segunda-feira, 2 de abril de 2012

Reportagem do Fantástico sobre João de Deus.


Vi ontem na TV, a reportagem da respeitável Rede Globo sobre o médium João de Deus. Analisando a matéria, conclui que deve ter sido motivada pela visita surpresa de Oprah Winfrey, ao médium, quinta-feira, dia 29 de março de 2012.

A opinião da famosa apresentadora de TV nos EUA que afirmou estar muito impressionada com o trabalho do médium, elogiando-o, deve ter despertado no Brasil, em tese, a preocupação de pessoas influentes em nossa sociedade que não conhecem ou não acreditam neste tipo de trabalho espiritual.

Vou fazer algumas considerações sobre a matéria porque estive em Abadiânia (GO), recentemente, de 20 à 26 de março. E, também porque estou fazendo uma série de postagens neste blog, sobre a experiência que vivi na Casa de Dom Inácio de Loyola.

Eu presenciei, anonimamente, durante três dias consecutivos, manhã e tarde, seriedade na condução dos trabalhos de atendimento gratuito de todas as pessoas que lá estavam em busca de tratamento para suas doenças. Pessoas do mundo todo. O grande fluxo de estrangeiros passou a ser expressivo, de uns dez anos para cá, segundo o obreiro Norberto Kist.

O respeito da Casa de Dom Inácio de Loyola ao trabalho dos médicos que atendem as pessoas que lá comparecem é digno do maior reconhecimento público. Fiz uma postagem aqui, três dias atrás, focando esta pauta. Este respeito é idêntico aos praticantes ou educandos de religiões de todo planeta que lá comparecem. Na Casa de Dom Inácio também não presenciei, nenhuma espécie de preconceito com ninguém.

O Fantástico lembrou a morte de pessoas em atendimento na Casa de Dom Inácio. Pessoas morrem todos os dias, em hospitais do mundo todo, embora os médicos trabalhem para salvar suas vidas.

Sobre uma interpretação, levantada pela reportagem que entrevistou um representante sindical da classe médica, sobre exercício ilegal da medicina pelo médium João de Deus, gostaria de levantar os seguintes pontos para reflexão dos internautas:

1) O médium João de Deus deixa bem claro que ele não cura ninguém. Honestamente e com modéstia diz e assina que quem cura é Deus (eu creio nessa palavra);

2) O médium incorpora espírito (desencarnado) que "empresta" o seu conhecimento, momentaneamente, a pessoa especial (encarnada) que o recebe, para fazer uma comunicação ou realizar uma tarefa. No caso de João de Deus, para realizar cirurgias espirituais, com ou sem corte, no corpo da pessoa operada.


Bem se o médium recebe, por livre e espontânea vontade, o espírito de um médico que por livre e espontânea vontade, continua neste plano em busca de luz e ascensão no Mundo Espiritual, para continuar trabalhando como médico, curando as pessoas, quem esta ali operando, não é João Teixeira de Faria e sim o médico que exercia sua profissão quando tinha um corpo material. Não vejo, neste caso exercício ilegal de profissão.

Lembremo-nos que já existem casos em que a Justiça Brasileira aceitou provas psicografadas por médiuns, para inocentar pessoas acusadas de crimes.

Evidente que o cético, vai colocar em dúvida esse ponto de vista, mas creio que num Estado livre, democrático, onde a constituição assegura liberdade de expressão e de crença, é plausível o exercício da medicina por um médico desencarnado que precisa do corpo do médium para operar.


Porque nossos cinco sentidos tradicionais (visão, audição, paladar, tato e olfato) não captam determinadas manifestações que precisam do sexto sentido ou de outros sentidos, porque não podemos ver com nossos olhos, não significa que não haja um mundo invisível ao nosso redor. Aliás, não vemos os vírus e eles entram dentro de nós afetando nossa saúde e, não raras vezes, até nos roubando a vida.

Há muitos charlatões nesse mundo nos enganando, ludibriando nossa boa fé. Não creio ser este o caso do médium João de Deus.

Aroldo Medina


Nota do editor do blog: sou cristão, creio em Deus, em Jesus Cristo e na existência de um Mundo Espiritual. Minha família é católica. Gosto muito do povo evangélico, por quem tenho o maior respeito e consideração. Sou amigo de vários obreiros católicos e evangélicos de diferentes ministérios, assim como tenho vários amigos no Islã. Leio obras cristãs e os livros de Allan Kardec (recomendo A Origem), iluminado por quem tenho idêntico respeito e grande consideração. Não frequento nenhuma religião porque sinto os homens muito divididos por ela. E, por fim assinalo que não fico a vontade com pessoas que não acreditam em Deus.

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