sábado, 25 de julho de 2009

Turma de Comunicação Social da ULBRA 1991



Seguindo a tendência de resgate da memória das turmas que integramos ao longo da vida, faço referência e reverência, aos meus colegas de comunicação social da ULBRA, curso no qual ingressei em 1991, após prestar o exame vestibular. Tive a satisfação de integrar a primeira turma nesta área, aberta naquele ano pela Universidade Luterana do Brasil, no seu campus de Canoas. Optei pelo jornalismo. Início de ano letivo, sempre ocorriam as apresentações. Quando eu dizia que era "brigadiano", no meio dos meus jovens colegas, surgia aquele "ar" de estranhamento. Hoje, seria o mesmo que declarar voluntariamente ser portador da famosa gripe A, dentro de uma sala de aula fechada. Quarentena direto. Felizmente, meus colegas deram-me a oportunidade de mostrar-lhes que eu não era um " ser de outro mundo".

No segundo ano, fui eleito presidente do Diretório Acadêmico de Comunicação Social. O DAFACUL. Disputei a eleição com o Sílvio Ayala, grande colega, inteligente e irreverente. Um líder por natureza, ao lado do colega Eduardo e tantos outros. Meu vice, eleito também, Fábio Camargo, igualmente um homem de grande valor. Nunca nos desentendemos naquela época e, até hoje. Capoeirista respeitadíssimo e professor de educação física, nos tornamos amigos. Recentemente tornou-se pai. Integrava nossa equipe ainda, o Sandro, a Rita, a Denise, entre outros nobres colegas. Assim como me aceitaram como tenente da Brigada, ensinaram-me a conviver com as diferenças próprias de uma juventude mais liberal. Tivemos acentuada participação no movimento estudantil da época. Ganhei até uma cadeia na Brigada, por essa participação. Uma hora dessas eu conto essa história.

Nossa coordenadora de curso, a querida professora Sandra, conduzia a todos nos com muita sabedoria e gentileza. Era uma harmonizadora, por excelência nas relações humanas e inter pessoais. Meu sentimento foi não ter podido concluir o curso ao lado de meus colegas da ULBRA. Aguentei a mensalidade até o 5º semestre, em 1994, depois fui obrigado a parar porque meu salário de tenente, por volta de R$ 1.200,00 (hum mil e duzentos reais), na época, mal dava para manter as contas em dia, com a Universidade.

Mesmo sem diploma, segui fazendo o que já gostava de fazer: escrever, editar livros, jornais e revistas. O que continuo fazendo até hoje, nas minhas horas de folga na BM. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a carreira jornalística, encoraja-me a pedir a compreensão de meus colegas que se formaram, para sob sua máxima censura, procurar a Delegacia Regional do Ministério do Trabalho visando homologar minha inclusão no registro dos profissionais do jornalismo, o que me honrara muito. Aposentado na BM, certamente irei concluir este curso e ainda outros. Sinto-me jovem ainda e com disposição para ser sempre útil à sociedade e, não vejo melhor forma de servir do que dedicar tempo ao estudo e a educação. São ações que não perdem o seu valor nunca.

Aos meus colegas da ULBRA, deixo fraterno abraço e a certeza de que tivemos um grande aprendizado juntos. Aos internautas que aqui navegam neste instante, fica meu encorajamento para que persigam seus ideais com determinação e coragem, nunca desistindo da realização de seus sonhos. Um forte abraço, Aroldo.

Na foto, visitamos o Memorial RBS, em Porto Alegre, 1993.

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