quinta-feira, 5 de abril de 2012

Casa de Dom Inácio de Loyola: segundo dia.


Cheguei na Casa de Dom Inácio, oito horas, como no primeiro dia. O número de pessoas concentradas no salão principal era um pouco menor do que no dia anterior. Os obreiros iniciaram os trabalhos com orações, num ambiente de tranquilidade, pedindo que orássemos pelos médicos e pelas mães do mundo todo. Após as orações falaram sobre a doutrina espírita e deram testemunhos particulares sobre como as curas podem acontecer.

Dificilmente ocorrem curas instantâneas. O processo de cura exige determinação da pessoa para fazer um tratamento espiritual mais curto ou mais longo. A cura depende da fé de cada um e do seu grau de merecimento no Mundo Espiritual. Cada pessoa conhece o seu íntimo e o seu grau de disposição e resignação para promover uma mudança de hábitos em sua vida.


Precisamos ser honestos quando nos dirigimos ao Mundo Espiritual. Confessar nossos pecados e perdoando todos aqueles que nos ofendem. É preciso amar as pessoas. Os velhos ensinamentos de Jesus Cristo que todos conhecemos, mas que muitas vezes fazemos de conta que esquecemos.

Absorto nos pensamentos motivados pelas palavras dos obreiros e vivendo um momento de renascimento na Casa de Dom Inácio de Loyola, despertei com a organização de novas filas que convergiam para o médium João de Deus. Desta vez entrei na "fila da 2ª vez". passo a passo me aproximava, novamente, do médium. Era a terceira vez que iria encontrá-lo.

Próximo de João de Deus, o irmão Norberto, gentilmente, me acompanhou até o médium. João de Deus olhou-me nos olhos e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, eu pensava na lista de problemas de saúde que me afligiam, falou: "Vou te operar hoje a tarde". Fiquei inerte, sem rumo. Difícil descrever o que senti. O irmão Norberto, bondoso e prestativo, me conduziu até uma cadeira de espaldar alto e orientou-me a sentar, fechar os olhos e rezar. As lágrimas vieram em abundância. Já estava sendo preparado para a cirurgia espiritual que faria nas próximas horas.

Aroldo Medina

Nenhum comentário:

Postar um comentário