terça-feira, 17 de abril de 2012

Suiço limpa ruas de Abadiânia.


Continuando a série de postagens sobre Abadiânia (GO), onde estive de 20 à 26 de março de 2012, como já escrevi aqui, chamou minha atenção o lixo espalhado pela cidade.

Conversando com moradores e comerciantes do município, sobre o que podia ser feito em Abadiânia para melhorar a infraestrutura do lugar que recebe, mensalmente, milhares de turistas estrangeiros, ouvi uma história inesperada.

Falaram-me de um visitante do exterior que se indignou tanto com a sujeira no bairro Lindo Horizonte, onde fica a Casa de Dom Inácio de Loiola que saiu catando o lixo pelas ruas.


Os moradores viram o moço loiro enchendo vários sacos azuis, com o lixo recolhido na rua. Depois viram o rapaz andando com um carrinho de mão, fazendo a limpeza urbana. Não satisfeito dizem que contratou um carroçeiro para auxiliá-lo.

E assim, foi visto por dias limpando a cidade, até que cansou observando o lixo continuar "brotando" sem parar e, não vendo o seu serviço influenciar a colaboração de mais pessoas.

Alguns moradores, segundo Norberto Kist, quiseram ajudar o moço, pagando-lhe de alguma forma pelo serviço prestado, com dinheiro ou mesmo com alguma cortesia, oferecendo ao "bom samaritano", almoço, sucos, sorvetes ou lanches. O jovem, altivo, recusou todas ofertas. Fazia aquilo por ideal e não por dinheiro ou favores.

Sai então pela cidade procurando o rapaz. Algumas diligências depois, tive a grata satisfação de encontrá-lo justamente hospedado na popular pousada de São Francisco de Assis. Entrei perguntando se não era ali que ainda poderia estar hospedado um jovem cidadão de outro país que havia limpado as ruas de Abadiânia. O recepcionista não titubeou e me apontou o dedo indicador certeiro para um moço que estava deitado no sofá da sala de estar da pousada.


Assim conheci um dos benfeitores anônimos de Abadiânia. Grauser Dieter, 39 anos de idade, mecânico de máquinas agrícolas, nascido em Berna, na Suiça, em 08 de julho de 1972.

Atencioso e hospitaleiro, a primeira coisa que Grauser fez depois de entender que eu desejava entrevistá-lo, foi oferecer-me um suco de laranja que troquei por água bem gelada, recebida das mãos calejadas do suíço.

Aroldo Medina

A história continua na próxima postagem.

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