sexta-feira, 6 de abril de 2012

Operação espiritual com o médium João de Deus.


Uma hora antes do horário marcado para minha operação espiritual com o médium João de Deus, eu estava sentado na primeira fileira de cadeiras da grande sala de visitas da Casa de Dom Inácio de Loyola. Estava todo de branco. Todo vestuário. Não carregava nenhum metal comigo. Até meus óculos, companheiro inseparável, deixei no quarto da pousada. Não portava relógio, celular e nem minha nova câmera digital de bolso. Também deixei o cinto das calças na pousada e não amarrei o cordão dos meus sapatos. Purificava minha mente com bons pensamentos e conversava com Deus. Pedia a graça da cura que fui buscar, apelando a Jesus e sua Corte Celestial. Estava preparado para a cirurgia.

Os trabalhos se iniciaram mais uma vez, pontualmente, sob a orientação dos obreiros da casa. As filas foram se organizando e caminhando até que foram chamados aqueles que a Entidade disse que seriam operados. Uma fila menor do que as outras foi se formando e adentrando no seio da casa. Deixei que todos passassem por mim, para ser novamente, o último da fila. Concentrava-me elevando meus pensamentos à Deus, com fé e arrependimento dos meus pecados carnais. Pedia à Deus que curasse todas as pessoas que ali estavam.

Os obreiros orientavam a fila. Fomos levados até uma grande sala no interior da casa, num espaço mais reservado que se comunica, abertamente, ao consultório do médium João de Deus, onde ele atende as pessoas que formam as filas, sentado em uma cadeira de espaldar alto. Sentamos em longos bancos enfileirados e aguardamos.

Um obreiro pediu que fechássemos os olhos e colocássemos a mão, sobre a parte do corpo que deveria ser operada. Esclareceu que se houvesse mais de um problema de saúde, a mão espalmada, deveria ser colocada sobre o peito, em cima do coração. Coloquei minha mão direita sobre meu coração. O obreiro esclareceu que seríamos, em breve, operados por uma equipe de médicos invisíveis que trabalham na Casa de Dom Inácio de Loyola, fazendo cirurgias espirituais. Informou ainda que os médicos invisíveis podiam fazer até nove cirurgias simultâneas em cada pessoa, de acordo com os problemas de saúde de cada um.


Elevei meus pensamentos à Deus. A cirurgia estava prestes a começar. Senti meu corpo percorrido por uma emoção muito forte, difícil de descrever em palavras. O corpo fica magnetizado por uma energia muito boa. Concentrado, pedia com veemência a cura dos males que roubaram parte da saúde do meu corpo.

O obreiro anunciou que os médicos estavam ali, fazendo o seu trabalho entre nós. As lágrimas vieram aos meus olhos em abundância, como nunca em minha vida. Eu estava 100% conectado com Deus. Implorava, com modéstia, minha cura e de todas as pessoas ali presentes. Um menino começou a chorar, próximo de mim. Lembrei dele no colo dos pais, quando entramos. Orei por ele e pedi à Deus que curasse ele primeiro, antes que todos nós. Em poucos instantes a criança parou de chorar. Imaginei que havia adormecido no colo dos pais. Voltei a orar.

Senti o médium João de Deus caminhando entre nós. Em seguida falou do trabalho espiritual que estava acontecendo ali. O tempo da cirurgia passou depressa. Um obreiro anunciou que os trabalhos estavam concluídos. Orientou que permanecêssemos de olhos fechados. Avisou que poderíamos sentir algum incômodo em alguma parte do corpo, pois, havíamos sido operados. Não tardou para pedir que abríssemos os olhos e seguissem um outro obreiro, sem falar com ninguém no caminho, exceto com o obreiro indicado que nos passaria informações sobre como deveríamos proceder nas próximas horas e nos próximos dias.

Ao abrir os olhos e baixar meu braço direito que estava sobre o meu coração, senti que ele estava muito pesado. Incrivelmente pesado. Segui o obreiro que nos guiou para fora da sala da cirurgia espiritual. No pátio da casa, recebemos as seguintes orientações do irmão Tião, muito atencioso:

1) Ir para a pousada, onde cada pessoa estava hospedada e, repousar, nas próximas 24 horas. Lembrou que estávamos operados e precisávamos de repouso absoluto;

2) Orientou-nos a não ingerir nenhuma espécie de bebida alcoólica, a não comer carne de porco e seus devirados, não comer pimenta e não fazer sexo pelos próximos 40 dias;

3) Deveríamos retornar para revisão da cirurgia dentro de um período de 8 a 48 dias;

4) No final, nos falou que precisávamos tirar os pontos da cirurgia colocando um copo de água ao lado da cabeceira de nossa cama, na próxima quarta-feira (era quinta-feira, dia 22/03), deixando o copo ali durante a noite, bebendo sua água, na quinta-feira pela manhã, ao acordar. Os pontos seriam retirados.

Agradeci ao irmão Tião, com meu coração em grande paz. Parti na direção da pousada.

Aroldo Medina.

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