizado na zona Sul de Porto Alegre. Aroldo.

Um comentário:

  1. Eu estive procurando o Livro Cronicas da Brigada Militar, e não encontrei, só exite nos Sebos de Livros usados, seria intessante que fosse publicada uma nova tiragem do livro, que conta a hitória da Brigada Militar. Outrossim saliento que este livro faz parte das bibliografias do concurso do CTSP e CBA.

    ResponderExcluir